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Corrente de comércio cresce 5,6%, de janeiro a março de 2025, e chega a US$ 144,6 bi

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De janeiro até a 5° semana de março de 2025, as exportações totalizam US$ 77,3 bilhões e as importações US$ 67,3 bilhões, com saldo positivo de US$ 10 bilhões e corrente de comércio de US$ 144,6 bilhões, crescimento de 5,6% na comparação entre esses períodos.

No mês de março de 2025, as exportações somaram US$ 29,2 bilhões e as importações US$ 21 bilhões, com saldo positivo de US$ 8,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 50,2 bilhões, um crescimento de 4,3%. Esses e outros resultados foram apresentados nesta sexta-feira (4/4), durante coletiva de imprensa realizada pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Nos comparativos totais, considerando somente no mês de março de 2025 as exportações cresceram 5,5%, comparado o mês de março/2025 (US$ 29,18 bilhões) com março/2024 (US$ 27,66 bilhões). Em relação às importações, houve crescimento de 2,6% na comparação entre o mês de março/2025 (US$ 21,02 bilhões) com o mês de março/2024 (US$ 20,49 bilhões).

Já nos comparativos totais considerando o período de janeiro a março de 2025, nas exportações, comparado o valor de janeiro a março de 2025 (US$ 77,3 bilhões) com o de janeiro a março de 2024 (US$ 77,7 bilhões), houve queda de -0,5%. Já em relação às importações, houve crescimento de 13,7% entre o valor do período de janeiro a março de 2025 (US$ 67,3 bilhões) comparado com o período de janeiro a março de 2024 (US$ 59,2 bilhões).

Balança Comercial Mensal – Dados Consolidados – Março de 2024

Exportações por Setor e Produtos

As exportações no mês de março de 2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de US$ 1,13 bilhão (16,0%) em Agropecuária e de US$ 1,4 bilhão (10,1%) em produtos da Indústria de Transformação e queda de US$ 0,99 bilhão (-15,3%) em Indústria Extrativa.

No acumulado de janeiro a março 2025, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,74 bilhão (4,6%) em Agropecuária e de US$ 2,26 bilhões (5,6%) em produtos da Indústria de Transformação e queda de US$ 3,42 bilhões (-16,7%) em Indústria Extrativa.

já nas importações no mês de março de 2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,11 bilhão (22,8%) em Agropecuária e de US$ 0,88 bilhão (4,8%) em produtos da Indústria de Transformação e queda de US$ -0,47 bilhão (-33,0%) em Indústria Extrativa.

No acumulado de janeiro a março 2025, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,33 bilhão (24,1%) em Agropecuária e de US$ 8,53 bilhões (15,9%) em produtos da Indústria de Transformação e queda de US$ -0,79 bilhão (-20,9%) em Indústria Extrativa.

Exportações por Bloco e Países

Em março de 2025, aumentaram as exportações, principalmente para os seguintes países:

• Ásia (Exclusive Oriente Médio) (7,5 %): China (+ 11,1%, com aumento de US$ 0,9 bilhão); Coreia do Sul (+35,9%, com aumento de US$ 0,2 bilhão); Paquistão (+ 509,7%, com aumento de US$ 0,1 bilhão); Vietnã (+33,2% com aumento de US$ 0,1 bilhão).

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• Europa (18,71 %):  Alemanha (+ 37,4%, com aumento de US$ 0,2 bilhão); Turquia (+ 72,4%, com aumento de US$ 0,2 bilhão); França (+ 30,9%, com aumento de US$ 0,1 bilhão); Noruega (+ 87,1%, com aumento de US$ 0,1 bilhão); Reino Unido (+ 24,4%, com aumento de US$ 0,1 bilhão).

• América do Sul (17,24 %): Argentina (+ 43,3%, com aumento de US$ 0,5 bilhão); Uruguai (+ 38,7%, com aumento de US$ 0,1 bilhão).

• América Central e Caribe (9,47 %): Panamá (+ 167,5%, com aumento de US$ 0,1 bilhão).

• Oceania (38,81 %).

Caíram as exportações, principalmente para os seguintes países:

• América do Norte (-7,75 %): Estados Unidos (-13,3%, com queda de US$ 0,5 bilhão); México (-20,3%, com queda de US$ 0,2 bilhão).

• Oriente Médio (-23,97 %): Barein (-51,7%, com queda de US$ 0,1 bilhão); Emirados Árabes Unidos (-34,7%, com queda de US$ 0,1 bilhão); Irã (-51,7%, com queda de US$ 0,1 bilhão); Israel (-60,7%, com queda de US$ 0,1 bilhão).

• África (-0,83 %).

De janeiro a março de 2025, aumentaram as exportações, principalmente para os seguintes países:

• Europa (21,25 %):  Espanha (+ 20,5%, com aumento de US$ 0,4 bilhão); Turquia (+ 51,6%, com aumento de US$ 0,4 bilhão); Países Baixos (Holanda) (+ 11,2%, com aumento de US$ 0,3 bilhão); Bélgica (+ 29,6%, com aumento de US$ 0,2 bilhão); Itália (+ 21,6%, com aumento de US$ 0,2 bilhão).

• América do Sul (16,86 %): Argentina (+ 50,8%, com aumento de US$ 1,4 bilhão); Uruguai (+ 19,2%, com aumento de US$ 0,1 bilhão).

• América do Norte (0,92 %): Canadá (+ 44,0% com aumento de US$ 0,6 bilhão).

• Oceania (22,93 %).

Caíram as exportações, principalmente para os seguintes países:

• Ásia (Exclusive Oriente Médio) (-9,35 %): China (-13,4%, com queda de US$ 3,1 bilhões); Malásia (-36,2%, com queda de US$ -0,4 bilhão); Indonésia (-26,2%, com queda de US$ -0,3 bilhão); Singapura (-13,6%, com queda de US$ 0,3 bilhão); Filipinas (-29,4%, com queda de US$ 0,2 bilhão).

• América Central e Caribe (-12,98 %): Cayman, Ilhas (-97,8%, com queda de US$ 0,1 bilhão); Costa Rica (- 54,9%, com queda de US$ 0,1 bilhão); Jamaica ( -80,9%, com queda de US$ 0,1 bilhão); República Dominicana (-33,0%, com queda de US$ 0,1 bilhão).

  • Oriente Médio (-19,96 %):  Emirados Árabes Unidos (-37,5%, com queda de US$ 0,5 bilhão); Israel (-63,6%, com queda de US$ 0,2 bilhão); Barein ( -17,5%, com queda de US$ 0,1 bilhão); Irã (-14,0%, com queda de US$ 0,1 bilhão).

• África (-4,47 %):  Marrocos (-36,4%, com queda de US$ 0,1 bilhão); África do Sul ( -15,5%, com queda de US$ 0,1 bilhão).

Importações por Bloco e Países

Em março de 2025, aumentaram as importações, principalmente dos seguintes países:

• Ásia (Exclusive Oriente Médio) (9,19 %): China (+ 9,4%, com aumento de US$ 0,4 bilhão); Índia (+ 32,4%, com aumento de US$ 0,1 bilhão); Indonésia (+ 49,6%, com aumento de US$ 0,1 bilhão); Japão (+ 15,8%, com aumento de US$ 0,1 bilhão).

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• Europa (5,02 %): Dinamarca (+ 70,7%, com aumento de US$ 0,1 bilhão); Finlândia (+ 106,6%, com aumento de US$ 0,1 bilhão); França (+ 30,1%, com aumento de US$ 0,1 bilhão) ; Rússia (+ 17,7%, com aumento de US$ 0,1 bilhão).

• América do Norte (12,77 %): Estados Unidos (+17,6%, com aumento de US$ 0,5 bilhão).

• América Central e Caribe (4,04 %).

Caíram as importações, principalmente, dos seguintes países:

• América do Sul (-9,95 %): Argentina (-17,5%, com queda de US$ 0,2 bilhão); Guiana (-100,0%, com queda de US$ 0,1 bilhão).

• Oriente Médio (-58,84 %): Coveite (Kuwait) (-100,0%, com queda de US$ 0,2 bilhão); Emirados Árabes Unidos (-87,8%, com queda de US$ 0,2 bilhão); Omã (-94,6%, com queda de US$ 0,1 bilhão).

• Oceania (-69,24 %): Austrália (-70,2% com queda de US$ 0,1 bilhão).

• África (-3,89 %):  Gabão (-74,3%, com queda de US$ 0,1 bilhão); Gana (-56,2%, com queda de US$ -0,1 bilhão).

De janeiro a março 2025, por origem das importações, aumentaram as compras, principalmente dos seguintes países:

• Ásia (Exclusive Oriente Médio) (27,99 %): China (+ 34,9%, com aumento de US$ 4,9 bilhões); Índia (+ 44,2%, com aumento de US$ 0,6 bilhão); Japão (+ 21,5%, com aumento de US$ 0,3 bilhão); Indonésia (+ 43,8%, com aumento de US$ 0,2 bilhão); Coreia do Sul (+ 11,6%, com aumento de US$ 0,1 bilhão).

• Europa (4,44 %): França (+ 21,1%, com aumento de US$ 0,3 bilhão); Alemanha (+ 4,0%, com aumento de US$ 0,1 bilhão); Bélgica (+ 13,9%, com aumento de US$ 0,1 bilhão); Dinamarca (+ 21,8%, com aumento de US$ 0,1 bilhão); Finlândia (+ 43,4%, com aumento de US$ 0,1 bilhão).

• América do Sul (2,32 %):  Argentina (+ 7,7%, com aumento de US$ 0,2 bilhão); Chile (+ 15,8%, com aumento de US$ 0,2 bilhão).

• América do Norte (12,03 %):  Estados Unidos (+ 14,7%, com aumento de US$ 1,3 bilhão).

• América Central e Caribe (28,51 %): Bahamas (+ 76.906,2%, com aumento de US$ 0,1 bilhão); Trinidad e Tobago (+ 81,4%, com aumento de US$ 0,1 bilhão).

• África (16,1 %): Costa do Marfim (+ 233,1%, com aumento de US$ 0,2 bilhão); Egito (+ 99,2%, com aumento de US$ 0,1 bilhão); Marrocos (+ 45,5%, com aumento de US$ 0,1 bilhão); África do Sul (+ 33,7%, com aumento de US$ 0,1 bilhão).

Caíram as compras, principalmente, dos seguintes países:

• Oriente Médio (-19,27 %): Coveite (Kuwait) (-83,8%, com queda de US$ 0,2 bilhão); Emirados Árabes Unidos (-63,9%, com queda de US$ 0,2 bilhão).

• Oceania (-40,76 %): Austrália (-42,0%, com queda de US$ 0,2 bilhão).

Assista a Coletiva da Balança Comercial AQUI.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

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Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

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​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

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​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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