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Agenda Conectar reúne governo e setor produtivo para ampliar competitividade da aviação brasileira

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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) participou, nesta terça-feira (24), do lançamento da Agenda Conectar, iniciativa do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) voltada à modernização e ao fortalecimento da aviação civil brasileira. A política busca ampliar a integração do setor com a economia nacional, criando condições para o desenvolvimento produtivo e tecnológico, em parceria com a Secretaria de Competitividade e Política Regulatória (SCPR/MDIC).

O plano articula esforços de entes públicos e privados para expandir o número de localidades atendidas e o volume de passageiros e cargas transportados, além de aumentar a eficiência dos serviços aéreos e estimular a atividade econômica.

Pedro Guerra, chefe de gabinete do vice-presidente e ministro, Geraldo Alckmin, e Pedro Ivo Ramalho, secretário de Competitividade e Política Regulatória, estiveram presentes no evento de lançamento, representando a participação do MDIC na Agenda Conectar.

Na ocasião, Pedro Guerra, destacou o papel estratégico da infraestrutura aeroportuária no desenvolvimento do país:

“Os aeroportos representam um dos objetivos do Estado ao promover a integração nacional, a interiorização do desenvolvimento e a redução dos custos logísticos. Também cumprem uma função humanitária em diversas regiões do país e, agora, assumem novas missões diante dos desafios atuais do setor”.

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A iniciativa também mira custos estruturais do setor, como o querosene de aviação, que representa cerca de 30,6% dos custos de voo. A proposta inclui a redução de entraves logísticos, regulatórios e tributários, além de facilitar o acesso a financiamentos.

Outro ponto central é a insegurança jurídica. O Brasil lidera o volume de ações judiciais contra companhias aéreas, com custos anuais estimados em R$ 1,16 bilhão. Em alguns casos, indenizações por danos morais podem superar em até dez vezes o valor das passagens.

Com foco em expansão sustentável e inclusão, a Agenda Conectar destaca o transporte aéreo de cargas como estratégico para a competitividade. Em 2024, o setor movimentou 1,38 milhão de toneladas, sendo 892 mil em operações internacionais, enquanto o mercado de passageiros alcançou cerca de 130 milhões em 2025.

A iniciativa integra políticas industriais e de infraestrutura para reduzir o “Custo Brasil”, ampliar o acesso ao transporte aéreo e impulsionar o comércio, a inovação e setores como o aeroespacial e a manutenção aeronáutica, com acompanhamento contínuo das ações.

“A nossa atuação está voltada à redução do Custo Brasil, com foco na eliminação de entraves regulatórios e na redução de custos estruturais que impactam o setor aéreo. Ao melhorar o ambiente de negócios e dar mais previsibilidade às empresas, a secretaria contribui para expandir a oferta de voos, aumentar a conectividade e viabilizar novos investimentos”, ressaltou Pedro Ivo Ramalho, secretário de Política Regulatória e Competitividade do MDIC.

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Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes

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O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.

O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.

Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.

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Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.

Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.

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Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.

Assessoria de Comunicação Social do MEC

Fonte: Ministério da Educação

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