BRASIL
Crédito ao Trabalhador é tema de audiência do ministro Luiz Marinho com representantes da Abras
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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, recebeu na manhã desta quarta-feira (21), em Brasília, o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Galassi, acompanhado de dirigentes da entidade. A audiência teve como objetivo apresentar os fundamentos e diretrizes do programa Crédito ao Trabalhador, lançado pelo Governo Federal com foco na redução do custo do endividamento para trabalhadores com carteira assinada.
Durante o encontro, o ministro reforçou que a iniciativa tem caráter exclusivamente social, com foco na melhoria das condições financeiras da classe trabalhadora. “O Crédito ao Trabalhador é uma iniciativa voltada para reduzir os juros que pesam sobre o bolso dos trabalhadores com carteira assinada. Ele não é um mecanismo para as empresas ganharem com isso, mas sim uma política pública que promove justiça financeira”, afirmou Luiz Marinho.
Presente na reunião, o secretário-executivo do MTE, Chico Macena, destacou que o programa está amparado em bases legais claras, voltadas à proteção do trabalhador. “A portabilidade das dívidas, por exemplo, só pode ser autorizada se houver redução nos encargos. Isso é o que garante a legalidade e a efetividade do programa”, explicou. “Qualquer outra interpretação desvirtua o objetivo central, que é proteger o trabalhador”, acrescentou Macena.
Marinho também reiterou que o Ministério do Trabalho e Emprego atua com rigor na fiscalização do cumprimento das normas que regulam os empréstimos consignados. “A legislação é muito clara sobre os limites de consignação e sobre o uso correto das rubricas. O empregador precisa garantir que os lançamentos sejam feitos com transparência, respeitando o que está previsto em lei”, afirmou o ministro.
O MTE mantém acompanhamento técnico constante da implementação do programa. “Montamos um grupo técnico permanente, com participação de todos os envolvidos, justamente para tratar dúvidas operacionais e garantir que o programa seja corretamente implantado”, frisou.
O presidente da Abras, João Galassi, destacou a importância do diálogo com o governo.
“Nosso objetivo é construir soluções em conjunto, que respeitem os direitos dos trabalhadores e tragam segurança jurídica para os empregadores. Valorizamos a abertura deste canal com o ministério”, afirmou.
Marinho reiterou que o diálogo com o setor empresarial será sempre conduzido com base no compromisso do governo com os direitos sociais. “Estamos sempre abertos a ouvir o setor produtivo, alicerçados na premissa de garantir a proteção dos trabalhadores, da legalidade e da responsabilidade social. O caminho é a valorização do trabalho decente”, concluiu.
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Ministro Wellington Lima apresenta ações do MJSP à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara dos Deputados
Brasília, 9/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou, nesta terça-feira (9), de audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados para apresentar iniciativas da pasta e responder a questionamentos de parlamentares sobre segurança pública.
A audiência contou com a presença de outros integrantes da gestão do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), entre os quais o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas; o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Modesto; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado; e o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.
Na reunião, o ministro mencionou a atuação integrada entre União, estados, municípios, Poder Judiciário, Ministério Público (MP) e forças de segurança para o enfrentamento da criminalidade organizada.
Segundo Wellington Lima, a formulação de políticas públicas eficazes depende da cooperação institucional e do diálogo permanente com as Casas Legislativas. “Não há segurança pública sem o Congresso Nacional. A construção de políticas públicas eficazes exige diálogo permanente com o Parlamento, com o Judiciário, com o Ministério Público e com os profissionais que estão na ponta do sistema de segurança”, afirmou.
Entre os temas abordados estiveram as estratégias de combate ao crime organizado, as ações de fortalecimento do sistema prisional, as medidas de combate ao tráfico ilícito de armas e as iniciativas voltadas à descapitalização financeira de organizações criminosas.
Ao tratar das medidas de enfrentamento às facções criminosas, Wellington Lima ressaltou a importância do enfraquecimento financeiro desses grupos.
“O primeiro eixo é exatamente a reprodução e o aperfeiçoamento dos mecanismos de asfixia financeira. É preciso tirar o oxigênio do crime organizado.”
O ministro também apresentou iniciativas voltadas ao aprimoramento da inteligência e da investigação criminal, com foco na ampliação da capacidade de esclarecimento de homicídios e das operações de repressão às organizações criminosas.
Ao abordar o sistema penitenciário, defendeu investimentos em tecnologia, inteligência e protocolos de segurança para impedir a comunicação de lideranças criminosas com grupos que atuam fora das unidades prisionais. “Esse é um problema que não poderia ser adiado de modo algum”, enfatizou.
Operações em unidades prisionais
Durante a audiência, Wellington Lima anunciou que o MJSP realizará, até o final de 2026, uma operação nacional e duas regionais por mês em unidades prisionais de todo o País.
A medida busca reforçar o controle do sistema penitenciário, combater a atuação de organizações criminosas e ampliar a integração entre as forças de segurança e as administrações penitenciárias estaduais.
Plataformas digitais
Sobre plataformas digitais, parlamentares também questionaram os decretos relacionados à atuação das plataformas digitais e às medidas de enfrentamento de crimes praticados no ambiente virtual.
O ministro explicou que as normas foram elaboradas com base em análises técnicas e dados relacionados ao crescimento de ilícitos praticados pela internet, como fraudes eletrônicas, exploração sexual de crianças e adolescentes e divulgação não autorizada de conteúdo íntimo.
“Os decretos foram elaborados a partir de evidências concretas sobre a crescente centralidade da internet na vida dos brasileiros e sobre a urgência de enfrentar o aumento de crimes, atos ilícitos e condutas abusivas que vêm se multiplicando no ambiente digital”, disse.
De acordo com Wellington Lima, as medidas buscam ampliar a capacidade de resposta do Estado diante desses crimes, sem afastar o papel do Congresso Nacional na discussão e eventual definição de regras permanentes para o setor.
“O Parlamento é sempre quem melhor legisla, mas muitas vezes a sociedade clama por alguma providência mais imediata”, completou.
A audiência integra as atividades de fiscalização e de acompanhamento das políticas públicas conduzidas pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.
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