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Curso sobre cooperação jurídica internacional capacita 80 agentes públicos
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Brasília, 28/05/2025 – Com o objetivo de fortalecer e disseminar o conhecimento sobre as práticas de cooperação jurídica internacional no Brasil, 80 agentes do Poder Judiciário, dos Ministérios Públicos, de instituições policiais e de outras instituições envolvidas com o tema participam do curso do Grotius Regional Centro-Oeste, nesta quarta-feira (28) e quinta-feira (29). O treinamento é uma iniciativa do Programa Nacional de Difusão da Cooperação Jurídica Internacional — Grotius, coordenado pela Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
A capacitação ocorre na sede do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDTF), em Brasília (DF). A programação conta com painéis e debates sobre os conceitos fundamentais da cooperação jurídica internacional, além de temas práticos, como os instrumentos legais disponíveis, as redes de cooperação e as particularidades dos procedimentos no Brasil e no exterior.
A diretora do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional em exercício (DRCI), Patrícia Soares, destacou a importância da articulação entre instituições brasileiras e autoridades estrangeiras para o fortalecimento da Justiça diante dos desafios transnacionais. “A criminalidade transnacional cresce em complexidade, e o enfrentamento desses crimes exige técnicas, resiliência e, sobretudo, parcerias sólidas entre os órgãos de Justiça no Brasil e no exterior”, afirmou.
Patrícia também falou do avanço no enfrentamento de crimes cibernéticos e da contribuição do Brasil nas discussões globais. Ela observou que o MJSP participou intensamente das negociações na Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o novo tratado internacional para combater o crime cibernético. Segundo a diretora, esse novo instrumento será de grande valia para enfrentar essa modalidade de crime em expansão. “É nesse contexto de desafios crescentes que o Programa Grotius se insere, ao oferecer um espaço para o fortalecimento técnico e a construção de uma cultura de cooperação cada vez mais ágil e eficaz”, disse.
O coordenador do Núcleo de Cooperação Internacional do MPDFT, Roberto Carlos Batista, ressaltou o papel da formação continuada e do fortalecimento das redes de cooperação para enfrentar os desafios contemporâneos da Justiça internacional. “A cooperação internacional deixou de ser uma mera cortesia e se tornou uma necessidade no mundo sem fronteiras em que vivemos, onde os fatos jurídicos, as relações humanas e os conflitos transnacionais impactam diretamente na atuação das instituições de justiça.” Para ele, o fortalecimento da cooperação é fundamental para garantir respostas eficazes a esses desafios.
O vice-presidente do MPDTF, Antonio Marcos Dezan, avaliou o curso como uma oportunidade de aproximação entre os diversos atores que atuam com o tema. O coordenador do Núcleo de Cooperação Internacional do MPDFT, Roberto Carlos Batista, por sua vez, disse que a atuação conjunta e o intercâmbio de informações entre os países são essenciais para enfrentar o crime transnacional e garantir uma Justiça eficaz.
Também participaram, o coordenador-geral da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), de Marcos Dantas e o coordenador-geral de cooperação jurídica da Polícia Federal, Guilherme Vargas.
O programa
O Programa Grotius foi instituído em 2010 para incentivar e promover a capacitação de agentes públicos em cooperação jurídica internacional. O objetivo é discutir temas atuais sobre matérias penais e processuais e promover o aprimoramento e a especialização das instituições do Poder Judiciário, do Ministério Público, das instituições policiais e de outros órgãos do Sistema de Justiça.
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GT reúne setor produtivo para debater competitividade e melhoria do ambiente de negócios
Mais de 100 representantes do setor produtivo, entidades e sociedade participaram, na quarta-feira (16/9), de reunião para apresentação dos avanços da Agenda para a Redução do Custo Brasil. Uma das novidades anunciadas foi a mudança do nome para Agenda Brasil Mais Competitivo, em norma a ser publicada.
Pela primeira vez desde a instituição do Grupo de Trabalho, a reunião foi aberta à participação do setor produtivo, de entidades representativas e da sociedade em geral. A iniciativa foi promovida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) e pela Secretaria de Competitividade e Política Regulatória (SCPR) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Durante o encontro, representantes dos ministérios responsáveis pelos setores de energia e transportes apresentaram a evolução de políticas e iniciativas relacionadas ao ciclo 2023-2025 e os principais avanços em medidas com potencial de impacto sobre o ambiente de negócios e a competitividade.
Energia, gás e logística em debate
A programação da reunião incluiu apresentações de representantes dos Ministérios de Portos e Aeroportos, dos Transportes e de Minas e Energia.
O Ministério de Portos e Aeroportos apresentou a Política Nacional Setorial de Identificação Biométrica. Na sequência, o Ministério dos Transportes apresentou o Plano Nacional de Logística 2050. Pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o Departamento de Gás Natural apresentou as ações do governo federal no mercado de gás natural e sua importância para a melhoria da competitividade no Brasil.
Também foram apresentadas iniciativas relacionadas ao setor de energia elétrica, com destaque para medidas voltadas à melhoria do sinal de preços, incluindo a Consulta Pública MME nº 218/2026, a regulamentação do curtailment e a regulamentação do Encargo de Reserva de Capacidade (Ercap), de modo a considerar o perfil de carga.
Setor produtivo participa do debate
Após as explanações foi aberto espaço para manifestações dos participantes, ampliando o diálogo entre governo, setor produtivo e entidades representativas. As manifestações destacaram gargalos, especialmente quanto a celeridade nos processos de prestação de serviços públicos, de modo a reduzir entraves que impactam diretamente a atividade produtiva.
Nova Agenda
A Agenda Brasil Mais Competitivo foi apresentada como resultado do trabalho desenvolvido nos últimos anos, especialmente na seleção das propostas que integram a carteira. Dentro do processo foram identificadas melhorias e aprimoramentos regulatórios a fim de enfrentar entraves concretos ao ambiente de negócios e que possam contribuir para o aumento da competitividade da economia brasileira.
A construção da nova carteira se deu por meio de consulta pública que contabilizou mais de 270 contribuições, resultando em novas propostas prioritárias, que se somam aos projetos remanescentes do ciclo anterior e devem ser implementadas ao longo do próximo período.
Assim, a nova Agenda está na etapa de desenho e validação, em conjunto com os ministérios setoriais, dos planos de ação de cada projeto da carteira.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços



