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Viçosa recebe capacitação para novos instrutores do Senar Minas

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O município de Viçosa, na Zona da Mata mineira, sedia nesta semana a primeira capacitação metodológica para novos candidatos a instrutores do Sistema Faemg Senar. A formação conta com a participação de 27 profissionais, que atuarão em diversas áreas voltadas à Formação Profissional Rural e à Promoção Social em todo o estado de Minas Gerais.

Durante o treinamento, os participantes têm contato com as técnicas e estratégias de ensino-aprendizagem utilizadas pelo Senar Minas. A responsável por conduzir as atividades é a coordenadora pedagógica do Sistema Faemg Senar, Cristiane Trigueiro, que ressalta a importância dessa preparação. “Aqui formamos os profissionais que levarão ao campo conhecimentos atualizados, inovação e tecnologia capazes de contribuir com o desenvolvimento dos produtores e o fortalecimento dos seus negócios”, afirmou.

Como parte da programação, os participantes ministram microaulas, aplicando os métodos pedagógicos aprendidos. O instrutor Paulo Otávio Miranda, por exemplo, apresentou uma aula sobre Classificação e Degustação de Café. “Já atuava com cursos na minha região, mas aqui aprendi formas de transmitir o conteúdo com mais clareza e de avaliar o aprendizado dos alunos. O retorno dos colegas foi essencial”, comentou.

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Outro participante, Dário Melo, que pretende atuar na área de Classificação de Grãos, destacou a transformação proporcionada pela experiência. “Vamos sair daqui transformados. Já participei de vários cursos do Senar Minas, e agora estou tendo a oportunidade de me tornar educador para contribuir com a melhoria da qualidade de vida de produtores e suas famílias. Estou muito feliz com essa chance”, relatou.

Áreas de atuação

Os novos instrutores estarão aptos a atuar em diversas áreas, como Bovinocultura de Leite, Produção Artesanal de Alimentos, Quitandas Mineiras, Manutenção do TAP, Gestão, Qualidade do Leite, Operação com Drones, Avicultura, Agricultura Irrigada, Cafeicultura, Segurança do Trabalho, Brigadista, Ovinocultura, Fruticultura, Turismo Rural, Derivados Lácteos, Apicultura, Olericultura e Classificação de Grãos.

Após a conclusão dessa etapa metodológica, os profissionais seguirão para o estágio supervisionado. Em breve, estarão em campo, ministrando cursos voltados para produtores rurais, trabalhadores do setor e suas famílias, promovendo o desenvolvimento do meio rural mineiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil tem vantagem na transição energética, mas precisa transformar potencial em estratégia industrial, aponta estudo do FGV Clima

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O Brasil possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, mas ainda precisa transformar essa vantagem natural em uma estratégia industrial estruturada para garantir competitividade na economia de baixo carbono. A avaliação é do novo relatório do FGV Clima, em parceria com o Instituto Itaúsa.

O estudo integra a série “Desenhando o Futuro da Transição Energética Brasileira” e analisa como China, Estados Unidos, Índia e União Europeia conduzem suas estratégias de descarbonização, além de posicionar o Brasil nesse cenário global.

Indústria é peça-chave na transição energética brasileira

O relatório destaca que o Brasil estabeleceu meta de reduzir entre 59% e 67% suas emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2035, com base em níveis de 2005, conforme a NDC apresentada na COP 29.

Nesse contexto, a indústria aparece como eixo central da transição energética. O setor representa 23,4% do PIB, movimenta cerca de R$ 2,56 trilhões e emprega 11,8 milhões de trabalhadores, além de responder por 31,7% do consumo final de energia do país.

Brasil tem matriz limpa, mas enfrenta desafio em setores pesados

O estudo aponta que o Brasil parte de uma posição privilegiada: em 2024, 64,4% da energia consumida pela indústria veio de fontes renováveis, um dos maiores índices entre economias industrializadas.

Na geração elétrica, o avanço é ainda mais expressivo: 84% da capacidade instalada é renovável, quase o dobro da média global de 46,2%.

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Apesar disso, o relatório alerta que setores como cimento, siderurgia, química e alumínio seguem como os principais desafios da descarbonização, exigindo soluções além da eletrificação, como hidrogênio verde, CCUS (captura e armazenamento de carbono) e novas rotas produtivas.

Experiências internacionais mostram caminhos diferentes para a transição

A análise comparativa mostra que não existe um único modelo de transição energética, mas sim estratégias distintas adaptadas às realidades de cada país:

  • China: liderança industrial com coordenação estatal e domínio em cadeias de energia solar, eólica e baterias
  • Estados Unidos: forte incentivo via políticas industriais como o Inflation Reduction Act, mas com instabilidade associada a ciclos políticos
  • Índia: transição gradual com uso do carvão, ao mesmo tempo em que investe em hidrogênio verde e manufatura local
  • União Europeia: modelo regulatório avançado, com mercado de carbono estruturado e o CBAM (Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira), que desde 2026 impacta exportações de aço e alumínio

O principal aprendizado, segundo o estudo, é que previsibilidade regulatória e coordenação de longo prazo são determinantes para atrair investimentos e acelerar a descarbonização.

Brasil já estrutura política climática, mas precisa integração

O relatório aponta que o país já avançou na construção de políticas voltadas à transição energética, como:

  • Política Nacional de Transição Energética (PNTE)
  • Plano Nacional de Transição Energética (Plante)
  • Fórum Nacional de Transição Energética (Fonte)
  • Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE)
  • Taxonomia Sustentável Brasileira
  • Programa de Aceleração da Transição Energética (PATEN)
  • Novo PAC, com R$ 466,7 bilhões destinados à transição energética até 2026
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Apesar do avanço institucional, o estudo destaca como principal desafio a falta de coordenação entre instrumentos, o que dificulta a previsibilidade para investidores, estados e setor produtivo.

Tecnologias estratégicas podem posicionar Brasil na economia verde

O levantamento também identifica áreas estratégicas em que o Brasil possui vantagens competitivas:

  • Hidrogênio verde, impulsionado por matriz renovável e potencial eólico e solar
  • Biocombustíveis avançados, como SAF para aviação e diesel verde
  • Armazenamento de energia em baterias
  • Captura e armazenamento de carbono (CCUS)
  • Minerais estratégicos como nióbio, lítio, grafite e terras raras

Essas tecnologias são vistas como fundamentais para a inserção do Brasil nas cadeias globais da economia de baixo carbono.

Coordenação e previsibilidade serão decisivas, aponta estudo

Para a coordenadora do estudo no FGV Clima, a professora Amanda Motta Schutze, o Brasil tem uma janela estratégica para transformar vantagens naturais em liderança industrial.

Segundo ela, a transição energética vai além da adoção de tecnologias limpas e envolve reposicionamento produtivo global.

O estudo conclui que a vantagem energética brasileira não se converterá automaticamente em liderança econômica. Para isso, será necessário combinar políticas consistentes, financiamento de longo prazo e coordenação institucional capaz de transformar recursos naturais em inovação, competitividade e empregos qualificados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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