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União Europeia lidera pagamento por carne de Mato Grosso em fevereiro de 2026
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UE oferece maior preço para carne bovina de Mato Grosso
A União Europeia foi o mercado que melhor remunerou a carne bovina exportada por Mato Grosso em fevereiro de 2026. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a proteína vendida para o bloco europeu atingiu preço médio de US$ 6.082,14 por tonelada, o maior entre todos os destinos das exportações do estado.
O valor supera significativamente o preço pago por mercados tradicionais, como a China, com média de US$ 4.206,20 por tonelada, e países do Oriente Médio, que pagaram US$ 4.481,37 por tonelada.
Volume exportado e receita gerada
Até fevereiro de 2026, a União Europeia importou 5,3 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), resultando em receita de US$ 32,4 milhões para o estado de Mato Grosso. Apesar de representar uma parcela menor do volume total exportado, o mercado europeu se destaca pela maior capacidade de pagamento por tonelada.
O índice de atratividade das exportações, que mede o retorno econômico por tonelada exportada, coloca a União Europeia na liderança com 119,91 pontos, à frente de outras regiões, como Europa em geral (88,65) e Oriente Médio (80,39).
Reconhecimento da qualidade e sustentabilidade
Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), ressalta que a entrada em mercados exigentes como a União Europeia é estratégica para o setor:
“Mato Grosso tem buscado ampliar o número de mercados atendidos e quando conseguimos acessar destinos mais exigentes, como a União Europeia, isso demonstra que a nossa carne atende padrões elevados de qualidade e sustentabilidade.”
O desempenho reforça o potencial do estado como fornecedor competitivo de carne bovina no mercado internacional, destacando-se não apenas pelo volume exportado, mas também pelo valor agregado das suas proteínas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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