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Celso Sabino destaca apoio do Ministério do Turismo ao desenvolvimento econômico do DF

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A contribuição do turismo cívico e de negócios à economia do Distrito Federal foi o assunto de palestra do ministro do Turismo, Celso Sabino, na noite desta terça-feira (29.04) na Câmara de Dirigentes Lojistas do Distrito Federal (CDL-DF), em Brasília (DF). Na ocasião, Sabino apontou ações adotadas pelo Ministério do Turismo (MTur) para ampliar o desenvolvimento do setor na capital, mediante parcerias com a Secretaria de Turismo do DF (Setur-DF) e o trade turístico local.

Entre as ações possíveis, o ministro destacou o apoio a eventos em Brasília, a fim de atrair visitantes. “Com recursos do Orçamento da União e através de parceria com a CNC, estamos investindo como nunca em eventos para a atração de turistas de norte a sul do país. E, claro, passando por Brasília, como o aniversário da cidade e tantas outras realizações. Reativamos o Salão Nacional do Turismo, inclusive com a primeira edição desse novo momento sendo feia aqui”, ressaltou.

Celso Sabino também enfatizou o suporte do MTur ao aumento da conectividade aérea do DF por meio do “Conheça o Brasil: Voando”, uma colaboração junto a empresas do ramo. “Prova disso foi que, no ano passado, o Aeroporto de Brasília superou o recorde histórico de movimentação. São raríssimos os momentos em que você trafega no Aeroporto e não encontra corredores cheios”, afirmou o ministro, que recebeu uma homenagem da CDL-DF pelo apoio ao turismo local.

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Sabino observou que o desempenho positivo do turismo nacional – com recordes na chegada de estrangeiros e de gastos deste público no país – favorece investimentos na área. “No ano passado, o turismo do Brasil recebeu US$ 360 milhões em investimentos estrangeiros, volume 40% maior que o ano anterior. Este é um mercado promissor e os resultados estão apenas começando”, salientou o ministro, que também atua como presidente do Conselho Executivo da ONU Turismo.

Já o secretário de Turismo do DF, Cristiano Araújo, enalteceu a atenção do MTur ao fortalecimento do ramo na capital. “Agradecer o apoio que o senhor (ministro) tem dado como os recursos para os shows do aniversário de Brasília”, comentou. O presidente da CDL-DF, Eduardo Rodrigues, por sua vez, defendeu empenho por mais parcerias entre turismo e comércio. “O turismo e o comércio caminham juntos. Quando um cresce, o outro se desenvolve”, justificou.

O evento desta terça-feira contou, ainda, com as presenças do presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), José César da Costa; do presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF), José Aparecido; da diretora-superintendente do Sebrae-DF, Rose Rainha, e do presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-DF, Fernando Ribeiro, entre outros.

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TURISMO CÍVICO – O Ministério do Turismo e a Secretaria de Turismo do DF trabalham para o desenvolvimento do programa “Conheça o Brasil: Cívico”, que busca impulsionar a economia de Brasília em períodos de baixa movimentação de visitantes na capital federal. O objetivo é incentivar estudantes, professores e pesquisadores de todo o país a conhecerem Brasília e verem de perto atrativos históricos, culturais e naturais da capital federal e do seu entorno.

NEGÓCIOS – Dados da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (ABRACORP) indicam o avanço do segmento no país. Em 2024, o setor teve faturamento recorde de R$ 13,5 bilhões contra os R$ 11,2 bilhões de 2023. O Brasil também figura na lista de destinos mais procurados por viajantes de negócios europeus, ocupando a 9ª posição no ranking intercontinental da BCD Travel, empresa holandesa de gestão de viagens corporativas

Por André Martins

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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