BRASIL
Brasil e Uruguai instalam 1ª Mesa Binacional para erradicar o trabalho infantil na fronteira de de Sant’Ana do Livramento e Rivera
BRASIL
Sant’Ana do Livramento (RS) recebeu, nesta quarta-feira (24), a instalação da 1ª Mesa Binacional Brasil–Uruguai para Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil. A iniciativa faz parte do Plano Regional do Mercosul e reúne representantes de governos, trabalhadores, empregadores, autoridades locais e organizações sociais com o objetivo de enfrentar os desafios do trabalho infantil nas áreas de fronteira.
O ato de instalação aconteceu no auditório do Sest Senat e contou com a presença de autoridades do Brasil e do Uruguai. Estiveram presentes o secretário de Inspeção do Trabalho do MTE, Felipe Brandão de Mello (que representou o ministro Luiz Marinho), o coordenador de Cooperação Técnica Internacional do MTE, Durval Aires Neto, o assessor internacional do Ministério do Trabalho e Seguridade Social do Uruguai, Leonardo Batalla, o secretário de Desenvolvimento Social do Rio Grande do Sul, Beto Fantinel, o vice-prefeito de Sant’Ana do Livramento, Evandro Gutebier, e o intendente de Rivera, Richard Sander.
Durante o evento, foi lida a Declaração Conjunta Brasil–Uruguai, em que os dois países reafirmaram o compromisso de acabar com o trabalho infantil, garantir a proteção das crianças e fortalecer a cooperação entre as nações. O documento destaca a importância de integrar políticas públicas em áreas como educação, assistência social e saúde, além de tornar a mesa um espaço permanente para planejar, coordenar e acompanhar ações conjuntas.
Para Felipe Brandão, a iniciativa é um marco histórico de cooperação no Mercosul. “Reafirmamos nosso compromisso com a integração regional e com a proteção dos direitos de crianças e adolescentes nas áreas de fronteira”, destacou. Ele acrescentou: “A Mesa Binacional não é apenas um instrumento formal, mas uma oportunidade concreta de unir esforços. A integração das políticas públicas entre Brasil e Uruguai permitirá ações mais eficazes de prevenção, fiscalização e acompanhamento das situações de trabalho infantil na fronteira.”
O coordenador de Cooperação Técnica Internacional do MTE, Durval Aires Neto, ressaltou a importância do momento: “É uma grande honra estar em Sant’Ana do Livramento, na fronteira com nosso país-irmão, o Uruguai, para celebrar um avanço significativo durante a presidência brasileira no Mercosul: a instalação desta mesa de fronteira”. Para ele, o Mercosul vai além de um bloco econômico. “É também um projeto social. Integrar pessoas e proteger direitos é tão essencial quanto integrar mercados”, afirmou.
Além da cerimônia de abertura, a programação contou com uma reunião técnica para definir como a mesa vai funcionar, elaborar um plano de ação inicial e discutir medidas conjuntas de fiscalização, conscientização e proteção.
Pioneirismo
A Mesa Binacional Brasil–Uruguai é a primeira desse tipo no Mercosul e deve servir de exemplo para outras fronteiras. O espaço será tripartite e inclusivo, reunindo governos, sindicatos, empregadores, conselhos tutelares, secretarias municipais, organizações sociais e organismos internacionais.
Com essa iniciativa, Brasil e Uruguai fortalecem a cooperação no âmbito da Unidade Especializada em Erradicação do Trabalho Infantil (Uepeti) do Subgrupo de Trabalho nº 10 do Mercosul, mostrando que só com diálogo social e coordenação regional será possível construir um futuro sem trabalho infantil nas fronteiras.
Principais pontos da Declaração Conjunta Brasil–Uruguai
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Reafirmação do compromisso dos dois países com a erradicação de todas as formas de trabalho infantil;
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Garantia da proteção integral de crianças e adolescentes como prioridade absoluta, em linha com normas nacionais e internacionais (Convenções 138 e 182 da OIT e Convenção sobre os Direitos da Criança);
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Valorização da cooperação entre Brasil e Uruguai, com integração de políticas públicas nas áreas de trabalho, educação, saúde, assistência social, justiça e direitos humanos;
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Fortalecimento do diálogo social, com participação de governos, trabalhadores, empregadores, sociedade civil e comunidades locais;
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Criação da Mesa Binacional como espaço permanente de coordenação e monitoramento das ações conjuntas;
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Reconhecimento do Mercosul e da Uepeti como instâncias estratégicas para a cooperação regional.
BRASIL
Silveira projeta liderança brasileira em segurança energética e transição sustentável na Alemanha
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu nesta segunda-feira (20/4), em Hanôver, na Alemanha, o fortalecimento da cooperação internacional em biocombustíveis como estratégia para ampliar a segurança energética e acelerar a transição sustentável. A declaração foi feita na reunião bilateral com a ministra federal de Assuntos Econômicos e Energia da Alemanha, Katherina Reiche, durante agenda oficial na feira mundial de tecnologia industrial, Hannover Messe.
Para o ministro Alexandre Silveira, a experiência brasileira demonstra como a diversificação da matriz energética pode fortalecer a segurança e reduzir vulnerabilidades externas. “A pluralidade energética é um grande desafio e, ao mesmo tempo, nossa maior força motriz. O Brasil já é exportador de petróleo e avançou para a autossuficiência na gasolina com a ampliação da mistura de etanol para E30. Quando utilizávamos E27, ainda havia necessidade de importação. Com o avanço do etanol, passamos a ser autossuficientes nesse segmento”, afirmou.
Na reunião, o ministro destacou a posição do Brasil como referência global em energia limpa, com uma matriz diversificada, sustentável e superavitária, especialmente no setor elétrico.
No campo dos combustíveis, Alexandre Silveira ressaltou o avanço do Brasil rumo à autossuficiência no refino, com destaque para o diesel. Atualmente, cerca de 80% do consumo nacional é atendido pela produção interna, o que amplia a resiliência diante de cenários internacionais de instabilidade. O ministro de Minas e Energia defendeu também que existe uma expectativa de que o país alcance a autossuficiência nesse segmento nos próximos anos.
O ministro ainda afirmou que o atual contexto internacional, marcado por instabilidades no setor energético, exige maior integração entre países com capacidades complementares. Nesse cenário, segundo Alexandre Silveira, o Brasil se apresenta como parceiro estratégico, especialmente na agenda de descarbonização dos transportes e da indústria.
Parcerias estratégicas
O diálogo bilateral evidenciou oportunidades concretas de parceria entre Brasil e Alemanha em áreas como pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação. Entre os destaques estão os combustíveis sustentáveis de aviação e novas rotas para biocombustíveis avançados. A experiência brasileira na produção, certificação e uso em larga escala desses combustíveis foi apontada como diferencial competitivo no cenário global.
Ao defender o aprofundamento da cooperação, o ministro Alexandre Silveira reforçou a importância de avançar em soluções conjuntas para o setor. “Contem com o Brasil e com a sinergia que devemos criar, especialmente neste momento de instabilidade energética, com suas consequências e desafios. Precisamos aproximar nossas equipes, trocar informações e avançar na construção de soluções conjuntas que garantam segurança energética aos nossos países”, destacou.
Durante o encontro, Silveira também propôs maior integração entre as equipes técnicas e o fortalecimento da cooperação institucional, com foco na articulação de políticas públicas que viabilizem investimentos, inovação e desenvolvimento no setor energético. O ministro de Minas e Energia ressaltou que o Brasil reúne condições favoráveis para esse avanço, com estabilidade regulatória, segurança jurídica e ampla capacidade produtiva.
A reunião integra um contexto mais amplo de fortalecimento da Parceria Energética Brasil-Alemanha, consolidada como instrumento estratégico para alinhar prioridades em temas como transição energética, descarbonização industrial e modernização dos sistemas energéticos.
Ao final, o ministro Alexandre Silveira reiterou o convite para que a delegação alemã visite o Brasil e aprofunde o diálogo sobre projetos conjuntos. A expectativa é que a cooperação avance com foco em resultados concretos, ampliando investimentos e contribuindo para uma transição energética equilibrada, justa e sustentável.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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