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Vinhos brasileiros conquistam sete medalhas em prestigiado concurso Chardonnay na França
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O Brasil inicia 2026 com destaque internacional no setor vitivinícola. Sete vinhos brasileiros elaborados com a uva Chardonnay foram premiados na 33ª edição do Chardonnay du Monde, realizada de 10 a 12 de março na Borgonha, França. O resultado marca os primeiros reconhecimentos do ano em concursos internacionais para a produção nacional de vinhos.
Competição internacional reforça qualidade do vinho brasileiro
Considerado um dos concursos mais importantes do mundo dedicados exclusivamente à Chardonnay, o evento recebeu 471 amostras de 25 países. As avaliações foram feitas por 200 degustadores internacionais em degustações às cegas. O Brasil conquistou três medalhas de ouro e quatro de prata, destacando a evolução técnica e a diversidade da vitivinicultura nacional.
Reconhecimento da Associação Brasileira de Enologia
Para o presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE), Mario Lucas Ieggli, os resultados refletem o avanço técnico e a capacidade do Brasil de produzir vinhos de qualidade com identidade própria.
“Estar entre os premiados em um concurso realizado na Borgonha, referência mundial para a Chardonnay, é um indicativo consistente do nível que alcançamos. O Brasil demonstra sua capacidade de interpretar essa variedade em diferentes regiões, com qualidade reconhecida internacionalmente”, afirmou.
A presença brasileira em concursos internacionais evidencia o amadurecimento da vitivinicultura, que alia conhecimento técnico, diversidade de terroirs e inovação. A atuação da ABE tem sido fundamental, coordenando o envio das amostras e promovendo o reconhecimento dos vinhos nacionais no exterior.
Vinhos brasileiros premiados
- Medalhas de Ouro:
- Amitié Chardonnay 2024 – Amitié Espumantes e Vinhos
- Castellamare Barricas Chardonnay 2024 – Cooperativa Vinícola São João
- Garibaldi Espumante Chardonnay Branco Brut – Cooperativa Vinícola Garibaldi
- Medalhas de Prata:
- Caetano Vicentino Chardonnay 2025 – Caetano Vicentino Vinhas & Vinhos
- Garibaldi Acordes Gran Reserva Chardonnay 2024 – Cooperativa Vinícola Garibaldi
- Jolimont Chardonnay Gran Reserva 2023 – Vitivinícola Jolimont
- Villaggio Grando Mcg Chardonnay 2020 – Vinícola Grando
Crescimento da vitivinicultura brasileira
O desempenho no Chardonnay du Monde reforça a consistência da produção nacional e a capacidade dos vinhos brasileiros de se destacarem em cenários internacionais. A participação em eventos como este contribui para ampliar a visibilidade do país como referência na produção de vinhos de alta qualidade, consolidando o setor como estratégico para a exportação e promoção cultural do Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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USDA mantém projeções para soja e milho dos EUA, mas eleva estoques globais e reforça cenário de oferta confortável
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta quinta-feira (11) seu mais recente relatório mensal de oferta e demanda agrícola (WASDE), confirmando a expectativa do mercado de poucas alterações nos principais números da safra 2026/27. Apesar da estabilidade nas projeções para soja e milho nos Estados Unidos e no Brasil, o destaque ficou para o aumento dos estoques globais, especialmente no mercado de milho.
Os dados reforçam um cenário de ampla oferta mundial de grãos, fator que segue sendo acompanhado de perto por produtores, exportadores e agentes do mercado internacional.
USDA mantém números da soja nos Estados Unidos
Para a soja, o USDA manteve inalterada a estimativa de produção norte-americana em 120,7 milhões de toneladas na temporada 2026/27. Os estoques finais dos Estados Unidos também permaneceram estáveis em 8,44 milhões de toneladas.
No cenário global, a produção mundial foi ajustada levemente para baixo, passando de 441,54 milhões para 441,34 milhões de toneladas. No entanto, os estoques finais globais registraram pequeno aumento, avançando de 124,78 milhões para 124,88 milhões de toneladas.
A manutenção dos estoques elevados continua sendo um fator de atenção para o mercado, uma vez que contribui para limitar movimentos mais expressivos de valorização das cotações internacionais.
Brasil segue com safra recorde de soja estimada em 186 milhões de toneladas
As projeções para a América do Sul permaneceram inalteradas no relatório.
O USDA manteve a estimativa de produção brasileira de soja em 186 milhões de toneladas, consolidando mais uma safra recorde para o país. Já a Argentina segue projetada com uma colheita de 50 milhões de toneladas.
As exportações brasileiras também foram mantidas em 117,5 milhões de toneladas, reforçando a liderança do Brasil no comércio global da oleaginosa.
Nos Estados Unidos, os embarques externos continuam estimados em 44,36 milhões de toneladas.
Outro dado sem alteração foi a previsão de importações da China, principal compradora mundial de soja, mantida em 114 milhões de toneladas para a temporada.
Estoques globais de milho aumentam acima das expectativas
No mercado de milho, o USDA também optou por manter a estimativa de produção dos Estados Unidos em 406,29 milhões de toneladas para a safra 2026/27.
Os estoques finais norte-americanos apresentaram apenas um pequeno ajuste positivo, passando de 49,71 milhões para 49,78 milhões de toneladas. As exportações dos Estados Unidos seguem projetadas em 80,01 milhões de toneladas.
O principal destaque veio do cenário global. A produção mundial de milho foi revisada para cima e passou de 1,295 bilhão para 1,300 bilhão de toneladas, refletindo perspectivas favoráveis em importantes regiões produtoras.
Como consequência, os estoques finais mundiais do cereal aumentaram de 277,54 milhões para 281,22 milhões de toneladas, indicando maior disponibilidade de produto no mercado internacional.
Brasil mantém produção e exportações de milho
Para o Brasil, o USDA não promoveu alterações nos principais indicadores da safra 2026/27.
A produção nacional foi mantida em 139 milhões de toneladas, enquanto as exportações seguem estimadas em 44 milhões de toneladas.
O único ajuste ocorreu nos estoques finais brasileiros, que foram reduzidos de 11,38 milhões para 11,1 milhões de toneladas, refletindo uma perspectiva de consumo interno mais aquecido e maior escoamento da produção.
Mercado monitora impacto sobre os preços
A manutenção das projeções para as principais origens produtoras e o aumento dos estoques globais reforçam um cenário de oferta confortável tanto para soja quanto para milho.
Para os analistas, a combinação de safras robustas na América do Sul, produção elevada nos Estados Unidos e estoques mundiais em crescimento tende a limitar movimentos de alta nas bolsas internacionais no curto prazo.
Ao mesmo tempo, fatores climáticos durante o desenvolvimento das lavouras norte-americanas, a demanda chinesa e o ritmo das exportações brasileiras continuarão sendo determinantes para a formação dos preços globais dos grãos nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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