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Com nota do Enem, Fies e Prouni democratizam acesso à graduação
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Para garantir que cada vez mais jovens brasileiros tenham acesso à educação superior, o Ministério da Educação (MEC) criou o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Ambos utilizam as notas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), cujas inscrições se encerram na sexta-feira, 12 de junho, para oferecer bolsas de estudos e vagas para financiamento estudantil em instituições de ensino superior. As bolsas do Prouni são de dois tipos: aquelas que cobrem totalmente o valor da mensalidade e as que cobrem 50% da mensalidade. Já com o Fies, as condições de financiamento beneficiam os estudantes, especialmente aqueles que comprovem possuir renda familiar mais baixa. Com isso, esses programas têm conseguido ampliar o acesso à educação superior no Brasil.
O Enem é a principal porta de entrada para o ensino superior. Para participar, os interessados devem fazer a inscrição na Página do Participante. As provas serão aplicadas nos dias 8 e 15 de novembro em todos os estados da federação.
Prouni – O programa foi concebido em 2004 para oferecer bolsas de estudos em instituições privadas de ensino superior. Os estudantes são beneficiados com bolsas integrais, que cobrem 100% dos valores das mensalidades, e parciais, de 50% do valor da mensalidade do curso. Duas vezes por ano, o Prouni abre inscrições para selecionar estudantes com base nas notas obtidas em uma das duas edições mais recentes do Enem.
Para participar, é necessário ter nota média superior a 450 pontos e ter tirado acima de zero na redação. As inscrições para a edição do segundo semestre de 2026 serão abertas em julho. Pode participar quem realizou o Enem em 2024 e/ou 2025 e não tenha diploma de nível superior. Para obter a bolsa, é exigida de quem for pré-selecionado a comprovação de renda média familiar de um salário mínimo e meio para as bolsas integrais e três salários mínimos para parciais de 50%.
Os critérios de classificação e a ordem deles devem ser observados, como ter cursado o ensino médio em escola pública ou ter sido bolsista em escola particular, entre outros.
O Prouni não oferece apenas uma bolsa de estudos, ele transforma vidas, amplia horizontes e cria oportunidades para pessoas que sonham em ter uma formação de qualidade.” Jéssica Rodrigues, cirurgiã-dentista, ex-prounista
Nos mais de 20 anos desde a criação, a política já beneficiou mais de 3,7 milhões de pessoas, com destaque para mulheres e pessoas negras. A edição do primeiro semestre de 2026 registrou o recorde na oferta de bolsas com mais de 594,5 mil oportunidades entre integrais e parciais.
Uma das pessoas que teve sua vida transformada foi Jéssica Rodrigues, de 30 anos, que se formou em odontologia com a ajuda do programa. Ela conta que a família não conseguiria custear o curso. “Em fevereiro deste ano, concluí minha graduação e me tornei cirurgiã-dentista, uma conquista que representa anos de dedicação, perseverança e esperança. O Prouni não oferece apenas uma bolsa de estudos, ele transforma vidas, amplia horizontes e cria oportunidades para pessoas que sonham em ter uma formação de qualidade”, afirma.
Fies – O Fundo de Financiamento Estudantil foi criado em 2001 para conceder financiamento para cursos superiores em instituições privadas que tenham avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).
Sara da Rocha, de 21 anos, está realizando o sonho de cursar medicina por meio do Fies. “Optei por usar minha nota do Enem para começar o curso pelo programa. Fui bastante influenciada tanto pelos relatos positivos de amigos que já participavam do Fies, quanto pelos conselhos dos professores do pré-vestibular. O programa tem grande potencial e, sem ele, vários estudantes, que se tornaram ótimos profissionais, teriam desistido do ensino superior”, diz.
Anualmente, o Fies realiza dois processos seletivos regulares, sendo um para o primeiro semestre e outro para o segundo, além de etapas para o preenchimento de vagas remanescentes. Podem participar aqueles que fizeram pelo menos uma edição do Enem desde 2010 e que tiveram média superior a 450, sem zerar a redação, e que tenham renda familiar mensal bruta de até três salários mínimos por pessoa.
São reservadas vagas para pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência, em proporção à população desses grupos em cada estado, conforme Censo do IBGE. Em 2024, o MEC também passou a desenvolver o Fies Social, destinado ao atendimento das necessidades de estudantes de baixa renda, reforçando o papel social do financiamento estudantil. Com isso, a pasta reserva 50% das vagas em todos os processos seletivos e concede até 100% de financiamento para os estudantes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) que possuam renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo.
O programa tem grande potencial e, sem ele, vários estudantes, que se tornaram ótimos profissionais, teriam desistido do ensino superior.” Sara da Rocha, estudante de medicina pelo Fies
Enem – Instituído em 1998, o exame surgiu como uma forma de avaliar o desempenho escolar dos estudantes concluintes do ensino médio. No entanto, a partir de 2009, ele assumiu o papel de principal porta de entrada na educação superior, com suas notas podendo ser utilizadas para o Prouni, o Fies e o Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
Instituições de ensino públicas e privadas também utilizam o Enem para selecionar estudantes, como critério único ou complementar de seleção. Os resultados individuais do Enem podem, ainda, ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação
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Operação com apoio do Ciberlab prende grupo investigado por golpe em idosos com falsa identidade policial
Goiânia, 18/6/2026 – A Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou, nesta quinta-feira (18), a Operação Tríade, destinada ao combate de uma associação criminosa especializada na prática de fraudes eletrônicas contra pessoas idosas. A iniciativa contou com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e da Polícia Civil de São Paulo (PCSP). Sete pessoas foram presas e sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
A apuração conduzida pelo Grupo de Repressão a Estelionatos e Outras Fraudes (Gref), da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), analisa a atuação do grupo criminoso que utilizava falsa identidade policial para induzir vítimas a realizar movimentações financeiras sob o pretexto de proteção patrimonial.
Falsos policiais
O trabalho investigativo teve início após o registro de ocorrência envolvendo uma vítima idosa que passou a ser contatada por indivíduos que se apresentavam como policiais civis. Durante vários dias, os suspeitos mantiveram contato com a vítima por ligações telefônicas, videochamadas e encontros presenciais, convencendo-a de que estaria colaborando com uma suposta apuração sobre fraudes bancárias.
Os criminosos acompanharam a vítima até instituições financeiras e orientaram a realização de operações bancárias que resultaram na transferência de recursos para contas controladas pelo grupo.
A investigação identificou a existência de uma estrutura criminosa organizada, composta por diferentes frentes de atuação. Entre elas, o grupo responsável pela engenharia social e abordagem das vítimas, o setor financeiro encarregado da movimentação dos valores obtidos ilicitamente e a estrutura dedicada à gestão de contas bancárias utilizadas para recebimento, circulação e ocultação dos recursos provenientes das fraudes.
Análises bancárias, telemáticas e telefônicas apontaram atuação coordenada dos investigados em diferentes municípios do estado de São Paulo, com utilização de múltiplas contas bancárias e recursos tecnológicos destinados a dificultar a identificação dos autores e a rastreabilidade dos valores.
As apurações prosseguem com a análise dos materiais apreendidos e a continuidade das diligências para identificação de possíveis novas vítimas e de outros integrantes da organização criminosa.
“Esta operação demonstra o compromisso da Polícia Civil de Goiás no combate às fraudes eletrônicas que vitimizam especialmente pessoas idosas. Ressalto a importância do apoio do Ciberlab, cuja atuação integrada foi fundamental para o planejamento e a deflagração da operação, fortalecendo a cooperação entre as forças de segurança e ampliando a capacidade de enfrentamento ao crime organizado digital”, afirmou a delegada responsável pelo caso, Lara Soares de Castro.
Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato eletrônico qualificado praticado contra pessoa idosa e lavagem de dinheiro. Consideradas as penas máximas previstas para os principais delitos apurados, as sanções podem alcançar até 29 anos de reclusão, além de multa.



