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Brasil apresenta avanços em conectividade em fórum na Suíça

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Durante o Fórum Global de Conectividade GIGA, realizado em Genebra, na Suíça, entre 7 e 10 de julho, o Ministério da Educação (MEC) representou o Brasil em sessões dedicadas ao compartilhamento de experiências sobre conectividade escolar. No encontro, que reuniu autoridades educacionais de diversos países, a secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt, e a coordenadora-geral de Tecnologia e Inovação da Educação Básica do MEC, Ana Dal Fabbro, apresentaram os principais avanços do país na promoção da educação digital, reforçando a importância da tecnologia como eixo estruturante da política educacional. 

A secretária apresentou a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), lançada em 2023 como política de Estado, com a meta de garantir conectividade significativa a todas as escolas públicas até 2026. Segundo Kátia, o Brasil já conectou mais de 87 mil das 167 mil escolas públicas, e os investimentos na área ultrapassam US$ 400 milhões, aportados desde o início da atual gestão. 

“Conectar uma escola não é apenas um ato técnico, é um compromisso social e político. Em um país tão desigual como o nosso, levar internet às escolas públicas é levar cidadania”, afirmou a secretária durante a plenária do fórum. 

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Entre os avanços destacados, ela mencionou a criação de uma governança interministerial, a definição de padrões mínimos de infraestrutura e velocidade e o monitoramento compartilhado da conectividade das escolas. Também reiterou que o avanço da conectividade deve caminhar junto à transformação pedagógica e à formação dos professores para uma educação digital e midiática que promova o uso seguro, ético, pedagógico e criativo da tecnologia nas escolas. 

Além das sessões técnicas, Kátia participou da mesa ministerial da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação (WSIS), em que discutiu o papel da conectividade escolar na transformação digital global. 

GIGA O Fórum de Conectividade GIGA é uma iniciativa conjunta do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que busca conectar todas as escolas do mundo até 2030. Nesta segunda edição do evento, os debates reafirmaram o papel das políticas públicas baseadas em evidências e da cooperação internacional como pilares para ampliar o acesso à internet em ambientes escolares. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

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Fonte: Ministério da Educação

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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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