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Dos bastidores aos palcos: Maracanaú (CE) protagoniza o último episódio da websérie do Ministério do Turismo

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Antes de as quadrilhas entrarem na arena, o São João de Maracanaú (CE) já mobilizava centenas de profissionais, que passaram meses preparando uma das maiores festas populares do país. Em 2026, o evento atraiu mais de 2,7 milhões de pessoas ao longo de 30 dias de programação e injetou mais de R$ 110 milhões na economia local. É justamente esse lado pouco conhecido, mas fundamental, que ganha destaque no quinto e último episódio da websérie “Destino: Festas Juninas”, produzida pelo Ministério do Turismo (MTur).

O capítulo batizado de “A Explosão da Arena” revela os bastidores da produção das quadrilhas juninas, a grandiosa montagem da cidade cenográfica e os palcos que receberam atrações nacionais e artistas locais durante toda a programação.

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o São João de Maracanaú é um exemplo claro de como a cultura e o turismo caminham juntos e geram resultados. “O episódio mostra que, por trás de uma grande festa, existe uma forte cadeia produtiva, que gera mais de 4 mil empregos e fortalece a identidade local”, afirma.

A força dos bastidores

Meses antes de a festa começar, a costureira Leide Ferreira já trabalhava na confecção dos figurinos que brilhariam na arena. Somente nesta edição, ela produziu cerca de 200 peças e já tem encomendas para o próximo ano. “Eu só vou parar mesmo quando o São João disser que terminou”, brinca.

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Paulo Salomão Matarazzo, coordenador do Quadrilhódromo (arena que sedia os festivais), ressalta que cada apresentação mobiliza muito mais profissionais do que o público imagina. “A quadrilha é muito mais do que o grupo que entra na arena. Tem costureiras, bordadeiras, aderecistas e muita gente trabalhando duro para fazer aquele espetáculo acontecer”, explica.

O episódio também valoriza o olhar do artista visual Weybher Ferreira, responsável pelas pinturas da Cidade Cenográfica. “É um trabalho que as pessoas não veem muito. A gente está nos bastidores, repintando o tablado e preparando tudo para deixar no capricho, bonito para o público”, orgulha-se.

Quando a festa ganha vida

Com a abertura dos portões, todo o suor dos bastidores se transforma em espetáculo. Ao longo de 30 dias, o São João de Maracanaú, de 2026, reuniu cerca de 450 atrações culturais, aproximadamente 250 quadrilhas distribuídas em sete festivais e um impressionante público de 2,7 milhões de visitantes.

Para o cantor Preto Joia, o evento é uma vitrine fundamental para os músicos da região. “É muito importante quando vêm grandes atrações, porque elas trazem turistas, e isso faz com que as pessoas conheçam também o nosso trabalho ao vivo, com o nosso tempero e a nossa identidade”, avalia.

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E quem visita a festa percebe de imediato o resultado de tamanha preparação. A turista Natália Matos, de Fortaleza, voltou ao São João pelo segundo ano consecutivo e conta que a infraestrutura foi um dos principais motivos do retorno. “A decoração é muito impactante desde a entrada. No ano passado eu vim e aproveitei tudo, mas este ano a estrutura e as cores das roupas das quadrilhas profissionais me surpreenderam ainda mais. Quem não veio, perdeu”, garante.

Sobre o projeto “Destino: Festas Juninas”

Lançada pelo MTur, a iniciativa multiplataforma dá visibilidade aos bastidores de cinco dos maiores polos festivos do Nordeste: Campina Grande (PB), Caruaru (PE), Mossoró (RN), Maracanaú (CE) e Petrolina (PE). 

Por meio de 10 episódios de uma websérie para as redes sociais e uma série de rádio, o projeto joga luz sobre as pessoas que fazem a festa acontecer. A narrativa mostra como a preservação de uma das mais importantes manifestações culturais do país atua como engrenagem fundamental para impulsionar o turismo, movimentar a economia e gerar oportunidades para a população local.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes

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O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.

O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.

Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.

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Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.

Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.

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Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.

Assessoria de Comunicação Social do MEC

Fonte: Ministério da Educação

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