BRASIL
Chico Macena abre etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho no Rio de Janeiro
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A etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT) será realizada na próxima quarta-feira, 11 de dezembro, no Rio de Janeiro, com abertura conduzida pelo ministro do Trabalho e Emprego em exercício, Chico Macena. A presença do ministro reforça o compromisso do MTE com o diálogo social, a valorização do trabalho e a construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do mercado de trabalho no estado.
O evento ocorrerá das 8h às 18h, na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), reunindo representantes de trabalhadores, empregadores e governo para debater os desafios do mercado de trabalho fluminense e elaborar propostas que serão encaminhadas à etapa nacional, prevista para março de 2026, em São Paulo.
A II CNT é um espaço tripartite, paritário e democrático, criado para formular diretrizes e políticas públicas voltadas à promoção do trabalho decente, ao fortalecimento do diálogo social e à ampliação da inclusão produtiva no país.
Segundo o superintendente regional do Trabalho no Rio de Janeiro, Cláudio Secchin, o Diagnóstico do Trabalho Decente do estado aponta uma taxa de participação na força de trabalho de 64,3%, taxa de emprego de 58,7% e desemprego de 8,7%, indicadores ainda marcados por desigualdades estruturais. A informalidade permanece elevada — especialmente entre jovens, mulheres e trabalhadores com menor escolaridade — e há fortes disparidades regionais.
O estudo reforça a necessidade de ampliar políticas de qualificação profissional, proteção social, formalização e estratégias de desenvolvimento que garantam acesso a oportunidades, trabalho digno e redução de vulnerabilidades.
Secchin destaca que este é um momento decisivo para o estado. “A etapa estadual da II Conferência é uma oportunidade única para alinharmos as necessidades da classe trabalhadora, do setor produtivo e do poder público. Para enfrentar desafios como a informalidade e as desigualdades regionais, precisamos construir propostas que ampliem oportunidades, fortaleçam a proteção social e valorizem o trabalho decente. O diálogo social é o caminho para transformar essas demandas em políticas públicas efetivas”, afirma o superintendente.
As etapas estaduais da II CNT contam com apoio técnico da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Acesse aqui o Diagnóstico do Trabalho Decente do Rio de Janeiro.
Mais informações da II CNT aqui.
Etapa Estadual da II CNT – Rio de Janeiro
BRASIL
Wellington Lima destaca proteção a jornalistas e defensores de direitos humanos em homenagem a Dom Phillips e Bruno Pereira
Mais do que uma premiação, o concurso buscou preservar a memória do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, assassinados em junho de 2022 durante uma expedição no Vale do Javari, no Amazonas (AM). Reconhecidos pela atuação em defesa dos povos indígenas, da proteção ambiental e da liberdade de informação, os dois se tornaram símbolos da luta pelos direitos humanos e da necessidade de garantir segurança a jornalistas, comunicadores e defensores socioambientais.
Promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), com apoio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o concurso integra o Plano de Ação brasileiro para o cumprimento das medidas cautelares determinadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) após o assassinato de Phillips e Pereira. O concurso contou ainda com apoio do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Durante a cerimônia, Wellington Lima ressaltou a importância de preservar a memória dos jornalistas e destacou os avanços promovidos pelo Estado brasileiro para fortalecer a proteção de jornalistas, comunicadores e defensores de direitos humanos.
“Estamos aqui também para exercer o dever de memória. Bruno e Dom não devem ser lembrados apenas pela tragédia que os vitimou, mas pelo legado que construíram e pelas transformações que ainda inspiram o Brasil”, afirmou o ministro.
Segundo Wellington Lima, a atuação conjunta entre Governo e sociedade civil tem sido fundamental para a construção de respostas concretas às demandas relacionadas à proteção de direitos humanos e à liberdade de imprensa. Ele destacou a criação do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, espaço permanente de articulação que contribuiu para a elaboração do Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais.
Ao encerrar sua participação, o ministro reforçou a importância da responsabilização dos autores de crimes cometidos contra defensores de direitos humanos e profissionais da comunicação.
“Temos confiança de que as investigações e os processos judiciais desses casos devem seguir seu curso com a seriedade, a atenção e o rigor que essas situações exigem”, declarou.
Premiação reconhece iniciativas em defesa dos direitos humanos e do meio ambiente
Lançado em março deste ano, o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação recebeu 912 inscrições de todas as regiões do País. O concurso contemplou seis categorias: Reportagem em Texto, Fotojornalismo e Artes Visuais, Reportagem Audiovisual, Comunicação Indígena, Comunicação de Comunidades Tradicionais e Educação Midiática. Ao todo, foram distribuídos R$ 300 mil em premiações.
Em cada uma das seis categorias, foram premiadas três iniciativas. Os vencedores do primeiro lugar receberam R$ 30 mil, enquanto os segundos e terceiros colocados foram contemplados com R$ 15 mil e R$ 5 mil, respectivamente. A premiação buscou valorizar produções comprometidas com a promoção dos direitos humanos, a proteção ambiental, a defesa dos povos indígenas e o fortalecimento da comunicação de interesse público.
Também participaram da solenidade o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira; o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; a ministra interina dos Direitos Humanos e da Cidadania, Caroline Dias dos Reis; o secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey; a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto; o vice-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, José Luis Caballero Ochoa; o encarregado de Negócios da Embaixada do Reino Unido, Tony Kay; o adjunto do advogado-geral da União, Júnior Divino Fideles; e o representante das organizações peticionárias, Eliésio Marubo.
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