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Brasil busca reforçar diálogo multilateral durante Fórum Mundial de Turismo em Praga

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O reforço do diálogo multilateral do Brasil com outros países para promover o desenvolvimento turístico sustentável e inclusivo foi o objetivo da participação da secretária executiva do Ministério do Turismo, Ana Carla Lopes, no Fórum Mundial do Turismo 2025 de Praga, iniciado na última segunda-feira (12.05). Promovido pela ONU Turismo e o Governo da República Tcheca, o evento discutiu pautas como o fomento à inovação e ao uso de tecnologias no setor.

Representando o ministro do Turismo, Celso Sabino, Ana Carla Lopes reiterou a disposição de cooperar por avanços. “Estamos determinados a aprofundar o diálogo e a explorar novos caminhos de cooperação técnica e econômica. O Brasil está pronto para contribuir ativamente para uma agenda global do turismo que seja inovadora, inclusiva, responsável e centrada em pessoas”, frisou Lopes, lembrando que o tema será foco da COP30 de 2025, em Belém do Pará (PA).

Ana Carla também ressaltou esforços do Brasil voltados ao fomento da inovação no turismo. “Todos os anos, o Ministério do Turismo organiza o Prêmio Nacional do Turismo, que reconhece iniciativas de destaque em todo o ecossistema turístico — especialmente nas áreas de tecnologia e criatividade. E nos surpreendemos, ano após ano, com a engenhosidade e dedicação dos agentes do turismo brasileiro”, expôs a secretária.

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Lopes defendeu ainda impulso ao nomadismo digital, que têm forte tendência de alta. “Brasil e República Tcheca têm feito avanços significativos nesse campo. A República Tcheca se consolida como um dos países europeus mais receptivos a nômades digitais — com infraestrutura robusta e políticas de visto eficazes —, e o Brasil registrou alta de 40% nos pedidos de visto para este segmento desde o lançamento de seu próprio marco regulatório, em 2022”, disse Ana Carla.

Ações para estimular o turismo sustentável e inclusivo foram outro ponto abordado pela secretária, que, ao longo da agenda, também se reuniu com representantes de diversos países em Praga. Lopes citou a revisão da Lei Geral de Turismo, que trouxe novas ferramentas de governança, e a construção coletiva do Plano Nacional de Turismo (PNT) 2024–2027, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Sob o tema “Moldar o futuro do turismo através da inovação, da tecnologia e do talento”; o evento na República Tcheca reuniu representantes de governos, especialistas do setor turístico, empreendedores e gestores de estados-membros da ONU Turismo. Os painéis do evento abrangeram assuntos a exemplo de inteligência artificial, responsabilidade social, educação e atração de talentos ao turismo, além de aspectos ambientais do ramo.

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COOPERAÇÃO – A República Tcheca ocupa atualmente a 2ª Vice-Presidência do Conselho Executivo da ONU Turismo, colegiado liderado pelo ministro Celso Sabino ao longo de 2025. O Brasil já abriga, no Rio de Janeiro (RJ), o primeiro Escritório da ONU Turismo para as Américas e o Caribe. Fruto de esforços do governo federal com vistas à ampliação da presença internacional do país no cenário global, a unidade serve como um polo de articulação regional, buscando atrair turistas, eventos e investimento ao setor.

 

Por André Martins

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino

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O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.  

Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade. 

O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.   

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As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.  

Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:  

Secretarias municipais 

2024 

2026 

Índices 

Brasil 

Brasil 

Geral 

26,6 

34,7 

Institucionalização 

38,7 

55,8 

Formação 

20,4 

28,7 

Gestão 

26,0 

27,0 

Material Didático 

31,1 

34,2 

Financiamento 

20,6 

39,9 

Avaliação e Monitoramento 

45,0 

60,2 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).  

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.   

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As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.  

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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