CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

BRASIL

Conheça iniciativas que ganharam o 2º Selo da Alfabetização

Publicados

BRASIL

A alfabetização na idade certa tem se consolidado como prioridade nacional, por meio do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), com avanços evidenciados pelos resultados do Indicador Criança Alfabetizada (ICA). Nesse sentido, o Ministério da Educação (MEC) premiou 4.710 municípios e 18 estados com a 2ª edição do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, nas categorias ouro, prata e bronze. O reconhecimento foi entregue em 23 de março deste ano, durante solenidade em Brasília (DF), com a participação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do então ministro da Educação, Camilo Santana. Instituída pelo Decreto Presidencial nº 12.191/2024, a 1ª edição do selo foi lançada em 2024 e integra o Compromisso Criança Alfabetizada, por meio do eixo estruturante “Reconhecimento de Boas Práticas”. 

Dos condecorados com o Selo de Alfabetização, 11 estados e 2.274 municípios alcançaram o selo ouro, enquanto seis estados e 1.890 municípios, o Selo Prata. Já o Selo Bronze foi concedido a um estado e 546 municípios. O objetivo é valorizar os esforços e as ações bem-sucedidas das secretarias de educação dos estados, do Distrito Federal e dos municípios na formulação e implementação de políticas, programas e estratégias que assegurem o direito à alfabetização das crianças.  

Confira abaixo alguns dos exemplos de sucesso empreendidos por entes federados para garantir a alfabetização na idade certa. Para compor a lista de estados, o critério de seleção foi ter alcançado, em 2025, o percentual mais próximo de 80% do Indicador Criança Alfabetizada (ICA), no comparativo por regiões do país. 

Nordeste  O Ceará alcançou o maior índice do território nacional, com percentual de 84% no ICA, resultado que rendeu ao estado o Selo Ouro. Para Luiza Aurélia Teixeira, articuladora da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), o desempenho da unidade Federativa (UF) vai além de um marco estatístico. De acordo com ela, representa a expressão concreta de uma política pública que compreende a alfabetização como direito fundamental e prioridade absoluta. “Ultrapassar a marca de 80% no Indicador Criança Alfabetizada significa afirmar, com evidência, que é possível garantir que nossas crianças aprendam na idade certa, desde que haja decisão política, continuidade administrativa e intencionalidade pedagógica”, afirma Teixeira. 

A dirigente destaca que o resultado é fruto de uma trajetória construída ao longo de anos, com base no regime de colaboração entre estado e municípios, na valorização dos professores, na formação continuada estruturada e no uso sistemático de avaliações para orientar as práticas pedagógicas. “No Ceará, a alfabetização não depende de ações pontuais, mas de uma engrenagem articulada que integra gestão, formação, acompanhamento e intervenção pedagógica, sempre com foco na aprendizagem de cada criança”, completa. 

Sul – Com resultado de 80% no ICA, o Paraná está entre os estados premiados. Representante da unidade federativa, a articuladora estadual da Undime, Claudinéia Avanzini, destaca que o percentual é fruto de um trabalho articulado com a rede, do envolvimento com o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, da orientação do MEC e da parceria constante entre o estado e os municípios. “Alcançar a meta projetada para 2030 só reforça que o nosso trabalho vale a pena e que essa articulação entre todos os entes federativos é essencial para garantir uma educação de qualidade e com equidade em todo o território nacional”, pontua. 

Leia Também:  Pé-de-Meia participa da ação Governo do Brasil na Rua no PI

A articuladora enfatiza que o objetivo é contemplar todas as crianças até o término do segundo ano do ensino fundamental. “Com certeza, esse engajamento global de todo o estado auxiliou nesse resultado tão positivo para nós. E daqui para frente, nossa intenção é continuar com esse trabalho esperando que a gente consiga avançar nesses números e tentar chegar em 100% de crianças alfabetizadas”, conclui a gestora. 

Centro-Oeste – Premiado com o Selo Ouro após alcançar 80% no ICA, o estado de Goiás é o destaque regional. Para a articuladora da Undime, Elisangela Maria de Oliveira, o reconhecimento da UF representa muito mais do que uma conquista numérica, pois é a materialização de um trabalho coletivo, comprometido e contínuo em favor da educação pública de qualidade. “Alcançar, já neste momento, a meta de 80% de crianças alfabetizadas, prevista para 2030, evidencia o esforço integrado entre gestores, articuladores, professores e toda a comunidade escolar. Esse resultado reforça que, quando há intencionalidade pedagógica, investimento em formação e acompanhamento sistemático, é possível transformar realidades e garantir o direito fundamental à aprendizagem na idade prevista”, destaca. 

De acordo com a articuladora, a premiação também fortalece o papel de Goiás no Centro-Oeste e no cenário nacional, por meio das políticas públicas de alfabetização. “O selo simboliza reconhecimento, mas também responsabilidade: a de manter os avanços conquistados, reduzir desigualdades, promover a equidade e continuar promovendo práticas pedagógicas eficazes. Para todos os envolvidos, esse momento reafirma que o caminho trilhado está correto e que o compromisso com cada criança alfabetizada deve permanecer como prioridade absoluta”, acrescenta. 

Sudeste  Também premiado com o Selo Ouro, o Espírito Santo obteve 77% no ICA e se consolidou como o destaque regional. A articuladora estadual da Rede Nacional de Articulação de Gestão, Formação e Mobilização (Renalfa) Undime/ES, Maria Muller Custódio, afirma que o prêmio é um reconhecimento do esforço coletivo e da dedicação das equipes de educação do Espírito Santo (PAES/CNCA), que trabalham para garantir que as crianças capixabas tenham acesso a uma alfabetização de qualidade. 

“Essa conquista reflete um trabalho colaborativo, apoiado em suporte técnico, formação de professores e gestão de redes comprometida. Nosso estado alcançou esse desempenho satisfatório no ICA, mostrando que está no caminho certo. O resultado é fruto da parceria entre a União, o estado e os municípios, e reforça a importância do regime de colaboração para garantir avanços na educação pública. Mais do que números, isso evidencia o desenvolvimento pleno das crianças desde os primeiros anos”, ressalta a articuladora. 

Leia Também:  Evento reuniu governo, trabalhadores e empregadores em debates sobre tecnologia, qualificação, proteção social e trabalho decente.

Norte  Em Rondônia, o percentual no ICA foi de 75%, maior valor da região Norte. No contexto das ações, a articuladora estadual da Undime, Cleide Siqueira Silva, destaca que a educação no estado avança de forma consistente, refletindo um trabalho colaborativo e sistêmico, alinhado a boas práticas nacionais. Para ela, os desafios vêm sendo superados por meio de políticas públicas eficientes, estruturadas e com foco na aprendizagem na idade certa. 

“Esse avanço é resultado do engajamento conjunto entre órgãos de controle, redes de ensino, formadores e articuladores, além da participação essencial de famílias, professores, gestores escolares, estudantes e pais. Cada um desses atores desempenha um papel fundamental na consolidação de uma política pública comprometida com resultados e equidade”, explica. “O foco na qualidade da educação ofertada tem nas parcerias institucionais e interfederativas seu ponto de partida e sustentação, garantindo a implementação de ações estruturantes, como a formação continuada de professores, coordenadores pedagógicos, gestores escolares e demais agentes da política educacional”, completa a representante do estado de Rondônia. 

Selo Alfabetização – O selo é entregue anualmente e constitui-se como a primeira fase do reconhecimento de boas práticas de estados e municípios. Entre os objetivos está o incentivo à adoção de políticas, programas, estratégias e práticas de gestão pública da educação comprometidos com as metas de alfabetização e de redução de desigualdades estabelecidas no Plano Nacional de Educação (PNE) e no CNCA. Outras finalidades são a sistematização e a disseminação de práticas exitosas, estimulando o compartilhamento de conhecimentos e inovações nas políticas de alfabetização.  

Compromisso – O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada é realizado em regime de colaboração entre a União e os entes federados. O objetivo é garantir que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas ao final do 2º ano do ensino fundamental, conforme previsto na Meta 5 do PNE. O programa busca, ainda, garantir a recomposição das aprendizagens, com foco na alfabetização de 100% das crianças matriculadas no 3º, 4º e 5º ano, tendo em vista o impacto da pandemia para esse público. 

O CNCA não propõe uma resposta única ou centralizada para todo o país. Cada estado, em colaboração com seus municípios, elaborará sua política de alfabetização do território, de acordo com as suas especificidades. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

Propaganda

BRASIL

MEC participa da 16ª Festa Literária das Periferias no Rio

Publicados

em

Ana Maria Gonçalves, Conceição Evaristo, Cidinha da Silva, Eliana Alves Cruz, Elisa Lucinda, Nei Lopes e Estêvão Ribeiro estão entre os autores que participam da 16ª edição da Festa Literária das Periferias (Flup), realizada de 23 a 27 de setembro no Rio de Janeiro. O evento ocorre no Teatro Municipal Carlos Gomes, na Sala Guarani e na Praça Tiradentes, com programação que reúne autores, pensadores, estudantes e professores e aborda temas relacionados à literatura negra, periférica e às matrizes ancestrais. 

Com o tema “As Filhas das Filhas das Filhas”, a edição homenageia a escritora Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra eleita para a Academia Brasileira de Letras (ABL). A programação conta também com a participação da pensadora norte-americana Kimberlé Crenshaw, além de intelectuais como Djamila Ribeiro, Cida Bento, Carla Akotirene, Jeferson Tenório, Sidnei Nogueira e Bianca Santana. A Flup inclui ainda atividades voltadas à produção audiovisual, entre elas trabalhos desenvolvidos pelo Laboratório de Narrativas Negras e Indígenas.  

O Ministério da Educação (MEC) participa da Flup por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi). Durante a programação, serão disponibilizados dois totens interativos para acesso ao MEC Livros, biblioteca digital de acesso público e gratuito. A programação completa da 16ª Flup pode ser consultada no site oficial do evento. 

A secretária da Secadi, Zara Figueiredo, pontuou que a literatura constitui um direito humano fundamental por sua capacidade de proporcionar o exercício da alteridade e a compreensão de dilemas existenciais. Também ressaltou que a literatura produzida por autores negros e periféricos expressa a diversidade cultural do país e aborda temáticas centrais da sociedade brasileira. Ela destacou ainda a relevância da presença do ministério no festival e enfatizou que a disponibilidade dessas obras na plataforma MEC Livros fortalece a representatividade, a autoestima e a aprendizagem dos estudantes na rede pública. 

Leia Também:  MME destaca políticas brasileiras para estimular o uso de combustíveis sustentáveis durante evento da IEA em Paris

Literatura negra e acervo digital – A programação do festival também se relaciona ao acervo do MEC Livros, biblioteca digital e gratuita que reúne obras de diversos autores presentes na 16ª Flup. Entre os títulos disponíveis está o romance histórico Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves, que inspira o tema desta edição do festival. Também integra a plataforma o título Canção para Ninar Menino Grande, de Conceição Evaristo, atualmente o quinto livro mais emprestado do acervo, além de outras obras da autora, como Becos da Memória, Ponciá Vicêncio, Literatura Negra: uma poética de nossa afro-brasilidade e Olhos d’água

O catálogo contempla também títulos como Um Exu em Nova York, Sobre-viventes! e Exuzilhar, de Cidinha da Silva; Nada Digo de Ti, que em Ti Não Veja, de Eliana Alves Cruz; Afro-Brasil Reluzentes, de Nei Lopes; e produções voltadas à infância e juventude, como Rê Tinta e a Revolução Escolar, de Elisa Lucinda, e Rê Tinta e o Pé de Jamelão, de Estêvão Ribeiro. 

O MEC Livros reúne autores de diferentes gerações, com obras de escritores como Maria Firmina dos Reis, Machado de Assis, Lima Barreto e Carolina Maria de Jesus, além de autores contemporâneos brasileiros e estrangeiros, entre eles Itamar Vieira Junior, Lilia Guerra, Eliane Marques, Tom Farias, Paulina Chiziane, Buchi Emecheta, Oyinkan Braithwaite, Akwaeke Emezi e Randall Kenan.  

Leia Também:  Pé-de-Meia participa da ação Governo do Brasil na Rua no PI

Sobre a plataforma – O MEC Livros é uma biblioteca digital de acesso público e gratuito, com mais de 25 mil títulos em formato digital, entre obras licenciadas e em domínio público. A plataforma integra ações relacionadas à ampliação do acesso à leitura e ao Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), em parceria com a Fundação Biblioteca Nacional, a Academia Brasileira de Letras, o Instituto Mojo de Comunicação Intercultural e a Companhia Editora de Pernambuco. 

O acesso pode ser feito via navegador ou aplicativo para dispositivos móveis, mediante login com a conta Gov.br. A plataforma permite o empréstimo gratuito de obras licenciadas, além da leitura ilimitada de títulos em domínio público. Para consultar o acervo e obter mais informações, acesse o portal do MEC Livros

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi e da Secretaria de Educação Básica (SEB)

Fonte: Ministério da Educação

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA