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Vacinas seguem eficazes contra circovirose suína mesmo após mutações do vírus, apontam especialistas

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Circovirose continua no radar da suinocultura brasileira

Endêmica no País e de alto impacto econômico, a circovirose suína – provocada principalmente pelo Circovírus Suíno tipo 2 (PCV2) – exige biossegurança rigorosa e vacinação periódica para ser mantida sob controle.

Avanço da vacinação mudou o cenário da doença

Identificada no Brasil em 1999, a enfermidade causava quadros graves e elevadas mortalidades antes da chegada das primeiras vacinas, na metade dos anos 2000. A imunização reduziu drasticamente casos clínicos e perdas em todo o mundo.

Quando surgem falhas, o problema raramente é a vacina

Segundo Amanda Daniel, médica‑veterinária da MSD Saúde Animal, episódios atuais costumam ser mais brandos e, na maior parte das vezes, resultam de falhas de manejo ou conservação inadequada do imunizante – não de perda de eficácia das vacinas.

Vírus evoluiu, mas proteção permanece

Com os avanços da biologia molecular, já foram identificados oito genótipos de PCV2; os mais comuns nos plantéis são PCV2a, PCV2b e PCV2d. Embora a diversidade genética tenha levantado dúvidas, ensaios de campo mostram que as vacinas disponíveis oferecem proteção cruzada porque todos os genótipos pertencem a um único sorotipo viral, com propriedades antigênicas semelhantes.

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Portfólio de imunizantes continua atualizado

A MSD Saúde Animal mantém quatro vacinas inativadas em linha – PORCILIS® PCV, PORCILIS® PCV ID, PORCILIS® PCV M HYO e CIRCUMVENT® PCV M. As duas últimas combinam antígenos contra PCV2 e Mycoplasma hyopneumoniae, garantindo proteção dupla em uma só aplicação. A empresa conduz monitoramento de farmacovigilância para assegurar que os produtos acompanhem a evolução do vírus.

Infecção pode persistir, mas sem grandes prejuízos

Como nenhum imunizante é esterilizante, a presença de diferentes genótipos em rebanhos vacinados não é incomum. A vacinação, no entanto, minimiza sinais clínicos e mantém o vírus sob controle, reduzindo perdas produtivas.

Boas práticas completam a estratégia de defesa

Amanda Daniel reforça que saúde e rentabilidade dependem de vigilância constante, protocolos de vacinação bem executados e estratégias de manejo adequadas. “Monitorar o rebanho e aplicar corretamente as vacinas é fundamental para manter a circovirose sob controle”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fiscalização do Mapa identifica fábrica irregular de ração animal em Santa Catarina

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) identificou, durante fiscalização em Blumenau (SC), uma fábrica que produzia e comercializava produtos destinados à alimentação animal sem registro no órgão federal. A ação foi realizada após o recebimento de uma denúncia.

Durante a fiscalização, a equipe constatou que o estabelecimento possuía estrutura para produção, armazenamento, mistura, pesagem, ensacamento e comercialização de produtos destinados à alimentação animal. No local, foram encontrados misturadores, silos, transportadores de ingredientes, balanças e máquinas para fechamento de embalagens, além de matérias-primas e produtos destinados a diferentes espécies.

Também foram identificadas irregularidades nas condições de funcionamento do estabelecimento, como ausência de registro no Mapa, falhas de higiene, acúmulo de poeira e resíduos em equipamentos, presença de insetos e teias de aranha, circulação de animais nas áreas de armazenamento e deficiência no controle de pragas.

A fiscalização constatou ainda problemas relacionados à rastreabilidade e à identificação de produtos e lotes, além de condições inadequadas para o armazenamento de matérias-primas e produtos acabados.

As condições encontradas podem comprometer a qualidade e a segurança dos produtos destinados à alimentação animal. A presença de pragas, sujeira e outros agentes externos pode favorecer a contaminação por microrganismos. Já a ausência de mecanismos adequados de rastreabilidade dificulta a identificação da origem dos insumos e a adoção de medidas de controle em caso de problemas sanitários ou necessidade de recolhimento de produtos.

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A fabricação de produtos destinados à alimentação animal deve atender a requisitos de registro, boas práticas de fabricação, controle de qualidade e rastreabilidade, estabelecidos pela legislação.

Diante das irregularidades constatadas, o Mapa adotou as medidas administrativas previstas na legislação, conforme as normas aplicáveis à fabricação e à comercialização de produtos destinados à alimentação animal.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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