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5º ciclo do Novo PAR teve adesão de todos os estados
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A etapa de diagnóstico do 5º Ciclo do Plano de Ações Articuladas (PAR) foi respondida por todos os estados, pelo Distrito Federal e por 99,2% dos municípios brasileiros. O questionário é a segunda etapa do plano, sendo fundamental para a fase de planejamento, que está prevista para iniciar em 25 de agosto.
A secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Kátia Schweickardt, destacou a importância da adesão alcançada até o momento no Novo PAR e ressalta como o plano tem sido construído para a promoção da qualidade da educação de forma indissociável com a equidade.
“Não podemos mais conceber a qualidade na educação com base em apenas um ou outro indicador. Não basta olharmos para as médias, é preciso enxergarmos as desigualdades que existem entre os territórios e nos territórios, entre as escolas e dentro das escolas. Há que se olhar para os resultados, mas também para as condições objetivas que os sustentam. Nesse sentido, o Novo PAR vem para se integrar às políticas de educação básica, nesse esforço de garantir uma educação de qualidade a todos e todas”, pontuou a secretária.
Na etapa de diagnóstico, as redes públicas de ensino tiveram acesso a um amplo conjunto de indicadores calculados com base em dados oficiais, especialmente do Censo Escolar, que dão uma visão sistêmica e contextualizada dos resultados educacionais, dos insumos e das condições existentes para a oferta educativa, bem como das principais receitas, das despesas e dos saldos financeiros.
Além disso, as secretarias de educação tiveram que responder a um questionário complementar com questões estratégicas para as políticas de educação básica, considerando as quatro dimensões do PAR: gestão educacional; formação de profissionais da educação; práticas pedagógicas e avaliação; e infraestrutura física e recursos pedagógicos.
Já a primeira fase da etapa de planejamento consiste na elaboração de objetivos, resultados esperados e ações executivas que cada rede de ensino fará com base no diagnóstico e na leitura da realidade local. Em um segundo momento, os entes federados poderão solicitar o apoio técnico e financeiro da União para a execução desse plano.
Fórum da Undime – Durante o Fórum da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), que ocorreu em julho, em Salvador, o Novo PAR foi destaque. No evento, o secretário-executivo do MEC, Leonardo Barchini, afirmou que o Novo PAR servirá como uma verdadeira ferramenta de gestão e organização das redes. “É muito importante que todas as redes participem do Novo PAR. É um investimento que o ministério está fazendo para que todos nós tenhamos a dimensão do desafio da educação em cada município e para que o MEC possa apoiar, efetivamente, com suporte técnico e financeiro naquelas ações que vocês têm mais carência”, explicou.
O evento contou com uma oficina sobre a etapa de planejamento do Novo PAR, promovida pela Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC. A atividade contou com cerca de 120 participantes, entre dirigentes municipais de educação e técnicos das secretarias. Na oportunidade, foram demonstradas as inovações do Novo PAR em relação aos ciclos anteriores, que, segundo a diretora de Apoio à Gestão Educacional da SEB, Anita Stefani, podem ser resumidas como “a superação da visão do PAR como uma mera ferramenta para captação de recursos financeiros, retomando sua vocação para ser um instrumento de diagnóstico, planejamento e fortalecimento da gestão educacional, alinhado com o Plano Nacional de Educação (PNE), os planos decenais e as políticas de educação básica”.
O presidente nacional da Undime e dirigente municipal de Educação de Sud Mennucci (SP), Luiz Miguel Martins Garcia, destacou que um dos pontos mais importantes do Novo PAR é o fato de ele ter sido construído a várias mãos. “A construção deste 5º ciclo do PAR contou com o trabalho dos diversos setores do MEC e, de maneira muito especial, com a participação ativa e comprometida das secretarias de educação, representadas pela Undime e pelo Consed [Conselho Nacional de Secretários de Educação]. Essa colaboração garantiu que o atual ciclo possa refletir, de fato, a realidade e a necessidade das redes de ensino de todo o país.”
Para garantir que o Novo PAR seja, de fato, assimilado pelos gestores e equipes técnicas das secretarias, o MEC, em parceria com a Universidade de Itajubá (Unifei), está estruturando uma rede de formação e assistência técnica (Renapar), com articuladores das secretarias estaduais de educação e representantes da Undime para apoiar os municípios durante a etapa de planejamento, sob a coordenação do ministério. A previsão é que a partir de setembro a Renapar possa iniciar o apoio técnico aos municípios.
PAR – O Plano de Ações Articuladas foi instituído pelo Decreto nº 6.094, de 24 de abril de 2007, que implementou o Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação. Após a Lei nº 12.695, de 25 de julho de 2012, o PAR passou a ser o principal mecanismo para a assistência técnica e financeira voluntária e suplementar da União aos entes federados. O plano é implementado em ciclos de quatro anos e contempla iniciativas diversas nos eixos de formação, gestão educacional, práticas pedagógicas, avaliação e infraestrutura educacional.
O Novo PAR foi lançado pelo MEC em fevereiro de 2025, após ser reformulado para o 5º ciclo, referente ao período de 2025 a 2028. A ferramenta de diagnóstico, planejamento e gestão da educação está estruturada em cinco etapas sequenciais: preparatória; diagnóstico; planejamento; execução; e monitoramento e prestação de contas.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB
Fonte: Ministério da Educação
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MEC participa da 16ª Festa Literária das Periferias no Rio
Ana Maria Gonçalves, Conceição Evaristo, Cidinha da Silva, Eliana Alves Cruz, Elisa Lucinda, Nei Lopes e Estêvão Ribeiro estão entre os autores que participam da 16ª edição da Festa Literária das Periferias (Flup), realizada de 23 a 27 de setembro no Rio de Janeiro. O evento ocorre no Teatro Municipal Carlos Gomes, na Sala Guarani e na Praça Tiradentes, com programação que reúne autores, pensadores, estudantes e professores e aborda temas relacionados à literatura negra, periférica e às matrizes ancestrais.
Com o tema “As Filhas das Filhas das Filhas”, a edição homenageia a escritora Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra eleita para a Academia Brasileira de Letras (ABL). A programação conta também com a participação da pensadora norte-americana Kimberlé Crenshaw, além de intelectuais como Djamila Ribeiro, Cida Bento, Carla Akotirene, Jeferson Tenório, Sidnei Nogueira e Bianca Santana. A Flup inclui ainda atividades voltadas à produção audiovisual, entre elas trabalhos desenvolvidos pelo Laboratório de Narrativas Negras e Indígenas.
O Ministério da Educação (MEC) participa da Flup por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi). Durante a programação, serão disponibilizados dois totens interativos para acesso ao MEC Livros, biblioteca digital de acesso público e gratuito. A programação completa da 16ª Flup pode ser consultada no site oficial do evento.
A secretária da Secadi, Zara Figueiredo, pontuou que a literatura constitui um direito humano fundamental por sua capacidade de proporcionar o exercício da alteridade e a compreensão de dilemas existenciais. Também ressaltou que a literatura produzida por autores negros e periféricos expressa a diversidade cultural do país e aborda temáticas centrais da sociedade brasileira. Ela destacou ainda a relevância da presença do ministério no festival e enfatizou que a disponibilidade dessas obras na plataforma MEC Livros fortalece a representatividade, a autoestima e a aprendizagem dos estudantes na rede pública.
Literatura negra e acervo digital – A programação do festival também se relaciona ao acervo do MEC Livros, biblioteca digital e gratuita que reúne obras de diversos autores presentes na 16ª Flup. Entre os títulos disponíveis está o romance histórico Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves, que inspira o tema desta edição do festival. Também integra a plataforma o título Canção para Ninar Menino Grande, de Conceição Evaristo, atualmente o quinto livro mais emprestado do acervo, além de outras obras da autora, como Becos da Memória, Ponciá Vicêncio, Literatura Negra: uma poética de nossa afro-brasilidade e Olhos d’água.
O catálogo contempla também títulos como Um Exu em Nova York, Sobre-viventes! e Exuzilhar, de Cidinha da Silva; Nada Digo de Ti, que em Ti Não Veja, de Eliana Alves Cruz; Afro-Brasil Reluzentes, de Nei Lopes; e produções voltadas à infância e juventude, como Rê Tinta e a Revolução Escolar, de Elisa Lucinda, e Rê Tinta e o Pé de Jamelão, de Estêvão Ribeiro.
O MEC Livros reúne autores de diferentes gerações, com obras de escritores como Maria Firmina dos Reis, Machado de Assis, Lima Barreto e Carolina Maria de Jesus, além de autores contemporâneos brasileiros e estrangeiros, entre eles Itamar Vieira Junior, Lilia Guerra, Eliane Marques, Tom Farias, Paulina Chiziane, Buchi Emecheta, Oyinkan Braithwaite, Akwaeke Emezi e Randall Kenan.
Sobre a plataforma – O MEC Livros é uma biblioteca digital de acesso público e gratuito, com mais de 25 mil títulos em formato digital, entre obras licenciadas e em domínio público. A plataforma integra ações relacionadas à ampliação do acesso à leitura e ao Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), em parceria com a Fundação Biblioteca Nacional, a Academia Brasileira de Letras, o Instituto Mojo de Comunicação Intercultural e a Companhia Editora de Pernambuco.
O acesso pode ser feito via navegador ou aplicativo para dispositivos móveis, mediante login com a conta Gov.br. A plataforma permite o empréstimo gratuito de obras licenciadas, além da leitura ilimitada de títulos em domínio público. Para consultar o acervo e obter mais informações, acesse o portal do MEC Livros.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi e da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação



