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YANMAR apresenta soluções estratégicas na Expodireto Cotrijal e reforça apoio ao produtor em cenário de crédito restrito

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A YANMAR, multinacional japonesa reconhecida pela fabricação de máquinas e soluções compactas voltadas aos setores agrícola e da construção civil, confirma presença em mais uma edição da Expodireto Cotrijal, que será realizada de 9 a 13 de março, em Não-Me-Toque (RS). O evento, considerado um dos maiores do agronegócio mundial, é voltado à inovação no campo, agricultura familiar e conectividade rural, reunindo as principais marcas globais de tecnologia agrícola.

Durante a feira, a YANMAR apresentará novos modelos de tratores, colheitadeiras, miniescavadeiras e soluções em motores e geração de energia, todos com condições especiais de financiamento e alternativas via Consórcio YANMAR.

“A Expodireto é um evento estratégico, especialmente pela força da agricultura familiar no Sul do país. Neste momento de crédito mais restrito e juros elevados, queremos apoiar o produtor com soluções acessíveis e eficientes para mecanização”, afirma Anderson Oliveira, gerente Comercial da YANMAR South America.

Tratores: força, tecnologia e conforto para todas as operações

Entre os destaques do estande da YANMAR está o Solis 105 Cabinado, trator mais potente da linha apresentada. Equipado com motor 4 cilindros turbo intercooler e 107 cv, o modelo oferece força para operações exigentes e transmissão ITAT 12×12, combinada ao sistema hidráulico Mita com capacidade de 3.500 kg. O modelo também prioriza o conforto do operador, com volante ajustável, iluminação em LED e engate rápido nos braços inferiores.

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Outro modelo em evidência é o YM 347 Cabinado, produzido 100% pela YANMAR, com 47,6 cv de potência e transmissão 12×12 com reversor de série. O trator é ideal para cultivos de café, frutas e atividades avícolas, destacando-se pela baixa compactação do solo e alta eficiência operacional.

O Solis 60, com 60 cv de potência, é voltado à preparação de solo, com grande distância entre eixos que garante tração superior e estabilidade. A embreagem dupla de dois estágios permite operar roçadeiras e ensiladeiras sem interromper o deslocamento.

Já o Solis 26 XL 9×9 alia design moderno e torque de 75,2 Nm, oferecendo flexibilidade em diferentes tipos de terreno e atividades rurais.

Para cultivos perenes e adensados, o Solis 75 Plataformado combina motor turbo de alto torque, tração dianteira auxiliar, TDP Econômica e Proporcional e sistema hidráulico de 2.500 kg de capacidade, com duas válvulas de controle remoto.

Miniescavadeiras: eficiência e apoio à infraestrutura no campo

A YANMAR também apresenta sua linha de miniescavadeiras, que se consolidam como ferramentas versáteis para o apoio à infraestrutura, manutenção e abertura de áreas rurais.

Entre os modelos em exposição estão:

  • ViO17: peso operacional de 1.740 kg, profundidade de escavação de 2.200 mm e sistema de manutenção facilitado;
  • ViO38: até 3,7 toneladas, com giro zero traseiro, ideal para operações em espaços reduzidos;
  • ViO55: potência de 36,1 kW e baixo consumo de combustível, com capacidade de concha de 0,16 m³;
  • SV100C: potência de 54,7 kW e peso de 9.825 kg, com desempenho comparável a escavadeiras maiores, além de lâmina frontal, deslocamento lateral da lança e sistema de inversão de comandos.
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Motores e geração de energia: tecnologia japonesa a favor da produtividade

Entre as soluções de força, a marca destaca o motor industrial 3TNV70, fabricado no Japão, com três cilindros, seis válvulas e 22,2 cv de potência, ideal para múltiplas aplicações no campo e na indústria.

Outro lançamento é o gerador YBG15TE, com 15 kVA de potência contínua, projetado para carregar drones pulverizadores. Equipado com motor YANMAR 3TNV88-GGE, apresenta consumo médio de 3,2 litros por hora a 75% de carga e autonomia superior a 20 horas, garantindo energia contínua para operações de precisão.

Compromisso com o produtor rural

Com presença consolidada no agronegócio brasileiro, a YANMAR reforça sua estratégia de oferecer soluções integradas e acessíveis para diferentes perfis de produtor. A participação na Expodireto Cotrijal reafirma o compromisso da marca com a inovação, eficiência e sustentabilidade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil deve produzir 600 mil toneladas de canola nesta safra

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A canola começa a sair das lavouras brasileiras com uma produção estimada em 601,3 mil toneladas na safra 2025/26, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa crescimento de 74,4% sobre as 344,8 mil toneladas colhidas na temporada anterior e confirma o avanço de uma cultura que fornece óleo para alimentação, farelo para os animais e matéria-prima para biocombustíveis.

A colheita ainda está no início. No Rio Grande do Sul, responsável pela maior parte da produção nacional, aproximadamente 1% das lavouras havia sido colhido até a segunda quinzena de setembro. Cerca de 88% das áreas estavam entre a floração e o enchimento de grãos e outros 9% já se encontravam em maturação, conforme o acompanhamento da assistência técnica estadual.

Isso significa que a safra de canola que aparece nas estatísticas como 2025/26 ainda está no campo. A cultura foi semeada principalmente entre abril e junho de 2026 e deverá ter a colheita concentrada durante a primavera. O plantio da temporada 2026/27, portanto, não começou: ocorrerá somente no primeiro semestre de 2027.

A área cultivada na safra em fase de colheita alcançou 371,1 mil hectares, expansão de 75,1% diante dos 211,9 mil hectares do ciclo anterior. A produtividade média foi estimada pela Conab em 1.620 quilos por hectare, praticamente estável em relação aos 1.627 quilos obtidos em 2024/25.

Os números mostram que o crescimento da produção foi sustentado principalmente pela incorporação de novas áreas. Embora a Associação Brasileira dos Produtores de Canola (Abrascanola) estime 405 mil hectares e um potencial de 607,2 mil toneladas, a referência oficial da Conab permanece em 371,1 mil hectares e 601,3 mil toneladas. A diferença decorre das fontes e metodologias utilizadas nos levantamentos.

O Rio Grande do Sul concentra aproximadamente 353,4 mil hectares, o equivalente a cerca de 95% da área nacional estimada pela Conab. O cultivo também aparece no Paraná, em Santa Catarina e, em menor escala, em outras regiões onde pesquisas procuram adaptar a oleaginosa ao sistema de segunda safra.

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Nas lavouras gaúchas, o desenvolvimento é considerado satisfatório na maior parte das áreas. Os primeiros trabalhos ocorrem em cultivos implantados mais cedo, sobretudo no Noroeste. A evolução da colheita dependerá do amadurecimento dos grãos e de intervalos de tempo seco, necessários para reduzir perdas e preservar a qualidade.

A canola pertence à mesma espécie agrícola da colza, mas foi selecionada para apresentar baixos teores de ácido erúcico no óleo e de glucosinolatos no farelo. Os grãos contêm aproximadamente 38% de óleo, conforme referências técnicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A maior parte da produção é destinada à fabricação de óleo comestível. Depois da extração, o farelo rico em proteína pode ser utilizado na alimentação animal, principalmente de bovinos, suínos e aves, respeitadas as formulações nutricionais de cada criação.

O óleo também pode ser empregado na fabricação de biodiesel. Outra possibilidade em estudo é seu aproveitamento na produção de combustível sustentável de aviação, conhecido pela sigla SAF. Esse mercado, entretanto, ainda não está consolidado comercialmente em grande escala no Brasil.

No campo, a canola oferece uma alternativa de renda durante o inverno e amplia a rotação com soja, milho e cereais. Como pertence a uma família botânica diferente, pode ajudar a interromper ciclos de determinadas doenças e plantas daninhas, além de manter o solo coberto e distribuir melhor o uso de máquinas e mão de obra ao longo do ano.

A decisão de plantar exige, porém, comprador previamente definido. A cadeia nacional ainda possui menos pontos de recebimento e esmagamento que a soja, e a distância até a indústria pode reduzir a rentabilidade. A implantação também requer atenção ao tamanho reduzido das sementes, à profundidade de semeadura, ao controle de pragas e ao momento da colheita, porque a abertura das síliquas pode provocar perda de grãos.

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Apesar do crescimento recente, o Brasil ainda ocupa uma posição pequena no mercado internacional. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) projeta produção mundial de 99,97 milhões de toneladas de canola e colza em 2026/27. A safra brasileira equivale a aproximadamente 0,6% desse total.

O USDA não apresenta o Brasil individualmente entre os grandes produtores, incluindo o País no grupo das demais origens. O Canadá lidera a produção entre os países, com previsão de 22,5 milhões de toneladas. A União Europeia, considerada como bloco, deverá colher 20,15 milhões, seguida pela China, com 16,2 milhões, e pela Índia, com 12,4 milhões.

Sozinho, o Canadá produz quase 37 vezes o volume brasileiro. A comparação mostra que o País ainda está distante dos líderes, mas também revela o espaço disponível para crescer. Enquanto a canola ocupa pouco mais de 370 mil hectares no Brasil, as culturas de inverno dispõem de milhões de hectares que permanecem sem atividade comercial em parte do ano.

O ciclo atual será decisivo para saber se a rápida expansão conseguirá se sustentar. Além da produtividade e da qualidade dos grãos, o produtor acompanhará os preços, a capacidade de recebimento das indústrias e o cumprimento dos contratos. Uma colheita próxima de 600 mil toneladas colocará a canola em um novo patamar no País, mas a continuidade dependerá de mercado, assistência técnica e segurança para comercializar a produção.

Fonte: Pensar Agro

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