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Educação avança com investimentos do Novo PAC

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Até o final de 2024, o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) já executou R$ 711 bilhões em investimentos em várias áreas, mais da metade do total de R$ 1,3 trilhão previsto até o final de 2026. Na educação,foram concluídos mais de 900 empreendimentos, entre creches, escolas, quadras e coberturas de quadras. Além disso, mais de 800 municípios já receberam transportes escolares por meio do Novo PAC. 

“Até o final de 2026, nós não queremos mais nenhuma obra paralisada ou inacabada na educação básica”, anuncia o ministro da Educação Camilo Santana. “Queremos entregar todas as creches, escolas ou quadras poliesportivas para nossas crianças e jovens de todo o país.  

Para a implantação de 102 novos campi de institutos federais (IFs) em 98 municípios brasileiros, o Novo PAC garante R$ 2,5 bilhões. Quando estiverem em pleno funcionamento, serão ofertadas 140 mil novas vagas, prioritariamente de cursos técnicos integrados ao ensino médio, além de possibilitar a contratação de 11.400 novos servidores, em até cinco anos. 

Outra ação do Programa foi quanto à conectividade nas escolas. Até dezembro de 2024, o Novo PAC garantiu a conectividade em mais de 70 mil escolas, o que equivale a mais da metade das escolas públicas do ensino básico de todo o país. A meta é universalizar, até 2026, a conectividade em 138 mil escolas públicas, seguindo os padrões da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec). 

BalançoDo total de R$ 711 bilhões em investimentos, R$ 345,7 bilhões tiveram como origem recursos privados; R$ 183,1 bilhões são oriundos de financiamentos; e R$ 106 bilhões de empresas estatais com projetos incluídos no Programa. Além disso, R$ 71,3 bilhões são provenientes do Orçamento Geral da União (OGU) e R$ 5,1 bilhões de fundos setoriais. Os dados do Novo PAC estão disponíveis no site gov.br/novopac. O Programa prevê, além desses recursos, outros R$ 500 bilhões para investimentos após 2026, totalizando, assim, R$ 1,8 trilhão. 

“Os números mostram que superamos o volume de investimentos previstos para o período de 2023-2026, cumprindo o cronograma anunciado pelo presidente Lula no lançamento do Programa em agosto de 2023”, afirma o secretário especial do Novo PAC da Casa Civil, Maurício Muniz. 

A carteira do PAC conta com mais de 23 mil empreendimentos. Em dezembro de 2024, mais de 3.800 (16,6%) já haviam sido concluídos; 5.178 (22,4%) estavam sendo executados; e 2.836 (12,3%) estavam em fase de licitação ou leilão. Outros 11.181 (48,6%) dos empreendimentos estavam em ação preparatória, ou seja, em contratação, estudo, projeto de engenharia e/ou licenciamento ambiental. Dentre os que estão em fase preparatória, 47% estão na modalidade Novo PAC Seleções, cujas ações são de responsabilidade de estados e municípios. 

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“Estamos em diálogo constante com os estados e os municípios, para que esses empreendimentos – realizados com recursos federais, mas com gestão local – ganhem mais agilidade em sua execução. Para tanto, é importante o diálogo, principalmente, com as prefeituras e os governos estaduais para que os empreendimentos avancem e sejam entregues”, reforça o secretário especial Maurício Muniz. 

Para reforçar o diálogo e execução do Novo PAC, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, tem visitado os estados da federação com uma comitiva de gestores federais para acompanhar o andamento das obras em reuniões com os governos estaduais e os gestores municipais. Desde o final de 2024, a Caravana do Novo PAC já percorreu estados como Rio Grande do Norte, Sergipe, Rio Grande do Sul e Paraíba. 

Além disso, o site do Novo PAC foi recém-atualizado, com informações até dezembro de 2024, acrescentando novos dados por empreendimentos, como estimativa do valor total do empreendimento no Novo PAC (2023-2030), estágio da obra, percentual de execução do empreendimento, classificação, tipo de executor e, no caso das seleções, links diretos para o transfere.gov/MGI e SISMOB/MS. 

Minha Casa, Minha Vida O programa retomou o Minha Casa, Minha Vida, que voltou a transformar a realidade de milhares de brasileiros. Até dezembro de 2024, foram contratadas 1,3 milhão de novas moradias, com um investimento total de R$ 190 bilhões. Dessas, mais de 80% (1.047.829) já foram entregues. 

Até dezembro de 2022, muitas obras voltadas à habitação popular estavam paralisadas ou em ritmo lento. A partir do Novo PAC, mais de 43 mil moradias que estavam em condições de abandono foram retomadas, concluídas e entregues, beneficiando cerca de 173 mil pessoas que agora têm um lar seguro e digno para morar. 

Água para TodosOutro destaque é o eixo Água para Todos, que busca garantir o acesso universal à água potável e à segurança hídrica. Em dois anos, já foram entregues 191 empreendimentos de abastecimento de água e mais de 54 mil cisternas, melhorando a qualidade de vida de milhares de famílias em diversas regiões do país. 

Saúde A área da saúde também é destaque. Desde a retomada do Novo PAC, 1.478 municípios com vazios assistenciais – localizados em territórios de maior vulnerabilidade social e econômica – foram selecionados para receber novas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Com processos licitatórios e de contratação já autorizados, mais de 370 municípios já iniciaram suas obras. Além disso, 2.222 novas ambulâncias do SAMU foram entregues, fortalecendo o atendimento de emergência no país. 

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Transporte Eficiente e Sustentável – Desde 2023, os empreendimentos do eixo Transporte Eficiente e Sustentável garantiram o avanço da condição da malha rodoviária federal. Com isso, a proporção de rodovias com boas condições de tráfego saltou de 50% em dezembro de 2022 para 75% em dezembro de 2024. Além disso, a ampliação da malha ferroviária  com investimentos na Ferrovia Transnordestina, na Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) e na Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO) tem fortalecido a logística do país. 

Transição e Segurança Energética O Novo PAC completa dois anos com um saldo positivo na área de Transição e Segurança Energética. A carteira de investimentos segue crescendo e alcançando importantes resultados na execução dos investimentos planejados para garantir um setor energético mais sustentável e seguro para o país. Até 2026, foram previstos R$ 466,7 bilhões em investimentos. Do total de empreendimentos, 363 (40%) já estão concluídos e 35% estão em execução, e apenas 25% ainda estão em fase de preparação ou licitação. 

Novo PAC Seleções – O Novo PAC Seleções, que dá oportunidade para que governos estaduais e municipais submetam diretamente ao Governo Federal suas necessidades e propostas de obras e equipamentos, encerrou sua primeira etapa com 13,7 mil projetos selecionados, que totalizam investimentos de R$ 81,1 bilhões. A segunda seleção, que está em andamento, teve 35 mil propostas inscritas e uma previsão de R$ 49,2 bilhões em investimentos. 

A sistematização dos investimentos, por meio do Novo PAC, colabora para que o Governo Federal cumpra os compromissos da universalização do saneamento básico, a inclusão digital, o acesso ampliado à saúde e à educação, melhoria das rodovias federais, portos e aeroportos, além da oferta de moradia digna, segurança hídrica e geração de energia. O Programa também fomenta a inovação científica, o desenvolvimento sustentável e a modernização da indústria nacional, em um esforço conjunto entre o Governo Federal e os governos estaduais e municipais e o setor privado para acelerar o crescimento do país. 

O Programa faz o Brasil crescer, gerar empregos, criar mecanismos suficientes para o desenvolvimento sustentável, destravar a economia, impulsionar e aprofundar a relação entre Estado e mercado e, principalmente, ter o povo no centro dos seus empreendimentos por meio de consultas diretas aos governos estaduais e municipais e aos movimentos populares. 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Casa Civil 

Fonte: Ministério da Educação

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CMSE assegura atendimento eletroenergético em 2026 com reservatórios em níveis elevados no início do período seco

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O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, nesta quarta-feira (1º/7), a 320ª reunião ordinária do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). O colegiado destacou a melhora contínua das condições hidrometeorológicas na Região Sul ao longo do mês de junho, especialmente na bacia do rio Iguaçu, em comparação aos meses anteriores. O cenário contribuiu para a recuperação dos níveis de armazenamento dos reservatórios da região, que alcançaram níveis satisfatórios, reforçando a segurança do atendimento eletroenergético do país em 2026.

De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a atuação frequente de frentes frias e massas de ar frio nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste favoreceu a ocorrência de chuvas e a redução das temperaturas ao longo do período. Nessas três regiões, os termômetros registraram valores abaixo da média histórica para a época do ano.

Já as bacias dos rios Iguaçu, Tietê, Grande, Paranaíba e a incremental à UHE Itaipu apresentaram totais de precipitação superiores à média mensal. No caso das bacias dos rios Tietê, Grande e Paranaíba, os índices históricos de chuva para esta época do ano são naturalmente reduzidos. Para grande parte das demais bacias do Sistema Interligado Nacional (SIN), os cenários apresentam condições próximas à média histórica. Na reunião, também foi ressaltada a elevada probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, com predominância de projeções que apontam para intensidade forte ou muito forte.

No que se refere ao atendimento de potência do SIN, o ONS informou que, em cenários de maior demanda e condições climáticas adversas, está prevista a utilização complementar de usinas termelétricas, aliada à operação otimizada das hidrelétricas do rio São Francisco e ao uso estratégico do reservatório da UHE Itaipu.

Ainda durante a reunião, o ONS apresentou o Plano da Operação Energética (PEN) que avalia os critérios de garantia de suprimento de energia e potência, no horizonte 2027 a 2030. Os resultados serão divulgados no Portal do PEN (Sumário Executivo e Resultados em Power BI) no dia 7 de julho, data em que também será realizada reunião com agentes. Os Relatórios Finais serão divulgados no referido Portal do ONS e no SINtegre no dia 31 de julho.

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Informações Técnicas:

Condições Hidrometeorológicas: em junho, a precipitação foi superior à média mensal na área incremental à UHE Itaipu e nas bacias dos rios Iguaçu, Tietê, Paraíba do Sul, Grande e Paranaíba e no trecho montante à UHE Três Marias, no São Francisco. Ressalta-se que a média é baixa nas bacias da região Sudeste nessa época do ano. Nas demais bacias hidrográficas de interesse do SIN, os totais de precipitação foram inferiores à média.

Em relação à Energia Natural Afluente (ENA), ainda durante junho, foram observados valores abaixo da média histórica para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, sendo 93%, 82%, 59% e 58% da Média de Longo Termo (MLT), respectivamente. Em termos de SIN foi verificada ENA de 82% da MLT.

Com relação à previsão meteorológica, o tema foi apresentado na reunião pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a convite do CMSE. Os destaques da previsão indicam, no horizonte de uma semana, chuvas abaixo da média nas bacias do Iguaçu e Jacuí e, na segunda semana, chuvas acima da média em parte da bacia do Paraná e condições normais nas demais bacias. Para a segunda quinzena, a previsão indica chuvas acima da média em parte da bacia do Paraná, Iguaçu e no Alto Uruguai. Nas demais bacias, chuvas em torno da média.

Energia Armazenada: ao final de junho, foram verificados armazenamentos equivalentes de 66%, 63%, 89% e 95% nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente. No SIN, o armazenamento foi de aproximadamente 71%.

Previsão Hidroenergética para Julho/2026:

Subsistema

ENA (% MLT)
Cenário Superior

ENA (% MLT)
Cenário Inferior

EARmáx (%)
Cenário Superior

EARmáx (%) Cenário Inferior

Sudeste/Centro-Oeste

105% 

87% 

63,8% 

62,3% 

Sul

125% 

50% 

75,2% 

52,2% 

Nordeste

61% 

61% 

84,4% 

88,6% 

Norte

72% 

68% 

93,3% 

93,1% 

SIN (total)

102%  

74% (4º menor em 96 anos) 

69,7% 

66,1% 

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Expansão da Geração e Transmissão: a expansão verificada em junho de 2026 foi de 184,5 MW de capacidade instalada de geração centralizada de energia elétrica, com destaque para entrada em operação comercial do Complexo Fotovoltaico Lagoinha, no município de Russas/CE, com 165 MW. No caso da transmissão, entraram em operação comercial 1.012 km de linhas de transmissão, com destaque para a entrada da LT 500 kV Xingó – Camaçari II C1 e C2 (357 km cada) e da LT 500 kV Presidente Juscelino – Vespasiano 2, C1 e C2 (149 km cada). Não houve entrada em operação comercial de novos transformadores com tensão igual ou superior a 230 kV.

Comercialização: No âmbito do monitoramento da comercialização, a Câmara de Comercialização de Energia (CCEE) apresentou os resultados da liquidação financeira do Mercado de Curto Prazo (MCP), referente à contabilização de maio de 2026. O montante totalizou R$ 3,07 bilhões, dos quais R$ 2,64 bilhões foram liquidados, com R$ 414,81 milhões (15,70% do liquidado) creditados à Conta de Energia de Reserva – CONER, enquanto R$ 424,40 milhões permaneceram inadimplidos.

Exportação/Importação: Considerando os meses de maio e junho de 2026 (dados preliminares), não houve exportação de energia proveniente de usinas hidrelétricas. Quanto à exportação termelétrica, em maio de 2026, o montante foi de 754 MWmédios (561 GWh), sendo 98% para a Argentina e 2% para o Uruguai. Em junho de 2026, o montante foi de 1.169,5 MWmédios (814 GWh), sendo 85% para a Argentina e 15% para o Uruguai. Não houve importação comercial nos meses de maio e junho de 2026.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (01/07) serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes e divulgada conforme o regimento.

*Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico 

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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