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Descubra os principais destinos procurados pelos brasileiros para a Semana Santa
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Seja para aproveitar a praia, fazer um “bate-volta”, curtir a noite ou descansar, os brasileiros estão interessados em viajar no próximo feriadão. É o que revela pesquisa divulgada pela plataforma de turismo Omnibees que analisou mais de duas bilhões de buscas na plataforma e ranqueou as dez cidades mais procuradas para o feriado prolongado da Semana Santa, entre o dia 18 e 21 de abril. Os destinos, juntos, representam mais de 420 milhões de pesquisas.
As cidades costeiras são as queridinhas. A região Sudeste lidera a intenção de viagens, com mais de 275 milhões de pesquisas (65%). O Nordeste ocupa o segundo lugar da lista com 111 milhões de buscas (26%) e a região Sul foi a terceira mais pesquisada, com 40 milhões (9%).
Rio de Janeiro
Liderando o ranking, a cidade maravilhosa foi a mais procurada pelos viajantes. Com 149 milhões de pesquisas, a capital fluminense oferece opções que variam desde eventos religiosos ligados ao feriado até opções para os que querem aproveitar as praias e o cenário cultural da cidade.
É o caso de Luiza Orsini, de 24 anos. Moradora de São Paulo, ela viu no feriado a oportunidade de aproveitar as praias cariocas. “Consegui uma folga do trabalho no feriado, encontrei uma opção barata de hospedagem e passagem e decidi fazer um bate e volta para o Rio. Sou apaixonada pelos pontos turísticos da cidade e pela gastronomia.”
São Paulo
Com 80 milhões de buscas, a cidade mais populosa do Brasil é a segunda na lista de pesquisa na plataforma. Além de opções para os turistas religiosos, a capital paulista é um polo gastronômico e cultural, sendo uma opção para quem também quer curtir a agitada noite paulistana.
Búzios
O terceiro destino mais buscado na plataforma, com 46 milhões de pesquisas fica na Região dos Lagos do Rio de Janeiro e é conhecida pelas suas paisagens paradisíacas. A localidade também conta com outros destinos famosos, como Arraial do Cabo, Cabo Frio e Rio das Ostras.
Porto Seguro
Com monumentos, praias deslumbrantes e espaços históricos, a cidade histórica aparece como a quarta mais procurada na plataforma Omnibees, com 26 milhões de buscas. Muito além do turismo histórico e religioso, também possui atividades de festas e clubes, sendo ideal para famílias, casais e jovens.
Maceió
O segundo destino mais procurado no Nordeste é o quinto no ranking geral. Conhecida por suas piscinas naturais, águas cristalinas e passeios nas dunas, a capital alagoana tem uma das orlas urbanas mais bonitas do Brasil. Além disso, a região costeira de Maceió possui ótimas opções gastronômicas. O município registrou 25 milhões de buscas.
Florianópolis
Com 22 milhões de pesquisas na plataforma, a Ilha da Magia aparece na sexta posição. Conhecida por sua agitada vida noturna, “Floripa” é destino certo para jovens em busca de experiências. Mas também é destaque para quem busca um destino familiar, sendo famosa por suas trilhas e praias.
Salvador
Sede de algumas das principais festas religiosas do Brasil, como a Festa de Iemanjá e a Lavagem do Senhor do Bonfim, a capital baiana é uma excelente opção para quem quer aproveitar a parte religiosa do feriado. Além disso, Salvador é conhecida por sua cultura vibrante, arquitetura histórica e música, sendo um destino perfeito para quem também pretende curtir com a família. A capital foi a sétima mais procurada, com 21 milhões de buscas.
Ipojuca
A oitava mais buscada na plataforma totalizou 20 milhões de pesquisas. Conhecida por praias como o balneário de Porto de Galinhas, oferece águas mornas, piscinas naturais e passeios para todos os gostos.
Natal
A capital do Rio Grande do Norte figura na nona posição, com 19 milhões de pesquisas. Conhecida como a “Cidade do Sol”, possui opções de passeios por suas famosas dunas, praias, gastronomia e centros culturais. O local é uma excelente escolha para famílias e jovens que buscam opções econômicas e experiências diversas.
Foz do Iguaçu
Fechando o ranking, com 18 milhões de buscas, quem aparece em décimo lugar entre os destinos mais procurados é Foz do Iguaçu. Ponte para o Parque Nacional do Iguaçu, lar das deslumbrantes e imponentes Cataratas do Iguaçu, a cidade é uma opção para quem quer fugir dos destinos litorâneos, com atividades ligadas ao ecoturismo e turismo de aventura.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação
Fonte: Ministério do Turismo
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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência
A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026.
A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782.
No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas.
A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios.
Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso.
Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade.
Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”.
Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações.
A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais.
A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade.
“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”.
Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência.
A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção.
No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades.
A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão.
Multimídia
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação



