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Trigo recua em Chicago e produção na Argentina deve alcançar maior nível em 15 anos

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O mercado internacional de trigo registrou queda nos preços na última semana, enquanto a Argentina sinaliza uma recuperação expressiva na produção do grão. No Brasil, o ritmo do plantio e a menor demanda externa influenciam a lentidão nos negócios.

Queda nos preços do trigo em Chicago

O trigo encerrou a quinta-feira (29/05) com desvalorização na Bolsa de Chicago. O cereal foi cotado a US$ 5,34 por bushel, abaixo dos US$ 5,44 registrados na semana anterior, segundo dados do CEEMA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

Situação do trigo nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o trigo de inverno apresenta 50% das lavouras em boas ou excelentes condições. Já o trigo de primavera está 87% semeado, com um desempenho superior à média histórica. Apesar disso, algumas áreas ainda apresentam condições regulares ou ruins, o que gera incertezas para a safra futura.

Argentina prevê maior produção em 15 anos

A Argentina apresenta um cenário mais positivo. A produção de trigo deve alcançar 21,2 milhões de toneladas, segundo estimativa da Bolsa de Cereais de Rosário. A área plantada prevista é de 7,2 milhões de hectares, o maior índice dos últimos 15 anos, impulsionando a expectativa de uma safra mais robusta.

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Mercado cauteloso no Brasil

No Brasil, os negócios seguem travados devido à baixa demanda externa e ao início do plantio. As importações caíram e as exportações mantêm preços estáveis, o que contribui para um clima de cautela no mercado.

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) projeta uma redução de 11,7% na área plantada no país. Mesmo assim, a colheita pode alcançar até 8,2 milhões de toneladas, desde que as condições climáticas permaneçam favoráveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Valor da produção agropecuária atinge R$ 1,4 trilhão em maio

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Mato Grosso manteve a liderança nacional do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em maio de 2026, com faturamento estimado em R$ 213,5 bilhões, o equivalente a cerca de 15% de toda a produção agropecuária do País, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O desempenho reforça o peso do estado como principal polo do agronegócio brasileiro, puxado sobretudo pela soja e pelo milho.

O resultado estadual ocorre em um cenário de VBP nacional ainda elevado, de R$ 1,4 trilhão, embora com recuo de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No caso mato-grossense, a liderança se mantém mesmo diante da queda de preços de commodities relevantes no mercado internacional, que impactaram o ritmo de crescimento do indicador em diversas regiões do País.

A força de Mato Grosso no ranking nacional está diretamente associada à concentração de grandes lavouras mecanizadas e à escala de produção de grãos, com destaque para a soja, que segue como principal produto do agronegócio brasileiro em geração de receita, seguida por milho, cana-de-açúcar, café e algodão.

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No recorte estadual, a participação de Mato Grosso reflete também o peso do Centro-Oeste na formação do VBP nacional, região que concentra parte significativa da produção de grãos destinada à exportação. O estado atua como principal origem da soja embarcada para o mercado externo e como um dos maiores fornecedores de milho safrinha do País.

Apesar do desempenho positivo no ranking, o cenário nacional mostra heterogeneidade entre os produtos agropecuários. Enquanto algumas culturas registraram forte retração de preços, como cacau, laranja e arroz, outras apresentaram crescimento, com destaque para batata-inglesa, feijão, mandioca e tomate, segundo o levantamento do Mapa.

Na pecuária, o VBP nacional também apresentou leve queda, influenciado por recuos em segmentos como suínos, frango, ovos e leite, enquanto a bovinocultura registrou avanço e se manteve como principal atividade do setor. Esses movimentos ajudam a explicar a desaceleração do indicador agregado, apesar do patamar ainda elevado de faturamento no campo.

O VBP é calculado mensalmente pelo Ministério da Agricultura com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais, funcionando como um termômetro do faturamento bruto gerado dentro das propriedades agrícolas. Os dados de 2026 são preliminares e refletem as informações disponíveis até maio.

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Fonte: Pensar Agro

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