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Carnaval em alto-mar: cruzeiros devem movimentar 40 mil turistas pelo Brasil
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Enquanto a folia já começa a tomar conta das ruas, cerca de 40 mil pessoas entre passageiros e tripulantes vão escolher o mar como cenário para viver o Carnaval de 2026, é o que revela o levantamento feito pelo Ministério do Turismo, em parceria com a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (CLIA Brasil). Entre os dias 13 e 23 de fevereiro, dez navios de cruzeiro devem realizar embarques e escalas pelos destinos brasileiros, consolidando o período como um dos mais movimentados para o turismo marítimo.
Além do volume de viajantes, o impacto econômico também chama atenção. Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com a CLIA Brasil aponta que o gasto médio por passageiro chega a R$ 709,47 nas cidades de escala e a R$ 918,15 nos portos de embarque e desembarque, considerando efeitos diretos, indiretos e induzidos. Na prática, esses recursos se transformam em consumo nos destinos visitados, com turistas frequentando o comércio local, bares e restaurantes, além de contratar agências de turismo receptivo, passeios guiados, transfers, experiências culturais e serviços de lazer.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o turismo de cruzeiros tem um papel estratégico para o Brasil, especialmente em grandes feriados como o Carnaval. “Ele movimenta pessoas, gera renda nos destinos, fortalece economias locais e amplia as opções de viagem para diferentes perfis de turistas. É um segmento que contribui diretamente para o desenvolvimento do turismo nacional e regional”, afirmou.
As operações para o período carnavalesco incluem cruzeiros de cabotagem e de longo curso, evidenciando a força do setor em um dos feriados mais estratégicos do calendário turístico nacional.
Para o presidente executivo da CLIA no Brasil, Marco Ferraz, a época é uma oportunidade tanto para o viajante quanto para os destinos. “O Carnaval é um dos momentos mais desejados para viajar, e os cruzeiros conseguem reunir diversão, conforto e variedade de destinos em uma única experiência. Essa movimentação gera impactos econômicos relevantes, fortalece a cadeia do turismo e cria oportunidades de emprego nos destinos visitados”, destaca.
PRINCIPAIS ROTEIROS – Os itinerários nacionais incluem destinos consagrados do litoral brasileiro, como Angra dos Reis (RJ), Balneário Camboriú (SC), Búzios (RJ), Ilhabela (SP), Ilha Grande (RJ), Maceió (AL), Paranaguá (PR), Paraty (RJ), Porto Belo (SC), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande, Salvador (BA), Santos (SP) e São Francisco do Sul (SC), além de escalas internacionais em Buenos Aires, Montevidéu e Punta del Este, ampliando o fluxo de visitantes e fortalecendo a integração turística regional.
E VOCÊ JÁ PENSOU EM PULAR O CARNAVAL EM UM CRUZEIRO?
Mais do que transporte, os cruzeiros se consolidam como uma experiência completa durante o Carnaval. A bordo, os passageiros encontram uma programação que vai de festas temáticas e shows ao vivo a espaços dedicados ao descanso e ao bem-estar, com gastronomia variada, teatro, piscinas, spa, academia e áreas para crianças e adolescentes, tudo sem a necessidade de trocar de hotel ou enfrentar longos deslocamentos.
CLIA BRASIL – A CLIA no Brasil (Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos) é uma entidade sem fins lucrativos, fundada em 2006, com o objetivo de atuar na regulamentação, promoção e expansão da atividade no Brasil. A Associação faz parte da Cruise Lines International Association (CLIA), voz unificada e principal autoridade da comunidade global de Cruzeiros Marítimos e atua com navios de cruzeiros da Amera, Costa Diadema, Costa Favolosa, MSC Armonia, MSC Fantasia, MSC Preziosa, MSC Seaview, MSC Sinfonia, Vasco da Gama entre outros.
Por Fábio Marques
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo
Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.
A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.
Afroturismo
Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas.
Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.
Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.
Turismo 60+
A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.
Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.
”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.
Protagonismo indígena
Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.
Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.
Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.
Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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