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USDA divulga previsões globais para soja, milho e trigo na safra 2025/26
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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou, em seu relatório de maio, as projeções globais para as safras de soja, milho e trigo para a temporada 2025/26. Entre os destaques, estão a expectativa de uma produção recorde de trigo, o aumento da demanda por soja, especialmente da China, e o crescimento da produção de milho nos Estados Unidos. O relatório fornece insights essenciais para o planejamento de safra e a análise das tendências do mercado.
Soja: Protagonismo do Brasil e aumento da demanda chinesa
O mercado de soja global apresenta números positivos para a safra 2025/26. O Brasil se mantém como líder mundial na produção, com uma estimativa de 175 milhões de toneladas, representando um crescimento de 4% em relação ao ciclo anterior. Nos Estados Unidos, a produção deverá ser de 118 milhões de toneladas, uma leve redução em relação à safra anterior, de 119 milhões de toneladas. A produção da Argentina deve se manter estável, com uma projeção de 49 milhões de toneladas.
A China, maior importadora mundial de soja, deverá aumentar suas importações de 108 para 112 milhões de toneladas, sinalizando uma demanda aquecida. Em contrapartida, os estoques finais de soja nos Estados Unidos devem cair de 9,5 para 8 milhões de toneladas, o que pode impactar os preços internacionais.
Principais números da soja (em milhões de toneladas):
- Brasil: 175 (↑ 4%)
- EUA: 118 (↓ 1%)
- China – importação: 112 (↑)
- Consumo mundial: 424 (↑ 3%)
- Estoque final global: 124 (↑ 1%)
- Relação estoque/consumo: 29%
Milho: Crescimento da produção nos EUA e aumento das importações pela China
O mercado de milho também apresenta boas perspectivas. A produção global para a safra 2025/26 deve atingir 1.265 milhões de toneladas. Nos Estados Unidos, a produção de milho deve crescer 6%, totalizando 402 milhões de toneladas, enquanto o Brasil deve colher 131 milhões de toneladas, com um leve crescimento em relação à safra anterior.
A China manterá sua produção estável em 295 milhões de toneladas, mas suas importações de milho devem aumentar de 8 para 10 milhões de toneladas, o que indica uma demanda crescente.
Principais números do milho (em milhões de toneladas):
- EUA: 402 (↑ 6%)
- Brasil: 131 (↑ 1%)
- Argentina: 53 (↑ 6%)
- China – importação: 10 (↑)
- Estoque final global: 278 (↓ 3%)
- Relação estoque/consumo: 22%
Trigo: Safra e consumo global atingem recordes históricos
A safra global de trigo para 2025/26 deverá atingir 809 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde. O consumo mundial de trigo também deve bater recordes, alcançando 805 milhões de toneladas. A Argentina, importante produtor, deverá aumentar sua produção de 18,5 para 20 milhões de toneladas. A China também ampliará suas importações de trigo, passando de 3,3 para 6 milhões de toneladas, refletindo a crescente dependência do comércio internacional para garantir a segurança alimentar.
Destaques do trigo (em milhões de toneladas):
- Produção global: 809 (recorde)
- Consumo global: 805 (recorde)
- Argentina – produção: 20 (↑)
- China – importação: 6 (↑)
Tendências globais e perspectivas para o mercado agrícola
O relatório do USDA de maio aponta para tendências que se consolidaram nos últimos anos: a crescente demanda global por grãos, o protagonismo do Brasil e dos Estados Unidos na produção agrícola e o aumento do peso da China nas importações. O crescimento da produção de trigo e milho também sugere uma recuperação após os desafios climáticos dos últimos anos.
Essas previsões são fundamentais para produtores, investidores e analistas do agronegócio, fornecendo uma base para a tomada de decisões estratégicas relacionadas ao planejamento de safra e à comercialização dos produtos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Suínos no Brasil: preços do animal vivo e da carne atingem mínimas históricas mesmo com exportações recordes
Queda nos preços persiste no mercado de suínos
O mercado brasileiro de suínos continua enfrentando um cenário de forte pressão sobre os preços. Mesmo com o desempenho positivo das exportações, as cotações do animal vivo e da carne seguem em trajetória de queda, refletindo condições desfavoráveis no mercado interno.
Demanda doméstica enfraquecida limita reação
A baixa procura no mercado interno, já observada ao longo de março, se manteve na primeira quinzena de abril. O enfraquecimento do consumo doméstico permanece como um dos principais entraves para a recuperação dos preços, reduzindo a capacidade de reação do setor.
Oferta elevada e forte concorrência pressionam cotações
Além da demanda enfraquecida, o setor enfrenta um ambiente de elevada oferta e forte concorrência. De acordo com agentes consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), esse cenário tem intensificado o movimento de desvalorização tanto do suíno vivo quanto da carne suína.
Quedas mais intensas desde janeiro indicam sobreoferta
Entre os dias 7 e 14 de abril, as cotações do suíno vivo registraram as quedas mais expressivas desde janeiro deste ano. O comportamento reforça a percepção de sobreoferta no mercado interno, ampliando a pressão sobre os preços.
Preços atingem os menores níveis em anos
Em termos reais, os valores do suíno vivo atingiram os níveis mais baixos desde março de 2022. Já os preços da carne suína recuaram ao menor patamar desde maio de 2020, conforme levantamento do Cepea.
Cenário exige atenção do setor produtivo
Diante de uma oferta elevada e do consumo doméstico ainda enfraquecido, o mercado de suínos segue desafiador. Mesmo com o suporte das exportações em níveis recordes, o equilíbrio entre oferta e demanda interna será decisivo para uma possível recuperação dos preços nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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