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Começa a 4° edição do Elas Exportam com recorde de inscrições em mentorias para negócios femininos
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Com recorde de inscrições, começou nesta quarta-feira (3/4) a 4° edição do Programa Elas Exportam. A iniciativa, liderada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), visa a impulsionar a participação feminina no comércio exterior brasileiro.
Nesta edição, o programa recebeu inscrições de 1.106 mulheres, sendo 402 para o banco de mentoras, novidade desta edição, e 704 para as vagas de mentoradas. A seleção das 50 duplas levou em conta vários critérios, como o porte das empresas e se as participantes têm produto ou serviço com potencial de exportação, entre outros.
A capacitação, que se inicia hoje e vai até dia primeiro de julho, irá promover sessões de mentorias individuais e uma sessão de mentoria individual em propriedade intelectual. Também serão desenvolvidas atividades coletivas, como seminários sobre autoimagem, propriedade intelectual, financiamento e inteligência de mercado e treinamento prático e teórico de apresentação pitch.
Dentre as mentoradas selecionadas, 46% são mulheres negras (pretas e pardas) e 46% brancas; e 58% são das regiões Sul e Sudeste e 42% das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. As empreendedoras atuam em setores diversos, sendo os principais: Moda (22%), Alimentos, Bebidas e Agronegócios (20%), e Higiene pessoal e cosméticos (14%). Muitas já possuem negócios consolidados no mercado interno e buscam agora expandir seus horizontes.
Depoimentos das participantes de outras edições ressaltam a importância e o impacto do Elas Exportam. “O programa foi uma experiência transformadora para o Engenho Café de Açaí. Me deu o conhecimento e as conexões para levar meu açaí para EUA, Alemanha e Austrália”, conta Valda Gonçalves, fundadora do Engenho Café de Açaí. “Com o apoio do programa, me senti encorajada a iniciar a jornada de exportação do meu produto para o México”, conta Yasmin Oliveira, dona da Effata.
Para a Secretária Executiva Adjunta do MDIC, Aline Damasceno, o Elas Exportam reforça o compromisso do governo com um comércio exterior mais inclusivo. “E vemos que esse compromisso tem valido a pena. A cada edição, o Elas Exportam se fortalece como um importante programa para a inserção das mulheres no comércio exterior, comprovando não só a eficácia do seu formato, mas também o impacto positivo na trajetória das participantes”, destacou a secretária durante a abertura do curso.
já a diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Paula Repezza, que também participou da abertura, o programa Elas Exportam é um passo importante na construção de um comércio exterior mais inclusivo e representativo. “Acreditamos que apoiar o protagonismo feminino nos negócios internacionais é estratégico para a competitividade do Brasil. A ApexBrasil tem orgulho de impulsionar essa agenda em parceria com o MDIC, contribuindo para que cada vez mais mulheres estejam à frente das exportações brasileiras.”
A 5ª edição do programa está prevista para o segundo semestre deste ano, e as inscrições para o banco de mentoras, que será acionado novamente, seguem abertas durante todo o ano. As inscrições podem ser feitas AQUI.
Sobre o Elas exportam – O Elas Exportam faz parte da Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE) e conta com benefícios alinhados à Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual, como a parceria do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e da International Chamber of Commerce (ICC) Brasil para a realização de capacitação em propriedade intelectual. O programa também tem o apoio do Banco do Brasil (BB) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino
O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.
Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade.
O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.
As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.
Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:
|
Secretarias municipais |
2024 |
2026 |
|
Índices |
Brasil |
Brasil |
|
Geral |
26,6 |
34,7 |
|
Institucionalização |
38,7 |
55,8 |
|
Formação |
20,4 |
28,7 |
|
Gestão |
26,0 |
27,0 |
|
Material Didático |
31,1 |
34,2 |
|
Financiamento |
20,6 |
39,9 |
|
Avaliação e Monitoramento |
45,0 |
60,2 |
Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).
Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.
As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.
Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação



