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Trigo paulista: Câmara Setorial inicia agenda de 2026 com foco na safra e perspectivas de mercado
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O setor triticultor paulista dá início ao calendário de 2026 com a primeira reunião da Câmara Setorial do Trigo de São Paulo, marcada para o dia 5 de março, às 10h, no auditório da Cooperativa Capão Bonito. O evento também contará com transmissão ao vivo pelo canal do Sindustrigo no YouTube, permitindo ampla participação de representantes da cadeia produtiva, pesquisadores e técnicos.
Debates estratégicos sobre a nova safra
A reunião vai reunir lideranças do setor, cooperativas e empresas de pesquisa para discutir o cenário produtivo e as perspectivas do próximo ciclo agrícola. Entre os destaques da programação estão as apresentações da OR Sementes, GDM Seeds e do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), com foco nos materiais genéticos disponíveis e nas inovações voltadas à cultura do trigo.
As principais cooperativas do estado também apresentarão dados sobre o andamento do plantio, produtividade esperada e projeções de produção, traçando um panorama atualizado da triticultura paulista.
Mercado do trigo e tendências globais
O consultor de gerenciamento de riscos da StoneX, Jonathan Pinheiro, fará uma análise sobre o mercado nacional e internacional do trigo, destacando fatores que influenciam preços, exportações e a competitividade do produto paulista. O objetivo é auxiliar o setor na formulação de estratégias diante de um ambiente global ainda marcado por volatilidade e mudanças logísticas.
Nova gestão e planejamento estratégico para o setor
Durante o encontro também será realizada a eleição do novo presidente da Câmara Setorial, que comandará os trabalhos pelos próximos dois anos. O atual presidente, Nelson Montagna, afirma que a reunião marca o início de um novo ciclo estratégico para o trigo em São Paulo, com estabilidade na área cultivada e expectativa de manutenção da qualidade da produção.
“A última safra apresentou excelente desempenho e esperamos repetir esse resultado no próximo ciclo. O atual patamar de preços e a rotação de culturas indicam manutenção das áreas de plantio, com ajustes pontuais”, explica Montagna.
Reforma tributária pode impulsionar moagem paulista
Segundo Montagna, a reforma tributária em andamento tende a favorecer o crescimento da moagem de trigo no estado, criando novas oportunidades para o produtor local.
“São Paulo deve ampliar significativamente sua capacidade de processamento, o que abre espaço para maior absorção do trigo produzido regionalmente. Mesmo que a reforma favoreça a entrada de grãos de outras regiões, o estado mantém condições favoráveis para fortalecer sua própria cadeia produtiva”, destaca o dirigente.
Participação e transmissão on-line
Os interessados em acompanhar a reunião de forma virtual podem se inscrever para receber o link de acesso e participar da transmissão ao vivo pelo YouTube.
- Data: 5 de março de 2026
- Local: Cooperativa Capão Bonito – Capão Bonito (SP)
- Transmissão: Canal do Sindustrigo no YouTube
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Pesca industrial em debate no Pará
O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta quarta-feira (23), em Belém (PA), agenda com representantes da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) para discutir propostas voltadas à sustentabilidade e ao fortalecimento da pesca industrial no estado. O encontro também tratou de medidas para ampliar as exportações brasileiras de pescado, abrir novos mercados e apoiar empresas do setor.
Durante a reunião, a direção da FIEPA apresentou propostas de ações para a sustentabilidade da pesca industrial paraense. O ministro destacou que o Pará tem papel estratégico na cadeia nacional e reforçou a necessidade de ampliar as oportunidades para o pescado brasileiro no mercado internacional. “Estamos tratando aqui também das exportações. Isso fica muito claro com a política do Brasil Soberano: o Brasil não pode ficar refém de país nenhum. Por isso nós estamos trabalhando em ampliar nossas exportações e diversificar os caminhos do nosso pescado”, afirmou Edipo.
O ministro também destacou que o Plano Brasil Soberano III inclui a cadeia do pescado e prevê medidas de apoio a empresas exportadoras impactadas pelo cenário econômico internacional. Segundo Edipo, são mais de R$ 18,5 bilhões disponíveis para o público alcançado pela iniciativa. “Quero chamar todas as empresas que foram impactadas a procurar as instituições financeiras e o BNDES para que possam realmente alcançar esse recurso e salvaguardar as empresas exportadoras de pescados”, disse.
Na agenda com o setor produtivo, também foram discutidas estratégias para ampliar a presença do pescado brasileiro no exterior, com destaque para a abertura de mercados na Europa e no Reino Unido e o fortalecimento das relações comerciais com países da América do Sul, como Peru, Colômbia e Argentina. “Temos uma missão e um compromisso de ampliar o consumo de pescado interno, mas também ampliar as nossas exportações”, ressaltou o ministro.
Crédito para pescadores e aquicultores
Outro tema tratado foi o acesso ao crédito por pescadores e aquicultores, por meio do Pronaf Azul, iniciativa que reúne linhas específicas para o público das águas, incluindo Pronaf B, Pronaf Mais Alimentos e Pronaf Custeio. Edipo reforçou a importância de que os projetos sejam acompanhados por profissionais de assistência técnica e extensão rural, para que pescadores e aquicultores possam acessar as melhores condições de financiamento e evitar o endividamento.
O Pará tem uma das maiores concentrações de trabalhadores ligados à atividade pesqueira do país. Dados do Painel Unificado do Registro Geral de Atividade Pesqueira (RPG) apontam mais de 454 mil pescadores registrados no estado, além de 1.352 aquicultores, evidenciando a dimensão social e econômica da cadeia da pesca e da aquicultura paraense.
Apoio às populações das águas
A agenda também abordou medidas de apoio às populações que vivem da pesca diante dos impactos provocados por eventos climáticos e alterações nas condições dos rios. O ministro destacou que o Governo Federal trabalha na construção de políticas para reduzir os danos e garantir segurança alimentar e recursos às comunidades afetadas.
“Os rios não são apenas o local de trabalho, mas também as ruas dessa população. Então a gente precisa garantir que chegue alimento, chegue água potável, mas também que nós possamos construir uma política para salvaguardar e colocar recursos financeiros na mão e no bolso dessa população”, afirmou. Entre as medidas em discussão estão a possibilidade de criação de auxílio extraordinário e a antecipação do seguro-defeso, além da articulação para garantir a distribuição de cestas básicas às populações afetadas.
A agenda em Belém integra a programação do ministro Edipo Araujo no Norte do país. Após os compromissos no Pará, o ministro segue para Manaus (AM), onde cumpre agenda voltada ao fortalecimento das políticas públicas para a pesca e a aquicultura na região.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
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