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Venda da safrinha de milho 2026 segue abaixo da média no Centro-Sul, aponta Safras & Mercado

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A comercialização da safrinha de milho 2026 no Centro-Sul do Brasil segue em ritmo mais lento em comparação ao histórico recente e ao mesmo período do ano passado. Levantamento da Safras & Mercado indica que 17,9% da produção estimada já foi negociada até o início de abril.

Comercialização da safrinha 2026 no Centro-Sul avança, mas fica abaixo da média

De acordo com os dados, o volume comercializado corresponde a 17,9% da produção prevista de 100,585 milhões de toneladas.

No mesmo período de 2025, os produtores já haviam negociado 21,1% da safra, considerando uma produção de 100,807 milhões de toneladas. Além disso, o ritmo atual também está abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 23,8% para o período.

Estados do Centro-Sul apresentam ritmos distintos de venda

A comercialização da safrinha de milho varia significativamente entre os estados da região Centro-Sul. Os dados mostram diferentes níveis de avanço nas negociações:

  • Mato Grosso: 24,4%
  • Mato Grosso do Sul: 19,8%
  • Paraná: 10,8%
  • Goiás/Distrito Federal: 10,5%
  • São Paulo: 4,3%
  • Minas Gerais: 3,3%
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O Mato Grosso lidera o ritmo de comercialização, enquanto Minas Gerais e São Paulo apresentam os percentuais mais baixos até o momento.

Matopiba registra desempenho acima da média histórica

Na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), a comercialização da safrinha 2026 alcança 15,8% da produção esperada de 8,434 milhões de toneladas.

Apesar de estar abaixo do registrado no mesmo período do ano passado — quando atingia 18% de uma safra de 8,142 milhões de toneladas — o ritmo atual supera a média dos últimos cinco anos, que é de 10,6%.

Comercialização por estado no Matopiba

Entre os estados da região, o avanço das negociações apresenta o seguinte cenário:

  • Maranhão: 20,2%
  • Bahia: 14,9%
  • Tocantins: 14,6%
  • Piauí: 6,7%

O Maranhão lidera a comercialização regional, enquanto o Piauí registra o menor percentual de vendas até o momento.

Ritmo mais lento reflete cautela do produtor

O desempenho da comercialização da safrinha 2026 indica um comportamento mais cauteloso por parte dos produtores, que negociam em ritmo mais lento diante das condições de mercado. O cenário segue sendo influenciado por fatores como preços, custos de produção e expectativas para a safra.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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