AGRONEGOCIOS
Usinas priorizam etanol no início da safra 2025/26 e vendas somam 1,25 bilhão de litros no Centro-Sul
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A safra 2025/2026 no Centro-Sul do Brasil começa com foco das usinas na produção de etanol. Os dados da primeira quinzena de março mostram avanço na fabricação do biocombustível, enquanto a produção de açúcar segue mais limitada neste início de ciclo.
Moagem de cana recua no comparativo anual
Na primeira metade de março, as unidades produtoras do Centro-Sul processaram 1,31 milhão de toneladas de cana-de-açúcar, com 18 usinas em operação.
No acumulado da safra até 16 de março, a moagem atingiu 603,67 milhões de toneladas, abaixo das 617,32 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ciclo anterior, o que representa uma queda de 2,21%.
Qualidade da matéria-prima apresenta leve queda
O nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) na primeira quinzena de março foi de 99,29 kg por tonelada de cana.
No acumulado da safra, o indicador ficou em 138,25 kg de ATR por tonelada, recuo de 2,17% em relação ao mesmo período da safra passada, indicando leve perda na qualidade da matéria-prima.
Produção de açúcar é limitada no início da safra
A produção de açúcar segue em ritmo reduzido neste começo de safra. Nos primeiros 15 dias de março, foram produzidas 6,02 mil toneladas, com apenas 4,86% da cana direcionada para o adoçante.
Apesar do volume modesto no período recente, o acumulado da safra até 16 de março alcança 40,25 milhões de toneladas.
Produção de etanol avança com destaque para o milho
A fabricação de etanol ganhou força na primeira quinzena de março, totalizando 459,67 milhões de litros. Desse volume:
- 291,26 milhões de litros foram de etanol hidratado
- 168,41 milhões de litros de etanol anidro
No acumulado da safra 2025/2026, a produção totaliza 32,96 bilhões de litros, sendo:
- 20,31 bilhões de litros de hidratado
- 12,65 bilhões de litros de anidro
O etanol de milho segue ganhando relevância. Na quinzena, 84,11% da produção total veio do cereal, somando 386,62 milhões de litros, acima dos 365,46 milhões registrados no mesmo período da safra anterior.
No acumulado da safra, o etanol de milho já atinge 8,77 bilhões de litros, crescimento de 12,31% na comparação anual.
Vendas de etanol somam 1,25 bilhão de litros na quinzena
As vendas de etanol pelas unidades do Centro-Sul totalizaram 1,25 bilhão de litros na primeira metade de março.
- Etanol anidro: 504,88 milhões de litros (+4,04%)
- Etanol hidratado: 747,15 milhões de litros
Mercado interno registra oscilações nas vendas
No mercado doméstico, as vendas de etanol hidratado somaram 722,08 milhões de litros, queda de 10,70% em relação ao mesmo período da safra anterior. Em contrapartida, houve alta de 11,7% frente à segunda quinzena de fevereiro.
Já as vendas de etanol anidro alcançaram 504,00 milhões de litros, com crescimento de 5,18%.
Comercialização acumulada mostra avanço do anidro
Desde o início da safra até 16 de março, a comercialização total de etanol no Centro-Sul atingiu 32,85 bilhões de litros.
- Etanol anidro: 12,75 bilhões de litros (+5,08%)
- Etanol hidratado: 20,10 bilhões de litros (-8,16%)
Resumo:
O início da safra 2025/2026 é marcado pela priorização do etanol pelas usinas do Centro-Sul, com forte participação do milho na produção. Enquanto isso, a moagem e a qualidade da cana apresentam leve recuo, e o mercado interno mostra comportamento misto nas vendas do biocombustível.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Eficiência no Uso de Fertilizantes Ganha Destaque e Torna-se Estratégia Essencial no Campo
Uso racional de fertilizantes é fundamental para reduzir perdas e ampliar a rentabilidade no campo
Em um cenário de maior pressão sobre custos e instabilidade na demanda, o mercado de fertilizantes no Brasil passa por um momento de atenção. Fatores como oscilações internacionais e carga tributária têm impactado o setor e reforçado a importância de um uso mais eficiente dos insumos agrícolas.
Nesse contexto, evitar desperdícios deixou de ser apenas uma boa prática e passou a ser uma estratégia essencial para garantir a rentabilidade das lavouras e o melhor aproveitamento dos recursos.
Os fertilizantes seguem como insumos fundamentais para o equilíbrio nutricional do solo e o desenvolvimento das culturas. No entanto, falhas no armazenamento ou na aplicação podem gerar perdas significativas, tanto financeiras quanto produtivas.
De acordo com o CEO da Naval Fertilizantes, Luís Schiavo, a agricultura moderna exige cada vez mais eficiência. Segundo ele, produzir mais com menos passa diretamente pelo uso correto dos fertilizantes, desde o planejamento até a aplicação final.
Armazenamento adequado de fertilizantes evita perdas antes da aplicação
Um dos principais pontos de atenção está no armazenamento. Quando mantidos de forma inadequada, os fertilizantes podem perder qualidade antes mesmo de serem utilizados.
O ideal é que sejam armazenados em locais cobertos, secos e ventilados, protegidos da umidade e da exposição direta ao sol. Condições inadequadas podem causar empedramento, perda de qualidade e até redução da concentração de nutrientes, comprometendo a eficiência no campo.
Planejamento agrícola e análise de solo evitam desperdícios de insumos
O planejamento baseado em análise de solo é essencial para evitar desperdícios. Aplicar fertilizantes sem conhecer as reais necessidades de cada área pode resultar em excesso ou deficiência de nutrientes.
Mesmo dentro de uma mesma propriedade, podem existir variações importantes entre talhões, como teor de argila e disponibilidade de nutrientes. Por isso, a análise detalhada é fundamental para ajustar corretamente as doses.
Além disso, a escolha do tipo de fertilizante também deve ser estratégica. Fertilizantes químicos, orgânicos e minerais apresentam características diferentes e devem ser utilizados conforme a cultura e o objetivo produtivo. Em muitos casos, a combinação de fontes pode potencializar os resultados.
Dose e momento de aplicação são decisivos para a eficiência dos fertilizantes
A ideia de que o aumento da quantidade de fertilizante eleva automaticamente a produtividade é um equívoco comum no campo. O excesso pode prejudicar a absorção de nutrientes e comprometer o desenvolvimento das plantas.
O equilíbrio nutricional é essencial para o desempenho das culturas. Além disso, o momento da aplicação influencia diretamente o aproveitamento dos nutrientes.
Fatores como estágio de desenvolvimento da cultura e condições climáticas devem ser considerados. A aplicação no período correto aumenta a absorção e reduz perdas por volatilização ou lixiviação.
Tecnologia no campo contribui para reduzir desperdícios e aumentar precisão
O uso de tecnologias agrícolas tem se tornado um importante aliado na redução de perdas. Ferramentas como agricultura de precisão, GPS agrícola, mapas de aplicação em taxa variável, sensores de solo, drones e softwares de gestão permitem maior controle sobre a distribuição dos insumos.
Essas soluções ajudam a evitar sobreposição de áreas e aplicações irregulares, aumentando a eficiência operacional e o aproveitamento dos fertilizantes.
Conceito dos 4Cs orienta manejo eficiente de fertilizantes
O uso racional de fertilizantes pode ser resumido no conceito dos 4Cs: fonte certa, dose certa, momento certo e local certo.
Quando esses princípios são aplicados corretamente, os resultados são otimizados e os impactos econômicos e ambientais são reduzidos. Especialistas destacam que esse modelo de manejo é fundamental para uma agricultura mais eficiente e sustentável.
Com a crescente demanda global por alimentos e a limitação da expansão de áreas agrícolas, a eficiência no uso de insumos se torna cada vez mais estratégica.
A adoção de práticas mais precisas e responsáveis é apontada como um dos principais caminhos para o futuro da produção agrícola, permitindo maior produtividade com menor desperdício de recursos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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