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Brasil firma novo acordo de cooperação policial com Argentina e Paraguai para reforçar segurança na Tríplice Fronteira
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Buenos Aires, 29/05/2025 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, assinou, nessa quinta-feira (29), em Buenos Aires, um novo acordo de cooperação policial com os governos da Argentina e do Paraguai. A iniciativa marca a renovação do Comando Tripartite da Tríplice Fronteira, mecanismo criado para promover ações conjuntas de segurança entre os três países na região onde se encontram as cidades de Foz do Iguaçu (Brasil), Ciudad del Este (Paraguai) e Puerto Iguazú (Argentina).
O novo instrumento foi firmado ao lado da ministra da Segurança Nacional da Argentina, Patricia Bullrich, e do ministro do Interior do Paraguai, Enrique Riera Escudero, durante as Reuniões de Ministros da Justiça e de Interior e Segurança Pública do Mercosul. O acordo atualiza os termos do pacto original, em vigor desde 1996, reforçando o compromisso regional no combate ao crime organizado.
Durante a cerimônia de assinatura, os ministros renovaram o compromisso de Argentina, Brasil e Paraguai com o enfrentamento à criminalidade transnacional e com o desenvolvimento socioeconômico da região. O ministro Lewandowski destacou a importância da atuação coordenada das forças de segurança nas áreas de fronteira e ressaltou que o modelo de cooperação estabelecido pode ser expandido para outras regiões estratégicas do país.
O que é o Comando Tripartite da Tríplice Fronteira
O Comando Tripartite é uma estrutura permanente de cooperação entre as forças de segurança dos três países, com foco no combate ao crime organizado transnacional — como o tráfico de drogas, de armas, de pessoas e crimes financeiros. Ele funciona por meio dos Núcleos de Inteligência Policial e Operações de Fronteira (N.I.O.F.), grupos integrados por policiais federais e nacionais de Brasil, Argentina e Paraguai, posicionados estrategicamente nas zonas de fronteira.
Esses núcleos atuam no intercâmbio de informações e na realização de operações conjuntas. O objetivo é garantir uma resposta rápida, coordenada e eficaz aos crimes que afetam a segurança regional. As ações são planejadas de forma conjunta, respeitando as legislações nacionais e os direitos humanos.
O acordo firmado nessa quinta-feira estabelece regras claras de funcionamento do Comando, define responsabilidades e compromissos de cada país, e detalha como será feita a coordenação entre os núcleos de inteligência. Além disso, garante a confidencialidade das informações compartilhadas, respeitando a soberania dos Estados e suas legislações internas.
Também estão previstas ações de formação e de capacitação conjuntas, o intercâmbio de boas práticas e a possibilidade de criação de grupos de trabalho especializados em temas como cibercrime, lavagem de dinheiro, crimes ambientais e terrorismo.
Integração pela segurança
Com vigência inicial de cinco anos, renováveis automaticamente, o novo acordo representa mais um passo concreto na integração regional em segurança pública. O fortalecimento da atuação conjunta dos países da Tríplice Fronteira tem como meta combater as organizações criminosas com mais eficiência, proteger as populações locais e criar um ambiente mais seguro para o desenvolvimento da região.
O ministro Lewandowski ressaltou ainda que o modelo de governança do Comando Tripartite pode servir de exemplo para outras parcerias bilaterais ou trilaterais em áreas de fronteira. “Essa cooperação é essencial para garantir a segurança pública, a soberania e o bem-estar das populações que vivem em regiões fronteiriças. Queremos que esse tipo de iniciativa se espalhe e se torne referência na América do Sul”, afirmou.
A partir da assinatura, as reuniões organizacionais do Comando Tripartite serão retomadas, com definição de agendas, de planos de ação e da integração das equipes técnicas. O acordo reafirma o papel do Brasil como ator comprometido com a cooperação internacional e com o enfrentamento aos crimes que ultrapassam fronteiras.
BRASIL
Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo
Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.
A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.
Afroturismo
Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas.
Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.
Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.
Turismo 60+
A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.
Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.
”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.
Protagonismo indígena
Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.
Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.
Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.
Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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