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Brasil e Vietnã celebram cooperação econômica em áreas prioritárias do comércio e indústria
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou a missão internacional no Vietnã, tendo a integração econômica e a expansão do comércio entre o Brasil e aquele país como um dos eixos centrais. Cumpre agenda no país asiático junto à delegação brasileira, representando o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, o secretário-executivo Márcio Elias Rosa, que participou, nesta sexta-feira (28/3), em Hanói, da cerimônia de assinatura de atos bilaterais.
Um deles é o memorando de entendimento que cria o Grupo de Direção de Cooperação Comercial e Industrial, cujo objetivo é promover a cooperação econômica em áreas prioritárias para o comércio e criar condições favoráveis à expansão das relações bilaterais.
“Com a assinatura do memorando, Brasil e Vietnã renovam esforços conjuntos para fortalecer a parceria em temas econômicos e comerciais. Temos adiante oportunidades extraordinárias para avançarmos em setores estratégicos, como alta tecnologia, transformação digital, transição energética, biocombustíveis, proteção ambiental e mudanças climáticas”, reforçou o ministro Geraldo Alckmin, no Brasil, no exercício da Presidência da República.
Além de estabelecer um mecanismo que viabilize o fortalecimento do comércio e o aperfeiçoamento da capacidade industrial do Brasil e do Vietnã, o grupo criado por meio do memorando terá como uma de suas atribuições a identificação de oportunidades e a diversificação do comércio entre os dois países. Está prevista a realização de estudos conjuntos, de programas de treinamento e intercâmbio de informações. Para isso, planos de trabalho serão estabelecidos.
Em Hanói, o secretário-executivo do MDIC disse que os dois países já têm uma relação relevante com potencial para ser ampliado. “Atualmente, o Vietnã é o maior parceiro comercial do Brasil na ASEAN e o Brasil é o principal parceiro do Vietnã na América do Sul. A partir desta Missão, a expectativa é expandir essa importante cooperação em setores de alto valor agregado, como biotecnologia, semicondutores, mobilidade sustentável, digitalização industrial e inteligência artificial”, declarou Márcio Elias Rosa, que, para finalizar, disse acreditar que, juntos, os dois países se consolidam no cenário global como atores essenciais para o fortalecimento do papel da ciência e da tecnologia na promoção do bem-estar social e da sustentabilidade.
O memorando de entendimento foi assinado, em Hanói, pelo MDIC e pelo Ministério da Indústria e Comércio do Vietnã (MOIT).
Leia sobre a Missão Internacional do presidente Lula no Japão:
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Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino
O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.
Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade.
O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.
As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.
Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:
|
Secretarias municipais |
2024 |
2026 |
|
Índices |
Brasil |
Brasil |
|
Geral |
26,6 |
34,7 |
|
Institucionalização |
38,7 |
55,8 |
|
Formação |
20,4 |
28,7 |
|
Gestão |
26,0 |
27,0 |
|
Material Didático |
31,1 |
34,2 |
|
Financiamento |
20,6 |
39,9 |
|
Avaliação e Monitoramento |
45,0 |
60,2 |
Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).
Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.
As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.
Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação



