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Dia do Agente de Viagens: Profissionais que conectam sonhos e movimentam destinos

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Em um ano já considerado histórico para o setor, o turismo brasileiro vive um momento de expansão, otimismo e consolidação. Com recordes na chegada de turistas internacionais, no crescimento do turismo doméstico e na geração de receita, 2025 marca uma fase de conquistas expressivas para o país. Neste cenário promissor, o Dia Nacional do Agente de Viagens, celebrado nesta terça-feira (22), ganha ainda mais relevância ao homenagear os profissionais que conectam pessoas a destinos e experiências memoráveis.

Para refletir sobre o papel desses especialistas e os rumos do mercado, a Agência de Notícias do Turismo ouviu dois nomes de referência no setor. Eles compartilharam um pouco de suas experiências e analisaram o papel desses profissionais em um mundo cada vez mais conectado.
Vem conferir tudo!

CUIDADO EM CADA DETALHE
Mesmo com a facilidade das plataformas online, a figura do agente de viagens se fortalece. O atendimento humanizado, a curadoria especializada e a capacidade de resolver problemas complexos são diferenciais que a tecnologia ainda não consegue substituir.

Os agentes de viagens são profissionais especializados que proporcionam experiências turísticas personalizadas e seguras em todo o país, como explica o agente de viagens especialista em cruzeiros, Gianluca Bagnoli.

“O agente de viagens cuida do momento mais especial do ano das pessoas, que são as férias e feriados, momentos em que elas descansam e colecionam memórias. Com todas as dúvidas esclarecidas e a segurança que esse profissional transmite, fica o gostinho de ‘quero mais’, de repetir a dose, de fazer outra viagem”, afirma.

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VALORIZAÇÃO
Considerada pelo LinkedIn uma das profissões promissoras para 2025, a carreira de agente de viagens tem se destacado como uma ocupação em ascensão, essencial para garantir a qualidade e a segurança das jornadas dos viajantes.

“Se o viajante estiver bem amparado, com a consultoria de um agente sério, aquela semana de férias vai se transformar num momento inesquecível”, avalia o agente de viagens, empresário e produtor de conteúdo André Negrini.

Ele complementa: “Poderíamos dizer que o maior desafio do agente hoje é entender como a inteligência artificial pode impactá-lo. Mas o grande desafio vai além: é compreender o comportamento do cliente, conhecer a mente humana, evoluir junto com ele e apresentar novas propostas de viagem”, afirma.

SETOR AQUECIDO
Os recordes no turismo não são apenas números: eles refletem uma mudança cultural, um desejo crescente por novas experiências. Após períodos de maior reclusão, as pessoas redescobriram o valor de viajar, de viver o momento e colecionar memórias, impulsionando o setor.

“As pessoas estão com sede de viagem. Antigamente, nossos pais e avós trabalhavam para guardar dinheiro, pagar a faculdade dos filhos, comprar um carro, uma casa. Hoje, as pessoas querem viajar, querem viver. Em qualquer oportunidade que têm, procuram novos roteiros, pacotes, promoções — e o agente de viagens está ali para ajudar”, lembra Negrini.

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Gianluca Bagnoli complementa, ressaltando os trunfos naturais e culturais do Brasil: “O setor turístico brasileiro é privilegiado: tem uma costa maravilhosa, clima excelente, povo acolhedor, culinária rica, música vibrante. Tudo isso complementa a experiência do hóspede, seja o brasileiro viajando pelo Brasil ou quem vem de fora”.

QUALIFICAÇÃO
O sucesso contínuo do turismo brasileiro está diretamente ligado à valorização e capacitação de seus profissionais. O Ministério do Turismo desempenha um papel crucial ao investir em qualificação, além de promover melhorias na infraestrutura turística e na promoção dos destinos nacionais. Iniciativas como a plataforma Qualifica Turismo, que oferece acesso gratuito a cursos online, são fundamentais para aprimorar as competências de agentes, gestores e todos os que atuam na área, garantindo que tenham as ferramentas e o ambiente necessários para prosperar.

“Profissionais bem informados, atualizados com as novidades do setor, com domínio dos produtos e devidamente qualificados contribuem para um mercado mais aquecido, com concorrência saudável — e quem sai ganhando é sempre o viajante”, destaca Gianluca Bagnoli.

André Negrini lembra ainda que “por mais que a tecnologia avance, o agente de viagens que alia seu conhecimento a qualificações profissionais sólidas sempre estará à frente de qualquer ferramenta tecnológica. Portanto, quanto mais capacitação e iniciativas do Ministério do Turismo, melhor para o agente e para o setor”.

Por Victor Mayrink

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Alunos nota mil inspiram preparação para a redação do Enem 2026

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De Fortaleza (CE), Carlos Eduardo Gomes transformou a conquista da nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em oportunidade e orientação a outros estudantes. De Virginópolis (MG), Samille Leão reservava tempo para responder simulados e reproduzir, em casa, as condições do dia da prova. De Jaguaribe (CE), Elivandro Rodrigues, professor, participa do exame anualmente para compreender melhor os desafios enfrentados por seus alunos. Três trajetórias que podem inspirar quem se prepara para o Enem 2026. 

Esses caminhos se encontram na nova edição da cartilha “A Redação do Enem 2026 – Cartilha do Participante”, recém-divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC). O material explica os critérios de avaliação e apresenta redações de participantes da edição anterior, acompanhadas de comentários pedagógicos. 

Para Carlos Eduardo, o apoio da família foi decisivo na trajetória até a universidade e na realização do sonho de cursar medicina. “Sempre acreditaram muito em meu potencial de conseguir chegar em uma universidade, de cursar medicina, que sempre foi meu sonho”, conta, ao falar dos avós e das tias. 

A conquista também ampliou o alcance de um projeto de mentoria de redação que Carlos já desenvolvia. Assim, ele passou a atuar na preparação de quase uma centena de estudantes a partir de seu próprio projeto e a integrar uma iniciativa da Secretaria de Educação voltada a alunos do oitavo e do nono ano. “Antes, eu buscava me inspirar em outras histórias, outras trajetórias. E saber que hoje eu sou uma dessas inspirações é uma grande realização para mim”, afirma. 

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Na preparação de Samille, estudante de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), os simulados tinham lugar na rotina, inclusive durante feriados e encontros de família. “Eu simulava como se fosse o dia do Enem”, lembra. Para manter a concentração, ela pedia que ninguém entrasse em seu quarto enquanto fazia a prova. 

Ao recordar o caminho até a nota máxima, Samille destaca a dedicação e a importância das relações pessoais durante os estudos. “O que eu gostaria que as pessoas lembrassem. quando elas conhecessem minha história. é que é possível, sim, realizar nossos sonhos com dedicação e paciência”, diz. 

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Elivandro Rodrigues encontrou no próprio exame uma forma de aprimorar o trabalho em sala de aula. A inspiração veio de uma professora de física que fazia o Enem todos os anos para orientar melhor os estudantes. “Meu propósito não é simplesmente tirar nota mil. Eu quero ajudar meus alunos”, explica. Para ele, analisar os próprios erros também ajuda a identificar dificuldades e a preparar os alunos para a prova. 

A nota máxima trouxe reconhecimento ao professor e abriu caminho para a criação de um espaço presencial de ensino em sua cidade. “Isso me abriu uma porta aqui na cidade para ter um local presencial, ter um reforço, ter um curso de redação”, relata.  

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As experiências dos três mostram como a prática, o apoio de outras pessoas e a reflexão sobre a aprendizagem podem fazer parte da preparação para a escrita. 

Cartilha – A relação entre conhecimento e argumentação recebe atenção especial na nova cartilha do MEC. O documento alerta para o uso do chamado “repertório de bolso”, ou seja, referências memorizadas e empregadas de forma genérica, sem conexão efetiva com a discussão. De acordo com a cartilha, inserir uma citação de maneira automática ou forçada pode prejudicar a compreensão da proposta e a aplicação de conhecimentos ao tema. 

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A orientação da cartilha é selecionar referências pertinentes e explicar como elas contribuem para o argumento. Livros, filmes, acontecimentos históricos e outros conhecimentos construídos ao longo da formação podem ser utilizados, desde que façam sentido no texto. 

Além disso, também há a recomendação de leitura cuidadosa da proposta e dos textos motivadores antes de definir o posicionamento que será defendido. 

Para ajudar os participantes a compreender essas exigências, o material detalha as cinco competências avaliadas: domínio da escrita formal da língua portuguesa; compreensão do tema e da estrutura dissertativo-argumentativa; organização de informações e argumentos; uso dos recursos linguísticos que conectam as ideias; e elaboração de uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Cada competência pode receber até 200 pontos. 

Na cartilha, há uma seleção com redações de estudantes das cinco regiões do país que obtiveram boas notas no Enem 2025. Os comentários apontam como cada participante desenvolveu o tema, articulou o repertório e apresentou sua proposta de intervenção, oferecendo referências para a revisão e o aprimoramento da própria escrita. 

Também foram disponibilizadas versões com orientações específicas para participantes com dislexia, com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e para participantes surdos ou com deficiência auditiva.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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