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Abertura da I Conferência de Segurança Pública iLab-Segurança 2025 destaca união institucional e apoio à PEC da Segurança Pública
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Brasília, 01/07/2025 — A capital federal sediou nesta terça-feira (1º) a abertura da I Conferência de Segurança Pública iLab-Segurança 2025, reunindo autoridades dos três poderes, representantes da sociedade civil e profissionais de segurança pública dos 26 estados e do Distrito Federal (DF). O evento, idealizado para construir propostas concretas de fortalecimento do setor, teve como ponto alto o debate em torno da PEC da Segurança Pública, recebida de forma amplamente positiva pelas lideranças presentes.
O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Manoel Carlos de Almeida Neto, integrou a mesa de autoridades, reafirmando o compromisso do Executivo federal na construção de um país mais seguro. “A segurança pública é uma prioridade e um compromisso absoluto do presidente Lula e do ministro Ricardo Lewandowski. Estamos atuando com seriedade e diálogo para construir soluções duradouras para que o Brasil seja mais seguro, justo e integrado”, afirmou Manoel Carlos, que está como ministro substituto.
O representante do MJSP destacou ainda a urgência de integração entre os entes federativos, apontando problemas como a existência de 27 certidões de antecedentes criminais distintas e a falta de conexão entre bancos de dados. Segundo ele, essa fragmentação tem facilitado a ação de criminosos. “Entre 2019 e 2022, seis mil condenados conseguiram registros de CACs (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) e compraram 22 mil armas, burlando o sistema. Isso é inaceitável. O Estado precisa se organizar”, reforçou.
Outro ponto abordado pelo secretário-executivo foi a ampliação das competências da Polícia Rodoviária Federal, especialmente no patrulhamento de modais como ferrovias e hidrovias, como previsto na PEC. Para ele, trata-se de otimizar estruturas já existentes, sem criar novas instituições, além de retomar dispositivos constitucionais que nunca foram implementados, como a criação da Polícia Ferroviária Federal.
O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, anfitrião da conferência, foi enfático ao defender a PEC da Segurança Pública, classificando-a como uma oportunidade histórica para reformular o setor. Um dos pontos centrais de sua fala foi a necessidade de reestruturar o Conselho Nacional de Segurança Pública, cuja atual composição foi considerada ineficaz. “Não se pode ditar políticas sólidas com um conselho que muda conforme o vento político. É preciso ouvir quem está na ponta, enfrentando os desafios todos os dias”, afirmou.
Sandro também propôs medidas como o agravamento de penas para crimes contra agentes do Estado e o uso de parte da arrecadação de apostas esportivas (bets) para financiar a segurança pública. “A segurança é hoje a maior preocupação do brasileiro. Precisa ser tratada como prioridade constitucional, como já ocorre com a saúde e a educação”, argumentou.
A vice-governadora Celina Leão destacou a dimensão social do tema, associando segurança à educação e ao resgate de valores. Ela defendeu as escolas cívico-militares e chamou os presentes a participarem do que classificou como uma revolução. “Vocês talvez estejam participando da maior revolução que este país já viu na segurança pública. Que a história reconheça esse movimento coletivo como um divisor de águas”, declarou.
Legislativo
Relator da PEC na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, o deputado federal Mendonça Filho também manifestou apoio ao avanço da proposta. Segundo ele, a admissibilidade da PEC é viável e será defendida com vigor na CCJ. “A proposta deve ser admitida, e eu vou trabalhar para que isso aconteça. O país precisa enfrentar o dilema entre um Estado dominado pelo crime ou um Estado capaz de dominar o crime”, declarou.
Para o parlamentar, a PEC não é uma solução milagrosa, mas representa um avanço importante ao criar um arcabouço constitucional mais efetivo. “A Constituição deve garantir princípios e normas gerais; os detalhes virão na legislação infraconstitucional. Precisamos empoderar mais os estados e promover a cooperação com os municípios”, acrescentou.
Sobre a conferência
A I Conferência de Segurança Pública iLab-Segurança 2025 reunirá representantes das polícias civis, militares, penais, técnicas, bombeiros e guardas municipais, além de especialistas, magistrados, parlamentares e membros do Ministério Público e da OAB, durante três dias de evento.
Além de painéis e debates qualificados, um dos grandes diferenciais da conferência é a expo de produtos e soluções inovadoras que conectam teoria e prática por meio de tecnologias aplicadas, inteligência integrada e equipamentos operacionais de ponta.
O objetivo é construir uma agenda nacional para a segurança pública, com propostas concretas que fortaleçam a atuação integrada e eficiente dos órgãos de segurança.
BRASIL
MEC e FNDE avançam na modernização das prestações de contas
O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem fortalecido a modernização da análise de prestações de contas dos programas educacionais com foco em inovação, gestão de riscos e maior eficiência no controle dos recursos públicos destinados à educação.
O trabalho começou ainda em 2024, com o levantamento detalhado do estoque de prestações de contas existente no órgão, que acumulava mais de quinze anos de passivo. A partir desse diagnóstico, duas medidas principais foram adotadas.
A primeira foi a automatização da forma como os entes realizam a prestação de contas, permitindo análises mais céleres, por meio da parceria com o Banco do Brasil e da implantação da solução BB Gestão Ágil.
A segunda medida foi o fortalecimento da articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU), que resultou na revisão das regras sobre tomada de contas especial e prescrição, formalizada pela Instrução Normativa nº 48, de 27 de novembro de 2024.
Com esses avanços, o FNDE passou a adotar novas frentes de atuação que ampliaram a capacidade de análise, reduziram passivos históricos e fortaleceram os mecanismos de controle e transparência.
Ampliação das análises pelo modelo Malha Fina – O resultado mais expressivo ocorreu com a publicação da Portaria nº 1.146, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu a segunda aplicação do modelo Malha Fina no FNDE.
A medida reforça o compromisso da autarquia com a gestão de riscos ao aprimorar a identificação de inconsistências nos documentos apresentados pelos gestores públicos, ampliando a capacidade de detectar erros e possíveis fraudes e assegurando a correta aplicação dos recursos destinados à educação.
Nesta segunda aplicação, 101.304 prestações de contas foram homologadas, o que representa mais de 68% do escopo de passivo analisado. O resultado gerou um benefício financeiro de R$ 1.942.656.911,02 aos cofres públicos.
O impacto demonstra a eficiência da ferramenta na recuperação de valores que poderiam ser mal aplicados ou não utilizados adequadamente, fortalecendo a governança e a transparência na execução das políticas públicas educacionais.
Convênios com uso da plataforma Transferegov – Também em 27 de dezembro de 2024, foi publicada a Portaria FNDE nº 1.148/2024, que estabeleceu novos limites de tolerância ao risco por faixas de valor na análise informatizada das prestações de contas de convênios operacionalizados no Transferegov.br até 30 de junho de 2023, conforme previsto na Portaria Conjunta MGI/CGU nº 41/2023.
A medida permite a homologação informatizada de até 161 prestações de contas, de um total de 164 convênios analisados, já que três foram considerados não elegíveis pelas condições metodológicas estabelecidas.
O valor total dos recursos envolvidos soma R$ 133,6 milhões. Desse montante, cerca de 70%, o equivalente a R$ 92,3 milhões, correspondem a 127 convênios das faixas A e B que não apresentaram ocorrências em trilhas de auditoria da CGU e estão habilitados para análise automatizada.
Outros 34 convênios, que totalizam R$ 23,4 milhões, ainda apresentam pendências em trilhas de auditoria, mas poderão ser habilitados posteriormente após a regularização das inconsistências.
A portaria representa mais um avanço no fortalecimento dos mecanismos de controle e na racionalização da análise das prestações de contas no FNDE.
Solução BB Gestão Ágil – Outro importante instrumento de modernização é o BB Gestão Ágil, ferramenta do Banco do Brasil adotada pelo FNDE para simplificar a prestação de contas de repasses da educação, especialmente no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), conforme previsto na Resolução CD/FNDE nº 7/2024.
A plataforma permite o acompanhamento digital dos recursos, a categorização das despesas e a realização da prestação de contas de forma mais ágil, reduzindo burocracias e facilitando o trabalho dos gestores locais.
Com isso, o processo se torna mais transparente, eficiente e acessível, contribuindo para diminuir erros formais, acelerar análises e fortalecer a regularidade na execução dos programas educacionais.
Como exemplo, no início dos trabalhos, o PNAE contava com cerca de 60 mil prestações de contas pendentes, sendo parte delas com mais de 15 anos de tramitação dentro do órgão, totalizando mais de R$ 40 bilhões distribuídos ao longo desse período.
Com a utilização dessas medidas, além da aplicação da IN TCU nº 48/2024, esse número caiu para 45 mil prestações de contas, com valor estimado em R$ 28 bilhões. Isso significa que, em pouco mais de um ano de trabalho, 25% do passivo foi solucionado, com expectativa de ganhos de escala ainda maiores nos próximos anos.
Cooperação com a CGU e reconhecimento nacional – A modernização das análises de prestação de contas no FNDE teve início em 2020, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a autarquia e a Controladoria-Geral da União (CGU).
O objetivo da parceria foi desenvolver mecanismos mais eficientes para verificar a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação em todo o país, com base em critérios de gestão de riscos e automação de processos.
A partir desse acordo, foi publicada a Resolução CD/FNDE nº 20/2021, que instituiu oficialmente o modelo Malha Fina no FNDE, com a primeira aplicação efetivada pela Portaria nº 101/2022.
Na ocasião, mais de 60 mil prestações de contas foram homologadas, gerando um benefício financeiro estimado em R$ 800 milhões para a autarquia.
Com a segunda aplicação do modelo, formalizada pela Portaria nº 1.146/2024, os resultados foram ainda mais expressivos. Foram 101.304 prestações de contas homologadas e um benefício financeiro de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos, mais que o dobro do impacto registrado na primeira etapa.
A iniciativa foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio de Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), consolidando o FNDE como referência em modernização da gestão pública e no uso de inteligência aplicada ao controle de recursos da educação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC e do FNDE
Fonte: Ministério da Educação
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