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UE flexibiliza regras ambientais em reforma de subsídios agrícolas
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A União Europeia (UE) anunciou um acordo provisório que flexibiliza regras ambientais vinculadas aos subsídios agrícolas, como parte da revisão da Política Agrícola Comum (PAC). A medida isenta pequenos agricultores de cumprir algumas exigências ambientais, enquanto aumenta os pagamentos que podem receber.
Segundo a ministra de Assuntos Europeus da Dinamarca, Marie Bjerre, “isso ajudará o setor agrícola a crescer e se fortalecer, aumentando a competitividade do setor em toda a Europa”.
Impactos para pequenos agricultores e críticas de ativistas
O novo modelo foi criticado por ativistas ambientais, que alertam para a maior vulnerabilidade dos agricultores às mudanças climáticas devido à redução das exigências ambientais.
As propostas de revisão da PAC foram lançadas pela Comissão Europeia em maio, após meses de protestos de agricultores, que reclamavam das rigorosas regulamentações do bloco e da concorrência com importações baratas.
Economias e simplificação de processos
A Comissão Europeia estima que as mudanças podem gerar economia de até 1,6 bilhão de euros por ano para os agricultores, além de reduzir a fiscalização em campo, limitada a uma vez por ano.
O orçamento da PAC para o período de 2021 a 2027 é de aproximadamente 387 bilhões de euros, equivalente a cerca de um terço do orçamento total da UE. A revisão faz parte de um pacote maior de medidas chamadas “simplificação omnibus”, que visam reduzir burocracia e melhorar a competitividade europeia frente a China e Estados Unidos.
Próximos passos para aprovação
O acordo provisório ainda precisa ser formalmente adotado pelo Conselho da UE e pelo Parlamento Europeu para entrar em vigor. A expectativa é que a medida traga mais agilidade e benefícios financeiros, mas mantenha o debate sobre sustentabilidade ambiental em pauta.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Produção avança no Maranhão e Piauí e reforça expansão agrícola do Matopiba
A produção de grãos continua ganhando espaço no Matopiba. Maranhão e Piauí acrescentaram cerca de 43 mil hectares ao cultivo de soja na safra 2025/26 e já somam aproximadamente 2,72 milhões de hectares plantados com a oleaginosa. O avanço ocorre junto com o crescimento do milho de primeira safra, cuja área aumentou perto de 23% nos dois Estados.
Os dados são da terceira edição da série Mapas Agro, levantamento da Serasa Experian que compara as safras 2024/25 e 2025/26. Os números mostram que a expansão agrícola permanece concentrada em importantes polos de produção do Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
O Piauí apresentou o maior crescimento da soja entre os Estados analisados. A área chegou a aproximadamente 1,1 milhão de hectares, 32 mil hectares a mais que no ciclo anterior.
O avanço fica ainda mais evidente quando observado em um período maior. Desde 2020/21, o cultivo de soja no Piauí cresceu 40,2%, com a incorporação de aproximadamente 320 mil hectares. Santa Filomena e Currais lideraram a expansão mais recente, com acréscimos de 8,6 mil e 8,3 mil hectares, respectivamente.
No Maranhão, a soja ocupa cerca de 1,62 milhão de hectares, aumento de aproximadamente 11 mil hectares em uma safra. Em seis ciclos, porém, a expansão acumulada chega a 51,2%, equivalente a cerca de 550 mil novos hectares. Mirador apresentou o maior avanço municipal na temporada, com aproximadamente 5,9 mil hectares adicionais.
Somada à Bahia, onde levantamento anterior identificou 2,27 milhões de hectares, a soja cultivada nos três Estados se aproxima de 5 milhões de hectares. Os números reforçam o peso crescente do Nordeste na produção brasileira da oleaginosa.
O milho também acompanha esse movimento. Maranhão e Piauí alcançaram juntos 322.842 hectares de milho de primeira safra em 2025/26, crescimento próximo de 23% em relação ao ciclo anterior. O Piauí responde por 166.243 hectares e o Maranhão, por 156.599 hectares.
Municípios como Uruçuí e Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, e Balsas e Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, aparecem entre as áreas de expansão do cereal.
O crescimento ganha importância diante dos investimentos na cadeia de etanol de milho na região. A instalação e expansão de unidades industriais tende a criar demanda mais próxima das áreas produtoras, ampliar as alternativas de comercialização do cereal e estimular investimentos em armazenagem, transporte e outros serviços ligados à produção.
O levantamento também mostra que a expansão não ocorre de maneira uniforme no País. Acre e Amazonas, que possuem participação ainda pequena no cultivo nacional, reduziram conjuntamente a área de soja em cerca de 4 mil hectares, para aproximadamente 28 mil hectares. Mesmo assim, a área cultivada nos dois Estados ainda acumula crescimento de 232,6% desde 2020/21.
Além de medir a evolução das lavouras, o Mapas Agro cruza informações produtivas com indicadores territoriais e socioambientais. A presença de soja em imóveis com registros de desmatamento identificados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também integra a análise.
O registro, por si só, não caracteriza desmatamento ilegal. A regularidade depende das condições e autorizações previstas na legislação ambiental, e a documentação é exigida nas operações sujeitas às regras do Manual de Crédito Rural.
Para o produtor, a consolidação de novas áreas de grãos tem efeitos que ultrapassam a porteira. O aumento da produção tende a elevar a demanda por armazenagem, transporte, insumos, crédito e seguro rural e, ao mesmo tempo, pode favorecer a chegada de indústrias consumidoras de soja e milho.
Os números de Maranhão e Piauí mostram, sobretudo, que o Matopiba continua ampliando sua participação no mapa agrícola brasileiro, com novos polos produtivos e maior diversificação das oportunidades de comercialização de grãos.
Fonte: Pensar Agro



