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Celular Seguro completa dois anos com expansão de acesso, inovações e reconhecimento nacional

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Brasília, 19/12/2025 – Lançado em 19 de dezembro de 2023 pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o Celular Seguro chega ao segundo aniversário consolidado como ferramenta estratégica de proteção digital e combate a fraudes envolvendo celulares no Brasil. A plataforma, que já conta com aproximadamente 3,8 milhões de usuários, ampliou recentemente [ https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/noticias/mjsp-amplia-acesso-do-cidadao-ao-celular-seguro] o acesso a todos os brasileiros, recebeu reconhecimento governamental e incorporou mecanismos para combater a comercialização de aparelhos roubados, furtados ou extraviados, permitindo consulta rápida e integrada a bases de dados de celulares com restrição.

Envio de notificações aos celulares com restrição

Em abril de 2025, o MJSP iniciou o envio de notificações automáticas, via WhatsApp, para telefones habilitados em aparelhos com alerta de roubo, furto ou perda.

As mensagens são enviadas por contas oficiais assim que um novo chip é inserido em um celular com restrição. O texto orienta o usuário a comparecer a uma delegacia para regularizar a situação. As notificações buscam combater o comércio ilegal e apoiar as polícias civis na devolução dos aparelhos aos proprietários.

Cadastro Nacional de Celulares com Restrição

A regulamentação do Cadastro Nacional de Celulares com Restrição (CNCR), em julho de 2025 [https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/noticias/mjsp-regulamenta-o-cadastro-nacional-de-celulares-com-restricao], permitiu a criação de uma consulta integrada que reúne informações sobre aparelhos roubados, furtados ou extraviados. A ferramenta abrange dados do Celular Seguro, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Banco Nacional de Boletins de Ocorrência.

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Com a novidade, qualquer consumidor pode verificar se o aparelho que pretende comprar possui registro de restrição. A consulta é feita diretamente pelo aplicativo, utilizando o número do IMEI do celular. A iniciativa facilita decisões de compra mais seguras e ajuda a combater a circulação de aparelhos ilegais.

Apesar de integrar bases de dados de órgãos de segurança e de operadoras de telefonia, o CNCR não substitui a necessidade de o consumidor exigir a nota fiscal antes da compra.

Ampliação de acesso aos cidadãos

Qualquer cidadão vítima de roubo, furto ou perda pode registrar a ocorrência no aplicativo em até 15 dias após o ocorrido, mesmo que não tenha cadastro prévio na plataforma. Para isso, basta acessar o serviço pela versão web ou por qualquer dispositivo — como tablet ou celular de outra pessoa — e emitir o alerta.

Segundo levantamento do MJSP, em 2025, cerca de 80% dos alertas de restrição foram gerados por pessoas que se cadastraram somente após o crime, o que comprova o alcance universal da ferramenta.

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Para evitar alertas indevidos por pessoas mal-intencionadas, a medida de segurança exige que o bloqueio seja feito pelo titular da linha ou por uma pessoa de confiança cadastrada previamente no aplicativo.

Reconhecimento no Prêmio VitrineGov

Neste mês, o projeto foi premiado na 1ª edição do Prêmio VitrineGov, organizado pela Secretaria de Governo Digital (SGD) do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. O Celular Seguro venceu na categoria “Geral” por sua inovação e eficiência no combate ao roubo, furto e extravio de aparelhos no País.

O prêmio reconhece a ferramenta como uma das melhores práticas de transformação digital no setor público, com base em critérios como criatividade, impacto e adaptabilidade. A premiação reforça a importância do aplicativo para a segurança pública e o consolida como exemplo de serviço digital de qualidade.

O Celular Seguro permite ao usuário bloquear não apenas o aparelho e a linha telefônica, mas também contas em aplicativos de bancos e instituições financeiras parceiras. Além disso, a plataforma facilita a atuação das polícias estaduais na recuperação e devolução dos aparelhos aos proprietários.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

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Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

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​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

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​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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