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Alckmin: Memórias do Brasil Rural retrata transformação do país no celeiro do mundo

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O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, participou do lançamento do projeto multiplataforma Memórias do Brasil Rural, na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em Brasília (DF), nesta terça-feira, 25 de março. A série documental trará depoimentos de personalidades cuja trajetória se confunde com a construção do agronegócio no país.

“A iniciativa Memórias do Brasil Rural, na realidade, é a história do Brasil. Quando a gente retrata a história do Brasil rural, estamos falando da história do nosso país, de todas as dificuldades, superações e conquistas que transformaram o Brasil nesse celeiro do mundo”, declarou Alckmin. “O Brasil é hoje um dos grandes produtores do mundo, um grande exportador de proteína animal e vegetal. Temos uma agricultura das mais competitivas do mundo, na vanguarda da ciência e da tecnologia”, completou.

“Quando a gente retrata a história do Brasil rural, estamos falando da história do nosso país, de todas as dificuldades, superações e conquistas que transformaram o Brasil nesse celeiro do mundo”
Geraldo Alckmin
Presidente em exercício e ministro do MDIC

No evento, o presidente em exercício ressaltou a importância do agronegócio para o desenvolvimento nacional. “A primeira indústria brasileira, da cana-de-açúcar, nasceu do agro. O agro sempre esteve na vanguarda de todos os avanços do nosso país”, afirmou.

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COOPERAÇÃO — O Memórias do Brasil Rural é fruto de uma parceria entre a CNA, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Canal Rural, com apoio da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). O objetivo é digitalizar e recuperar conteúdos históricos do acervo do Canal Rural e de entidades parceiras. Todo o conteúdo ficará disponível em um site, que poderá ser consultado por estudantes, pesquisadores e pessoas interessadas em conhecer a história do agro no Brasil. Ao acessar o site, é possível se cadastrar e doar acervos de imagens.

TRANSMISSÃO DE CONHECIMENTO — Durante o lançamento, o presidente da CNA, João Martins, destacou a relevância do projeto. “As futuras gerações, nossos filhos, nossos netos e toda a sociedade brasileira precisam conhecer a trajetória daqueles que contribuíram para construir a realidade que hoje temos no campo: uma agropecuária sustentável e reconhecida no mundo todo”, disse. João Martins também aproveitou a cerimônia para anunciar que a entidade vai destinar R$100 milhões por ano para a Embrapa, com o objetivo de financiar pesquisas.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, enfatizou que a empresa vai contribuir para o projeto com seu acervo audiovisual e com testemunhos de cientistas acerca da evolução da agropecuária brasileira.

O primeiro episódio do Memórias do Brasil Rural será veiculado nesta quarta-feira (26), às 18h, no Canal Rural. A iniciativa reunirá relatos de grandes nomes do agro brasileiro, utilizando inteligência artificial para restaurar e apresentar documentos e imagens inéditas.

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RECURSOS — Além de contar com investimentos da CNA e do Canal Rural, a iniciativa é uma das beneficiadas pela Lei Rouanet, que é coordenada pelo Ministério da Cultura (MinC). “Depois de uma série de trabalhos, nós aprovamos o projeto Memórias do Brasil Rural na Lei Rouanet e estamos começando a captação de recursos. É uma forma de facilitar que empresas e entidades consigam aportar recursos do Imposto de Renda para ajudar nessa missão”, pontuou o presidente do Canal Rural, Julio Cargnino.

EIXOS — O projeto Memórias do Brasil Rural terá três frentes de trabalho: recuperação e digitalização de conteúdos do acervo do Canal Rural e aqueles doados por entidades; apresentação de histórias de personagens do agro; exibição de conteúdos na programação do Canal Rural. Entre os nomes entrevistados para o projeto estão o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e o presidente da CNA, João Martins. Outros nomes também compõem o documentário, como Carminha Missio, Eliseu Alves, Francisco Turra, José Humberto Martins, Luiz Fernando Cirne Lima e José Batista Sobrinho.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Diagnóstico Equidade 2026 mostra avanço das políticas de educação étnico-racial

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Os dados do Diagnóstico Equidade 2026, realizado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), mostram que as estratégias de equidade racial estão cada vez mais presentes nos estados e municípios brasileiros. Entre 2024 e 2026, o percentual de redes municipais que declararam contar com áreas especificas para a gestão dessas ações passou de 15% para 42%; entre as redes estaduais, o indicador chegou a 100% em 2026.  

Esse diagnóstico é uma iniciativa criada em 2024 pelo MEC, pondo fim a uma lacuna de dados cuja ausência comprometia a capacidade estatal de promoção da equidade. Em sua segunda edição, o diagnóstico manteve participação próxima à universalidade, com resposta ao questionário de 97% das redes municipais e 100% das redes estaduais. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa. 

Do ponto de vista institucional, por exemplo, houve um aumento no percentual de redes de ensino com áreas específicas para fazer a gestão de ações de equidade racial. Entre 2024 e 2026, o número saiu de 15% para 42% entre os municípios, e alcançou 100% em 2026 entre as redes estaduais. Além disso, a presença de normativa local relacionada à promoção da educação para as relações étnico-raciais (Erer) passou de 43% para 55% entre municípios e de 74% para 93% entre as redes estaduais. 

Os dados também mostram crescimento percentual de redes municipais que realizam campanhas de declaração racial, ação para promover o reconhecimento e a valorização das identidades étnico-raciais, bem como para permitir análises educacionais racializadas cada vez mais precisas. O levantamento revela que este crescimento foi de 66% para 86% em dois anos nas redes municipais, e de 63% para 93% nas redes estaduais. 

Houve também uma redução do percentual de estudantes sem declaração racial no Censo Escolar entre 2023 e 2025, representando uma queda de 24% para 10%, sendo que o indicador vinha se mantendo constante em torno de 26%, nos anos anteriores.  

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Os novos dados apresentam um crescimento da maturidade de organização das redes em diferentes frentes e que a temática da equidade racial entrou no centro da agenda da política pública, demonstrando as ações da Pneerq e de mecanismos indutores, tais como o Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva e a complementação-VAAR Fundeb da União. 

O Diagnóstico Equidade 2026 tem o objetivo de identificar diferentes aspectos da implementação de políticas equitativas no país, particularmente aquelas ligadas à promoção da educação para as relações étnico-raciais, em cumprimento à Lei 10.639/03, modificada pela Lei 11.645/08, e ao fortalecimento da educação escolar quilombola. 

Equidade racial no planejamento educacional – No indicador de incorporação da equidade racial como objetivo presente no Plano de Ações Articuladas (PAR), as redes municipais passaram de 30% para 67%. Nas redes estaduais, o avanço foi de 56% para 93%. Esse panorama revela a preocupação crescente das redes de ensino em planejar e buscar apoio técnico e financeiro para estratégias de enfrentamento das desigualdades. 

Formação em relações étnico-raciais – Outro indicador que apresentou avanço foi o percentual de redes municipais de ensino que ofereceram formações, seminários, oficinas e palestras sobre equidade racial, passou de 48%, no ano de 2024, para 69%, em 2026. Todas as redes estaduais declararam realizar essa oferta. Esse resultado demonstra que o tema da equidade racial também foi inserido no planejamento formativo das secretarias, ação crucial para trabalhar a difusão de práticas pedagógicas antirracistas entre os professores da rede pública. 

Monitoramento das Leis de Erer – O diagnóstico permitiu identificar o acompanhamento da implementação das leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008. O indicador passou de 18% para 34% para as redes municipais, e de 30% para 59% para as redes estaduais. O monitoramento permite às redes identificarem escolas onde há maior dificuldade de execução de práticas pedagógicas de educação para as relações étnico-raciais e gargalos operacionais, e assim planejar de forma mais efetiva as estratégias para cumprimento das leis. 

Identificação e resposta ao racismo e injúria racial – Cresceu também a adoção de protocolos para casos de racismo ou injúria racial nas redes estaduais, de 59% para 93% (mais de 30 pontos percentuais). Nas redes municipais, o percentual saiu de 36% para 53%. Nesse contexto, o Ministério da Educação publicou, em 2026, uma série de protocolos nacionais, os quais podem servir de referência para o trabalho das escolas públicas. 

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Práticas de gestão – O conjunto de perguntas com menor avanço no período foi o relacionado à dimensão das práticas de gestão das redes de ensino em relação a suas escolas. Acerca da evolução das respostas sobre protocolos de resposta ao racismo e de campanhas de declaração racial, que fazem parte desta dimensão, o Diagnóstico de Equidade 2026 permitiu identificar que alguns indicadores cruciais ainda não avançaram como o esperado. 

Os pontos de atenção para o próximo ciclo estão na implementação de estratégias de incentivos às escolas e aos professores para a implementação da educação para as relações étnico-raciais, bem como a consideração de conhecimentos sobre Erer nos processos seletivos de professores e diretores escolares. No período, passou de 44% para 74% o percentual de redes estaduais que incluíram a avaliação de conhecimentos sobre relações étnico-raciais nos processos de escolha da gestão escolar. 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às Secretarias de Educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Educação para as Relações Étnico-Raciais (Erer) e 12 sobre Educação Escolar Quilombola (EEQ). 

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.  

As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo. 

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi

Fonte: Ministério da Educação

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