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Urucum de Paranacity conquista a primeira Indicação Geográfica para o fruto no Brasil

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Após um trabalho árduo que durou cerca de dois anos, o urucum de Paranacity, localizado no Paraná, recebeu o registro de Indicação Geográfica (IG), a primeira do Brasil para esse tipo de fruto. O reconhecimento foi concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e traz novas perspectivas para a agricultura local, consolidando a qualidade do produto e valorizando a tradição do cultivo.

A Conquista da Indicação Geográfica (IG)

A Indicação Geográfica foi conquistada para o urucum de Paranacity e Cruzeiro do Sul, cidades paranaenses que se destacam pelo cultivo do fruto. Com a IG, a região poderá acessar novos mercados e exportar diretamente, além de agregar mais valor à produção local. O urucum de Paranacity é conhecido pela sua alta concentração de bixina — o pigmento que confere ao fruto sua cor vermelha intensa — e pelo manejo diferenciado, o que garante a qualidade superior do produto.

Os produtores locais celebraram a conquista da IG após colheitas de alta produtividade, como a de 1,2 mil quilos por hectare na última safra. O urucum de Paranacity, que possui mais de 5% de bixina, é amplamente utilizado nas indústrias têxtil, cosmética, farmacêutica, alimentícia e como condimento, especialmente no preparo de pratos conhecidos como “colorau”.

História e Expectativas para o Futuro

O cultivo do urucum na região remonta ao final da década de 1970 e início dos anos 1980. Os municípios de Paranacity e Cruzeiro do Sul são os maiores produtores do Paraná, com 600 hectares dedicados à cultura do urucum. Os agricultores locais, que vendem principalmente para São Paulo, agora têm a expectativa de que a Indicação Geográfica impulsione ainda mais a comercialização e a lucratividade do produto.

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A IG é vista como uma oportunidade para agregar valor e consolidar a identidade produtiva da região, abrindo caminho para negociações mais vantajosas, além de expandir o mercado para exportação direta.

O Papel de João Trindade Lopes e Sua Família

João Trindade Lopes, pioneiro no cultivo de urucum em Paranacity, plantou o primeiro pé da planta em 1981. Sua família, que hoje cultiva 51 alqueires de urucum, tem contribuído de forma significativa para o desenvolvimento da cultura na região. Para Victor Salvadego Lopes, neto do pioneiro, a IG trará novos compradores e mais oportunidades para a produção local.

“Meu avô conta que ninguém sabia como cultivar quando ele começou. Fez mudas, usou muita mão de obra e, com o passar dos anos, estabeleceu a cultura que se disseminou na região. Com a IG, esperamos atrair novos compradores”, comenta Victor Lopes.

O Processo de Conquista da IG

A conquista da Indicação Geográfica foi um esforço conjunto entre a Associação dos Produtores de Urucum de Paranacity e Região (Aprucity), Sebrae/PR, as prefeituras de Paranacity e Cruzeiro do Sul, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e a Universidade Estadual de Maringá (UEM). A criação de um Caderno de Especificações Técnicas, que padroniza o manejo da cultura, foi um dos principais requisitos para garantir a distinção do urucum local.

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Luiz Carlos da Silva, consultor do Sebrae/PR, destaca a importância da IG: “Estamos empenhados em desenvolver a cadeia produtiva do urucum, agregar mais valor e conquistar novos mercados. A implementação de um centro de inovação e referência é um sonho da região e pode transformar a realidade local.”

A Visão dos Governos Locais

O prefeito de Paranacity, José Cláudio Batista, comemorou a conquista como um marco para a cidade: “A Indicação Geográfica é motivo de muito orgulho para Paranacity. Esse reconhecimento nacional comprova aquilo que sempre soubemos: nosso urucum é diferenciado. Com isso, nossa produção sustentável e de excelência se projeta no Brasil e no mundo.”

O Paraná e as Indicações Geográficas

O Paraná é o segundo estado brasileiro com o maior número de Indicações Geográficas, totalizando 17 registros. Além do urucum de Paranacity, o estado conta com IGs para produtos como cracóvia de Prudentópolis, mel de Ortigueira e cafés especiais do Norte Pioneiro, entre outros. Com o crescente reconhecimento dos produtos locais, o Paraná se destaca como um polo de excelência em produção agrícola e artesanal.

Com a conquista da primeira Indicação Geográfica para o urucum, Paranacity e Cruzeiro do Sul não apenas elevam a qualidade do fruto, mas também abrem novas fronteiras para o mercado, tanto nacional quanto internacional. Esse registro traz uma visão renovada sobre o potencial da agricultura local e a importância de valorizar as tradições de cultivo com práticas sustentáveis e inovadoras.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Volatilidade do diesel expõe custos ocultos na logística e pressiona gestão de frotas no Brasil

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A instabilidade no preço do petróleo no mercado internacional e seus reflexos diretos sobre o diesel têm ampliado a pressão sobre empresas de transporte e logística em todo o Brasil. Em um setor altamente dependente do combustível, qualquer variação impacta de forma imediata os custos operacionais e a competitividade das operações.

Diesel pode representar até um terço dos custos do transporte

O diesel é um dos principais componentes da estrutura de custos do transporte rodoviário, podendo responder por cerca de um terço das despesas totais de uma operação. Nesse contexto, oscilações de preço são um desafio constante para gestores logísticos.

No entanto, especialistas destacam que o impacto financeiro vai além da variação do mercado. Muitos operadores ainda enfrentam perdas internas relacionadas à falta de controle no abastecimento, o que amplia o efeito da alta dos preços.

Falhas de registro, abastecimentos fora do padrão, inconsistências de medição e desperdícios operacionais são exemplos de problemas que, apesar de muitas vezes não serem percebidos imediatamente, podem gerar prejuízos significativos ao longo do tempo.

Perdas operacionais podem ser maiores que o impacto do preço

Segundo o especialista em operações logísticas Nelson Margarido, diretor operacional da Korth, momentos de alta no diesel acabam evidenciando fragilidades já existentes nas empresas.

“Quando o diesel sobe, a atenção se volta naturalmente para o preço do combustível. Mas esse também é um momento estratégico para analisar se o consumo está alinhado à operação e se existem perdas que podem ser evitadas com mais controle e rastreabilidade”, afirma.

De acordo com ele, muitas dessas perdas não aparecem de forma clara nos indicadores financeiros tradicionais, o que dificulta a identificação de falhas e a adoção de medidas corretivas.

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Falta de controle manual amplia riscos na operação

Em operações que ainda utilizam processos manuais ou sistemas pouco integrados, pequenas divergências entre o volume abastecido e o consumo esperado podem se acumular ao longo do tempo.

Essa falta de visibilidade compromete a gestão eficiente da frota e dificulta a identificação de padrões de desperdício, impactando diretamente a rentabilidade do negócio.

Tecnologia ganha espaço na gestão de abastecimento

Diante desse cenário, cresce a adoção de soluções tecnológicas voltadas ao monitoramento do consumo de combustível e à gestão do abastecimento.

A digitalização dos processos permite o registro e a validação das informações em tempo real, reduzindo erros operacionais e aumentando a confiabilidade dos dados utilizados na tomada de decisão.

Com maior rastreabilidade, empresas conseguem identificar desvios com mais precisão e atuar de forma preventiva na redução de desperdícios.

Combustível passa a ser indicador estratégico da operação

Para especialistas do setor, o combustível deixa de ser apenas uma despesa operacional e passa a ser um indicador estratégico da eficiência da frota.

“O preço do diesel é uma variável externa. Já o controle do abastecimento é um processo interno que pode ser monitorado e aprimorado continuamente. Quanto maior a visibilidade sobre os dados, maior a capacidade de reduzir perdas e aumentar a eficiência”, destaca Margarido.

Eficiência operacional será diferencial competitivo

Em um cenário de custos elevados e margens pressionadas, a eficiência operacional tende a se tornar um dos principais diferenciais competitivos no setor de transporte e logística.

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Empresas que investem em controle, rastreabilidade e análise de dados conseguem transformar informações operacionais em inteligência estratégica, ganhando mais previsibilidade e resistência às oscilações do mercado de combustíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

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