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Caravana Interministerial do Rio Doce visita municípios
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O Ministério da Educação (MEC) participará, entre os dias 24 e 28 de março, da Caravana Interministerial do Rio Doce, que percorrerá diversos municípios atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015 em Mariana (MG). A Caravana faz parte das ações do Acordo Judicial para Reparação Integral e Definitiva Relativa ao Rompimento da Barragem de Fundão, assinado em 2024, e visa explicar e dialogar com a população a respeito dos compromissos assumidos pelo Governo Federal.
O acordo, que tem um valor total de R$ 100 bilhões, trata-se de uma repactuação firmada entre a União, os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, os Ministérios Públicos, as Defensorias Públicas e as mineradoras responsáveis pelo ocorrido. Dentre as iniciativas previstas, está a criação do Programa de Retomada Econômica (PRE), que contará com o eixo “Fomento à Educação, Ciência, Tecnologia e Informação”, com investimento de R$ 2 bilhões. A ação será coordenada pelo MEC e pelos ministérios de Minas e Energia (MME) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Durante a Caravana, o MEC se reunirá com lideranças comunitárias, movimentos sociais, secretarias municipais e estaduais de educação, universidades e institutos federais. A Pasta será representada por membros da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), sendo eles o coordenador-geral de Políticas de Educação do Campo, Evandro Medeiros, e a coordenadora-geral de Políticas Educacionais Indígenas, Pierlângela Cunha.
PRE – O Programa de Incentivo à Educação, à Ciência, Tecnologia e Inovação, à Produção e de Retomada Econômica da Bacia do Rio Doce e Litoral Norte do Espírito Santo (PRE) foi instituído pelo Anexo 5 do Novo Acordo do Rio Doce e será implementado pelo Governo Federal. A finalidade é contribuir para a dinamização socioeconômica e produtiva, bem como fomentar a educação, a ciência e a inovação na região. O PRE é estruturado nos seguintes eixos:
- Fomento Produtivo, gerido pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).
- Fomento às Cadeias Produtivas Agropecuárias e Florestais, gerido pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
- Fomento à Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação, gerido pelo MME, pelo MEC e pelo MCTI.
Entre as ações previstas para serem coordenadas pelo MEC, estão o apoio a pesquisas, o desenvolvimento de materiais didáticos e pedagógicos, a formação de profissionais de educação e a melhoria da infraestrutura das instituições de ensino. Essas ações estarão relacionadas a temas como sociobiodiversidade, prevenção de desastres e resiliência às mudanças climáticas.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Presidência da República e da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
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Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes
O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.
O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.
Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.
Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.
Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.
Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação



