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Diretrizes para implantação da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão entram em consulta pública
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O Ministério de Minas e Energia (MME) quer envolver a sociedade civil e os setores envolvidos na construção das diretrizes para a implementação da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (PNAST). A Pasta lançou, nesta segunda-feira (2/03), uma consulta pública com o objetivo de receber contribuições sobre a minuta de Portaria que estabelece as Diretrizes das Temporadas de Acesso da PNAST.
Consideradas como uma dos principais instrumentos da política, as Temporadas de Acesso substituem a lógica tradicional de atendimento por ordem de chegada pelas análises em lote, com critérios técnicos e competitivos. Na consulta pública, os interessados poderão contribuir com regras propostas para a realização das Temporadas de Acesso, incluindo aspectos relacionados aos processos competitivos, que ocorrerão nos pontos de conexão onde os pedidos por acesso ao sistema de transmissão superarem a capacidade disponível.
Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a participação de agentes do setor elétrico, associações, especialistas e da sociedade em geral é elemento central do processo regulatório. “As contribuições recebidas serão fundamentais para o aprimoramento da política pública, para o aperfeiçoamento final desta Portaria, fortalecendo a transparência, a legitimidade e a efetividade da implementação da PNAST”, destaca.
O Relatório de Análise de Impacto Regulatório (AIR), que acompanha a proposta normativa, também está inserido nesta consulta pública. O documento avalia os impactos regulatórios da proposta, comparando alternativas e fundamentando tecnicamente as escolhas regulatórias adotadas, em conformidade com as boas práticas de formulação normativa. Os interessados poderão enviar as contribuições durante 30 dias, após a data da publicação da consulta pública, por meio da plataforma Brasil Participativo e pelo portal do MME.
O objetivo é promover o uso mais eficiente da rede de transmissão, ampliar a previsibilidade para investidores, reduzir riscos regulatórios e fornecer subsídios mais consistentes ao planejamento da expansão do sistema elétrico.
Sobre a PNAST
A política foi instituída pelo Decreto nº 12.772/2025, que moderniza o modelo de acesso à Rede Básica do Sistema Interligado Nacional (SIN), e responde ao forte crescimento das fontes renováveis, à expansão do Ambiente de Contratação Livre (ACL) e ao aumento expressivo de pedidos de conexão de grandes cargas industriais. Entre eles, podem ser destacados projetos de hidrogênio de baixa emissão de carbono e data centers. Com a consulta pública, o MME avança na consolidação de uma política de expansão e uso do sistema de transmissão mais moderna, alinhada à transição energética, à neoindustrialização verde e ao fortalecimento da segurança e da eficiência do SIN.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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MJSP e OEA fortalecem cooperação internacional contra o crime organizado
A reunião deu continuidade às ações do Ministério no âmbito do Programa Brasil Contra o Crime Organizado e destacou a importância da atuação conjunta entre países, organismos multilaterais e instituições parceiras para ampliar a capacidade de resposta dos Estados às organizações criminosas.
Participaram do encontro o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado; a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia; o secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita; e o secretário-executivo do MJSP, Ademar Borges.
Durante a reunião, foram discutidos meios jurídicos e operacionais para ampliar a capacidade de enfrentamento às facções, com foco na asfixia financeira das organizações criminosas, no bloqueio e na recuperação de bens, além do rastreamento de armas e munições.
A secretária da Senad, Marta Machado, destacou a importância da articulação regional. “O Brasil está se movimentando e chama outros países para se unir nessa luta”, disse.
De acordo com Ivan Marques, da OEA, o enfrentamento ao crime organizado ultrapassa as fronteiras nacionais. “O jogo do combate ao crime organizado é transnacional. E o papel do Brasil é essencial”, afirmou.
Já a secretária da Senajus, Maria Rosa Loula, ressaltou a relevância da cooperação com a OEA para o enfrentamento do crime organizado em temas que exigem coordenação internacional, como a regulamentação e o combate ao uso ilícito de criptomoedas.
Como continuidade dessa agenda, um novo encontro será realizado com a participação de órgãos como a Interpol e o Banco Interamericano de Desenvolvimento, além do MJSP e da OEA, para aprofundar soluções integradas voltadas ao compartilhamento de inteligência, ao financiamento de ações estratégicas e ao fortalecimento da capacidade operacional.

- Tom Costa/MJSP

