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Dia Mundial do Astroturismo: Brasil é destino ideal para explorar o universo com os pés no chão
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Esta terça-feira (08.04) marca a passagem do Dia Mundial do Astroturismo, modalidade que tem conquistado cada vez mais adeptos ao unir a contemplação do céu, ciência e tranquilidade em meio a paisagens naturais de tirar o fôlego. À procura de experiências únicas e longe da agitação urbana, turistas de todo o mundo estão trocando as luzes das cidades pelo brilho genuíno das estrelas.
Segundo a Revista Tendências do Turismo 2025, elaborada pelo Ministério do Turismo e a Embratur, o astroturismo desponta como uma das principais apostas do setor nos próximos anos. E a busca por destinos com baixa poluição luminosa, ideais para observar chuvas de meteoros, constelações, eclipses e alinhamentos planetários, está em alta.
O comportamento é reflexo de um desejo crescente por bem-estar, conexão com a natureza e vivências memoráveis. Para Carlos Muñoz, diretor comercial do HBX Group, empresa que oferece um conjunto de soluções interligadas de viagens e tecnologia, essa postura molda o futuro do setor. “As preferências dos viajantes estão sendo guiadas pela sustentabilidade, o turismo experiencial e vivências multigeracionais”, aponta Muñoz.
Atenta a esse movimento, a indústria do turismo já oferece infraestrutura especializada em diversos locais, com observatórios, guias astronômicos e atividades a exemplo de oficinas de fotografia noturna. Conforme a New Scientist Discovery Tours, especializada em turismo astronômico, pacotes já lançados para eclipses solares de 2026 e 2027 já ultrapassam 1.600 reservas.
DESTINOS BRASILEIROS – O país reúne condições ideais para quem deseja observar o universo. Os principais destinos são:
– Santa Maria Madalena (RJ): conhecida como a “Cidade das Estrelas”, a cidade abriga o primeiro Parque de Céu Escuro (Dark Sky Park, em inglês) da América Latina, no Parque Estadual do Desengano. O local possui certificação internacional e infraestrutura especializada para observadores do céu.
– Chapada Diamantina (BA): a beleza natural da região oferece noites perfeitas para a contemplação astronômica.
– Serra da Canastra (MG): a região conta com hospedagens que promovem atividades voltadas à observação do céu, como workshops de astrofotografia.
– Alto Paraíso de Goiás (GO) – na Chapada dos Veadeiros, o céu límpido e a energia mística atraem turistas em busca de conexão profunda com o universo.
– Pampa Gaúcho (RS): as planícies do Sul do país oferecem um cenário ideal à observação do céu, com fazendas que promovem experiências astronômicas.
Outros destinos promissores incluem Caraíva (BA), Atibaia (SP), Paranaguá (PR), Itajubá (MG) e Novo Hamburgo (RS), todos com características ideais para quem deseja vivenciar o cosmos com os pés no chão.
Em Brasília (DF) o Planetário Luiz Cruls é uma alternativa acessível e educativa. Com entrada gratuita, visitas guiadas e sessões de filmes sobre astronomia, o espaço oferece uma verdadeira imersão no universo.
ORIENTAÇÕES – Para quem deseja explorar o céu em 2025, algumas dicas podem tornar a experiência ainda mais marcante:
• Escolha locais com pouca luz artificial: áreas urbanas dificultam a visualização de fenômenos astronômicos. Parques nacionais e reservas de céus escuros são ideais.
• Esteja preparado para o clima: situações inesperadas costumam ocorrer em locais de altitude elevada ou com temperaturas mais baixas. Roupas adequadas fazem a diferença.
• Leve os equipamentos certos: binóculos, telescópios compactos e câmeras com lentes de longa exposição ajudam a capturar a beleza do céu.
• Use a tecnologia a seu favor: aplicativos como Sky Guide e Star Walk facilitam a localização de constelações e o acompanhamento dos melhores horários para observação.
Agora é só definir o roteiro, preparar os equipamentos e deixar-se guiar pelas estrelas! Em 2025, o céu promete espetáculos memoráveis – e cada observador pode ser protagonista dessa jornada. Afinal, quando se trata de astroturismo, o céu não é o limite, mas um convite para explorar novos horizontes.
Por Lívia Albernaz
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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Diagnóstico Equidade 2026 mostra avanço das políticas de educação étnico-racial
Os dados do Diagnóstico Equidade 2026, realizado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), mostram que as estratégias de equidade racial estão cada vez mais presentes nos estados e municípios brasileiros. Entre 2024 e 2026, o percentual de redes municipais que declararam contar com áreas especificas para a gestão dessas ações passou de 15% para 42%; entre as redes estaduais, o indicador chegou a 100% em 2026.
Esse diagnóstico é uma iniciativa criada em 2024 pelo MEC, pondo fim a uma lacuna de dados cuja ausência comprometia a capacidade estatal de promoção da equidade. Em sua segunda edição, o diagnóstico manteve participação próxima à universalidade, com resposta ao questionário de 97% das redes municipais e 100% das redes estaduais. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.
Do ponto de vista institucional, por exemplo, houve um aumento no percentual de redes de ensino com áreas específicas para fazer a gestão de ações de equidade racial. Entre 2024 e 2026, o número saiu de 15% para 42% entre os municípios, e alcançou 100% em 2026 entre as redes estaduais. Além disso, a presença de normativa local relacionada à promoção da educação para as relações étnico-raciais (Erer) passou de 43% para 55% entre municípios e de 74% para 93% entre as redes estaduais.
Os dados também mostram crescimento percentual de redes municipais que realizam campanhas de declaração racial, ação para promover o reconhecimento e a valorização das identidades étnico-raciais, bem como para permitir análises educacionais racializadas cada vez mais precisas. O levantamento revela que este crescimento foi de 66% para 86% em dois anos nas redes municipais, e de 63% para 93% nas redes estaduais.
Houve também uma redução do percentual de estudantes sem declaração racial no Censo Escolar entre 2023 e 2025, representando uma queda de 24% para 10%, sendo que o indicador vinha se mantendo constante em torno de 26%, nos anos anteriores.
Os novos dados apresentam um crescimento da maturidade de organização das redes em diferentes frentes e que a temática da equidade racial entrou no centro da agenda da política pública, demonstrando as ações da Pneerq e de mecanismos indutores, tais como o Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva e a complementação-VAAR Fundeb da União.
O Diagnóstico Equidade 2026 tem o objetivo de identificar diferentes aspectos da implementação de políticas equitativas no país, particularmente aquelas ligadas à promoção da educação para as relações étnico-raciais, em cumprimento à Lei 10.639/03, modificada pela Lei 11.645/08, e ao fortalecimento da educação escolar quilombola.
Equidade racial no planejamento educacional – No indicador de incorporação da equidade racial como objetivo presente no Plano de Ações Articuladas (PAR), as redes municipais passaram de 30% para 67%. Nas redes estaduais, o avanço foi de 56% para 93%. Esse panorama revela a preocupação crescente das redes de ensino em planejar e buscar apoio técnico e financeiro para estratégias de enfrentamento das desigualdades.
Formação em relações étnico-raciais – Outro indicador que apresentou avanço foi o percentual de redes municipais de ensino que ofereceram formações, seminários, oficinas e palestras sobre equidade racial, passou de 48%, no ano de 2024, para 69%, em 2026. Todas as redes estaduais declararam realizar essa oferta. Esse resultado demonstra que o tema da equidade racial também foi inserido no planejamento formativo das secretarias, ação crucial para trabalhar a difusão de práticas pedagógicas antirracistas entre os professores da rede pública.
Monitoramento das Leis de Erer – O diagnóstico permitiu identificar o acompanhamento da implementação das leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008. O indicador passou de 18% para 34% para as redes municipais, e de 30% para 59% para as redes estaduais. O monitoramento permite às redes identificarem escolas onde há maior dificuldade de execução de práticas pedagógicas de educação para as relações étnico-raciais e gargalos operacionais, e assim planejar de forma mais efetiva as estratégias para cumprimento das leis.
Identificação e resposta ao racismo e injúria racial – Cresceu também a adoção de protocolos para casos de racismo ou injúria racial nas redes estaduais, de 59% para 93% (mais de 30 pontos percentuais). Nas redes municipais, o percentual saiu de 36% para 53%. Nesse contexto, o Ministério da Educação publicou, em 2026, uma série de protocolos nacionais, os quais podem servir de referência para o trabalho das escolas públicas.
Práticas de gestão – O conjunto de perguntas com menor avanço no período foi o relacionado à dimensão das práticas de gestão das redes de ensino em relação a suas escolas. Acerca da evolução das respostas sobre protocolos de resposta ao racismo e de campanhas de declaração racial, que fazem parte desta dimensão, o Diagnóstico de Equidade 2026 permitiu identificar que alguns indicadores cruciais ainda não avançaram como o esperado.
Os pontos de atenção para o próximo ciclo estão na implementação de estratégias de incentivos às escolas e aos professores para a implementação da educação para as relações étnico-raciais, bem como a consideração de conhecimentos sobre Erer nos processos seletivos de professores e diretores escolares. No período, passou de 44% para 74% o percentual de redes estaduais que incluíram a avaliação de conhecimentos sobre relações étnico-raciais nos processos de escolha da gestão escolar.
Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às Secretarias de Educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Educação para as Relações Étnico-Raciais (Erer) e 12 sobre Educação Escolar Quilombola (EEQ).
Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.
As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.
Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação



