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Vigiagro apreende bonsais importados irregularmente no Aeroporto de Guarulhos
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O Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), apreendeu nesta sexta-feira (9), no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), seis exemplares de bonsais trazidos do Japão sem a devida autorização e sem o certificado fitossanitário exigido para ingresso no Brasil. As plantas foram encaminhadas para destruição, conforme prevê a legislação vigente, por representarem risco fitossanitário.
A apreensão foi resultado da atuação integrada entre o Setor de Fiscalização de Viajantes (SEFVIA) do Vigiagro e a Receita Federal, com base em critérios de gestão de risco. Durante a inspeção, foram encontrados organismos vivos nas plantas, incluindo aranhas nos galhos. Embora nem todos os organismos observados sejam, por definição, pragas agrícolas, a presença de seres vivos não autorizados em material vegetal sem certificação fitossanitária representa risco potencial de introdução de espécies exóticas no território nacional.
A importação de plantas sem controle fitossanitário representa um risco significativo para a introdução de pragas quarentenárias ausentes no território nacional, que podem comprometer a biodiversidade brasileira e causar prejuízos à agricultura. Em ocorrência anterior, também relacionada à entrada irregular de bonsais, foram identificadas lagartas da espécie Dendrolimus spectabilis — praga exótica listada na Portaria nº 1.205/2024 e ainda ausente no Brasil. A análise foi realizada pela Unidade de Biologia Molecular do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Goiás (LFDA-GO).
As ações de fiscalização realizadas nos aeroportos integram a estratégia nacional de prevenção e contenção da entrada de pragas e doenças que possam afetar a produção agrícola, os ecossistemas naturais e a saúde pública. O Mapa reforça a importância do cumprimento das normas de biossegurança e da atuação coordenada entre os órgãos de controle para garantir a proteção do patrimônio fitossanitário brasileiro.
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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27
O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.
Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.
Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.
Demanda doméstica continua sendo principal sustentação
A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.
Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.
As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.
El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada
Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.
De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.
Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.
Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal
Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.
Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.
Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.
Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global
Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.
Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.
Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

