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Dados preliminares apontam aumento de 15% na localização de crianças desaparecidas em 2024
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Brasília, 23/05/2024 – Dados preliminares do Relatório Estatístico Anual das Autoridades Centrais Estaduais apontam que houve um aumento de 15% no índice de localização de crianças desaparecidas em 2024 em comparação com o ano anterior.
O número passou de 1.479, em 2023, para 1.697, no ano passado, o que significa que a taxa de localização de crianças subiu de 69% para 76% nesse período. A prévia do documento foi divulgada às vésperas do Dia Internacional das Crianças Desaparecidas (25 de maio).
O levantamento também indica crescimento de 3% no número de crianças desaparecidas em relação a 2023. Naquele ano, foram registrados 2.158 casos e, em 2024, 2.231.
“Apesar da nossa preocupação com os registros de desaparecimento, o mais importante são as localizações. Significa que as buscas e investigações têm dado resultados positivos e que mais crianças estão retornando para casa”, destaca a coordenadora de Políticas sobre Pessoas Desaparecidas, da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Iara Sennes. A pasta é vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Segundo Iara, os dados são informados pelas Autoridades Centrais Estaduais da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas e ainda não estão concluídos. O levantamento completo e oficial deverá ser publicado em agosto de 2025.
Registro imediato
Um dos fatores determinantes na localização de crianças desaparecidas é o registro imediato do boletim de ocorrência. Esse é o mote da campanha Não Espere 24h, lançada no ano passado pelo MJSP.
Conforme a coordenadora, o registro pode ser feito numa delegacia da Polícia Civil ou virtualmente. O mais importante é que ocorra no menor tempo possível e com o máximo de informações em relação ao desaparecimento.
“Não existe tempo mínimo para registrar o desaparecimento, como muitas pessoas pensam. Quanto antes registrar, maiores as chances de localização”, ressalta Iara.
Passo a passo
Segundo a Lei n° 13.812/2019, uma pessoa desaparecida é aquela “cujo paradeiro é desconhecido, não importando a causa de seu desaparecimento, até que sua recuperação e identificação tenham sido confirmadas por vias físicas ou científicas”.
Assim que o desaparecimento de uma criança ou adolescente for notado, o primeiro passo necessário é reunir informações, documentos e fotografias para registrar o boletim de ocorrência, tais como:
– Fotografia nítida e atual da pessoa desaparecida
– Características físicas do desaparecido como altura, cor da pele, idade, peso, tipo de cabelo, olhos
– Roupas e pertences utilizados pela pessoa desaparecida na última vez que foi vista
– Rotina, estado emocional ou condições físicas da pessoa
– Dados do aparelho celular como nota fiscal para busca do Imei (Identificação Internacional de Equipamento Móvel, da sigla em inglês), que é uma sequência única de 15 dígitos que funciona como uma impressão digital de celulares
– Dados sobre redes sociais
– Contexto do desaparecimento
Ao registrar o boletim de ocorrência, a delegacia informará os próximos passos, possibilidades de busca e recursos de apoio disponíveis. Além disso, para auxiliar nas localizações, é importante verificar a possibilidade de coletar amostras de DNA em objetos do desaparecido ou de familiares. Caso a criança seja encontrada, é essencial comunicar às autoridades policiais.
Alerta Amber
O MJSP também mantém uma cooperação técnica com a Meta (empresa dona do Facebook, Whatsapp e Instagram) para dar celeridade aos resgates de crianças e adolescentes desaparecidos. Nos casos em que a vítima tem até 17 anos e está desaparecida em situação suspeita e com risco iminente de lesão corporal, após o registro da ocorrência, a Polícia Civil comunica uma equipe plantonista da Senasp.
Quando emitido o alerta, a Meta divulga fotos e descrição das roupas da criança ou adolescente desaparecidos em todos os feeds do Facebook e do Instagram, dos usuários que estejam em um raio de 160 quilômetros do local do desaparecimento.
Atualmente, 26 unidades da Federação têm o alerta à disposição das polícias. Desde agosto de 2023, já foram emitidos 56 alertas, em 13 localidades diferentes. Cerca de 35% foram referentes a crianças (até 12 anos incompletos). Destes 56 casos, em ao menos 37 (66%) houve localização da crianças ou adolescente.
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Alunos nota mil inspiram preparação para a redação do Enem 2026
De Fortaleza (CE), Carlos Eduardo Gomes transformou a conquista da nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em oportunidade e orientação a outros estudantes. De Virginópolis (MG), Samille Leão reservava tempo para responder simulados e reproduzir, em casa, as condições do dia da prova. De Jaguaribe (CE), Elivandro Rodrigues, professor, participa do exame anualmente para compreender melhor os desafios enfrentados por seus alunos. Três trajetórias que podem inspirar quem se prepara para o Enem 2026.
Esses caminhos se encontram na nova edição da cartilha “A Redação do Enem 2026 – Cartilha do Participante”, recém-divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC). O material explica os critérios de avaliação e apresenta redações de participantes da edição anterior, acompanhadas de comentários pedagógicos.
Para Carlos Eduardo, o apoio da família foi decisivo na trajetória até a universidade e na realização do sonho de cursar medicina. “Sempre acreditaram muito em meu potencial de conseguir chegar em uma universidade, de cursar medicina, que sempre foi meu sonho”, conta, ao falar dos avós e das tias.
A conquista também ampliou o alcance de um projeto de mentoria de redação que Carlos já desenvolvia. Assim, ele passou a atuar na preparação de quase uma centena de estudantes a partir de seu próprio projeto e a integrar uma iniciativa da Secretaria de Educação voltada a alunos do oitavo e do nono ano. “Antes, eu buscava me inspirar em outras histórias, outras trajetórias. E saber que hoje eu sou uma dessas inspirações é uma grande realização para mim”, afirma.
Na preparação de Samille, estudante de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), os simulados tinham lugar na rotina, inclusive durante feriados e encontros de família. “Eu simulava como se fosse o dia do Enem”, lembra. Para manter a concentração, ela pedia que ninguém entrasse em seu quarto enquanto fazia a prova.
Ao recordar o caminho até a nota máxima, Samille destaca a dedicação e a importância das relações pessoais durante os estudos. “O que eu gostaria que as pessoas lembrassem. quando elas conhecessem minha história. é que é possível, sim, realizar nossos sonhos com dedicação e paciência”, diz.
Multimídia
Elivandro Rodrigues encontrou no próprio exame uma forma de aprimorar o trabalho em sala de aula. A inspiração veio de uma professora de física que fazia o Enem todos os anos para orientar melhor os estudantes. “Meu propósito não é simplesmente tirar nota mil. Eu quero ajudar meus alunos”, explica. Para ele, analisar os próprios erros também ajuda a identificar dificuldades e a preparar os alunos para a prova.
A nota máxima trouxe reconhecimento ao professor e abriu caminho para a criação de um espaço presencial de ensino em sua cidade. “Isso me abriu uma porta aqui na cidade para ter um local presencial, ter um reforço, ter um curso de redação”, relata.
Multimídia
As experiências dos três mostram como a prática, o apoio de outras pessoas e a reflexão sobre a aprendizagem podem fazer parte da preparação para a escrita.
Cartilha – A relação entre conhecimento e argumentação recebe atenção especial na nova cartilha do MEC. O documento alerta para o uso do chamado “repertório de bolso”, ou seja, referências memorizadas e empregadas de forma genérica, sem conexão efetiva com a discussão. De acordo com a cartilha, inserir uma citação de maneira automática ou forçada pode prejudicar a compreensão da proposta e a aplicação de conhecimentos ao tema.
A orientação da cartilha é selecionar referências pertinentes e explicar como elas contribuem para o argumento. Livros, filmes, acontecimentos históricos e outros conhecimentos construídos ao longo da formação podem ser utilizados, desde que façam sentido no texto.
Além disso, também há a recomendação de leitura cuidadosa da proposta e dos textos motivadores antes de definir o posicionamento que será defendido.
Para ajudar os participantes a compreender essas exigências, o material detalha as cinco competências avaliadas: domínio da escrita formal da língua portuguesa; compreensão do tema e da estrutura dissertativo-argumentativa; organização de informações e argumentos; uso dos recursos linguísticos que conectam as ideias; e elaboração de uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Cada competência pode receber até 200 pontos.
Na cartilha, há uma seleção com redações de estudantes das cinco regiões do país que obtiveram boas notas no Enem 2025. Os comentários apontam como cada participante desenvolveu o tema, articulou o repertório e apresentou sua proposta de intervenção, oferecendo referências para a revisão e o aprimoramento da própria escrita.
Também foram disponibilizadas versões com orientações específicas para participantes com dislexia, com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e para participantes surdos ou com deficiência auditiva.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação



