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BRICS debate sobre comércio, investimento, cooperação econômica e multilateralismo
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Sob a presidência brasileira do BRICS, os Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e das Relações Exteriores (MRE) coordenaram, nesta segunda (24/3) e terça-feira (25/3), as reuniões técnicas virtuais do Grupo de Contato sobre Questões Econômicas e Comerciais (CGETI), que abordaram três temas prioritários: a negociação da Estratégia de Parceria Econômica do BRICS para o quinquênio 2026-2030, a importância do sistema multilateral de comércio, com a Organização Mundial de Comércio (OMC) em seu centro, e as políticas para alavancar a economia de dados entre países que integram o bloco econômico.
Criado em 2011 para propor cooperação, iniciativas e recomendações sobre questões econômicas e comerciais aos Ministros de Comércio dos BRICS, o CGETI é integrado por equipes técnicas de todos os países que integram o bloco econômico. O objetivo desses encontros é preparar as discussões que serão levadas para a reunião de Ministros de Comércio, marcada para 21 de maio.
No primeiro dia, o grupo conduziu conversas que, segundo a proposta da presidência brasileira, objetivam uma Declaração conjunta sobre a OMC e o Sistema Multilateral de Comércio, expressando a prioridade atribuída pelos países do bloco ao multilateralismo econômico e a um sistema de comércio multilateral aberto, transparente e equitativo. A declaração reiteraria o apoio político dos membros dos BRICS à reforma da OMC e ao trabalho desenvolvido pela entidade, além do fortalecimento do Sistema Multilateral de Comércio.
As equipes que compõem o CGETI também iniciaram discussões que visam atualizar a Estratégia para a Parceria Econômica do BRICS 2030, documento estratégico instituído durante a presidência russa em 2020, cujo objetivo é nortear a cooperação do grupo em questões econômicas relacionadas a comércio, investimento e finanças, economia digital e desenvolvimento sustentável.
Já nesta terça-feira (25), o grupo conduziu as conversas sobre a importância da economia de dados na comunidade de economia digital dos BRICS. Esse tema já havia sido abordado em um seminário online organizado pelo MDIC e pelo MRE no dia 18 de março. Na reunião técnica de hoje, a presidência brasileira propôs explorar mecanismos que aprimorem o fluxo de dados entre os países do BRICS, reconhecendo que a troca de dados é fundamental para a economia digital.
A delegação compartilhou experiências políticas e práticas relacionadas aos marcos nacionais de governança de dados e discutiu alternativas para melhorar a economia de dados. O objetivo é melhorar os fluxos entre os países membros e chegar a um entendimento sobre a governança da economia de dados do BRICS.
As próximas reuniões técnicas do CGETI estão marcadas para os dias 10 e 11 de abril e 19 e 20 de maio.
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Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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GT reúne setor produtivo para debater competitividade e melhoria do ambiente de negócios
Mais de 100 representantes do setor produtivo, entidades e sociedade participaram, na quarta-feira (16/9), de reunião para apresentação dos avanços da Agenda para a Redução do Custo Brasil. Uma das novidades anunciadas foi a mudança do nome para Agenda Brasil Mais Competitivo, em norma a ser publicada.
Pela primeira vez desde a instituição do Grupo de Trabalho, a reunião foi aberta à participação do setor produtivo, de entidades representativas e da sociedade em geral. A iniciativa foi promovida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) e pela Secretaria de Competitividade e Política Regulatória (SCPR) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Durante o encontro, representantes dos ministérios responsáveis pelos setores de energia e transportes apresentaram a evolução de políticas e iniciativas relacionadas ao ciclo 2023-2025 e os principais avanços em medidas com potencial de impacto sobre o ambiente de negócios e a competitividade.
Energia, gás e logística em debate
A programação da reunião incluiu apresentações de representantes dos Ministérios de Portos e Aeroportos, dos Transportes e de Minas e Energia.
O Ministério de Portos e Aeroportos apresentou a Política Nacional Setorial de Identificação Biométrica. Na sequência, o Ministério dos Transportes apresentou o Plano Nacional de Logística 2050. Pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o Departamento de Gás Natural apresentou as ações do governo federal no mercado de gás natural e sua importância para a melhoria da competitividade no Brasil.
Também foram apresentadas iniciativas relacionadas ao setor de energia elétrica, com destaque para medidas voltadas à melhoria do sinal de preços, incluindo a Consulta Pública MME nº 218/2026, a regulamentação do curtailment e a regulamentação do Encargo de Reserva de Capacidade (Ercap), de modo a considerar o perfil de carga.
Setor produtivo participa do debate
Após as explanações foi aberto espaço para manifestações dos participantes, ampliando o diálogo entre governo, setor produtivo e entidades representativas. As manifestações destacaram gargalos, especialmente quanto a celeridade nos processos de prestação de serviços públicos, de modo a reduzir entraves que impactam diretamente a atividade produtiva.
Nova Agenda
A Agenda Brasil Mais Competitivo foi apresentada como resultado do trabalho desenvolvido nos últimos anos, especialmente na seleção das propostas que integram a carteira. Dentro do processo foram identificadas melhorias e aprimoramentos regulatórios a fim de enfrentar entraves concretos ao ambiente de negócios e que possam contribuir para o aumento da competitividade da economia brasileira.
A construção da nova carteira se deu por meio de consulta pública que contabilizou mais de 270 contribuições, resultando em novas propostas prioritárias, que se somam aos projetos remanescentes do ciclo anterior e devem ser implementadas ao longo do próximo período.
Assim, a nova Agenda está na etapa de desenho e validação, em conjunto com os ministérios setoriais, dos planos de ação de cada projeto da carteira.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços



