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Em visita fábrica a brasileira de biotecnologia, Alckmin destaca fortalecimento da indústria da saúde

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Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, destacou a importância dos investimentos públicos no complexo industrial da saúde, durante visita à fábrica da Bionovis, em Valinhos (SP), nesta terça-feira (03/03).

A Bionovis é uma fábrica brasileira de biotecnologia dedicada ao desenvolvimento e produção de medicamentos biológicos de alta tecnologia, muitos deles voltados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Alckmin falou sobre a produção da empresa na área de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs), utilizados especialmente para vacinas, além dos anticorpos monoclonais que são importantes para o tratamento de câncer e doenças autoimunes.

No ano passado, Alckmin já havia visitado a Bionovis, quando do anúncio da aprovação da Anvisa para a fabricação do insumo farmacêutico para doenças autoimunes.

“É uma alegria voltar à Bionovis, que está na vanguarda da ciência, no setor estratégico que é a área do Complexo Industrial da Saúde, a Missão 2 da Nova Indústria Brasil (NIB)”, disse. “Nós temos aqui também margem de preferência que ajuda a indústria; a inovação incremental faz toda a diferença; as Parcerias de Desenvolvimento Produtivo, as PDPs”.

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Com a NIB, o governo fortaleceu a agenda de desenvolvimento da indústria nacional, para ampliar o acesso da população a medicamentos, vacinas e demais insumos estratégicos.

Um dos instrumentos de estímulo à produção nacional é a PDP, que permite a transferência de tecnologia de produtos estratégicos para o SUS para laboratórios nacionais, possibilitando redução de preços e introdução tecnológica no país. As parcerias são realizadas entre instituições públicas e empresas privadas, buscando promover a produção pública nacional. Também está incluído no escopo das PDPs o desenvolvimento de novas tecnologias.

A Bionovis integra 13 PDPs realizadas também com laboratórios públicos, que já entregaram mais de 8,4 milhões de medicamentos ao SUS. A indústria contou, em 2025, com a aprovação do financiamento de R$ 650 milhões, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Acesso a todos

O presidente Lula ressaltou a importância do SUS para garantir o acesso da população a medicamentos de alta tecnologia. “90% do povo brasileiro ganha até R$ 5 mil por mês. Significa que 90% do povo brasileiro, se não existisse o SUS, não poderia comprar esse remédio”, explicou o presidente ao mostrar a caixa de um medicamento que custa R$ 4 mil. “Parece que tem ouro aqui dentro. Mas isso aqui tem vida, que é mais importante do que o ouro”, completou.

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Lula também ressaltou o papel do Estado como indutor do desenvolvimento, proporcionando tratamento de saúde de alta tecnologia para todos os brasileiros. 

“É importante que as pessoas compreendam o papel do Estado. O Estado não tem que ser o produtor. Ele não tem que ter a fábrica. O que ele tem é que ser o indutor. O que ele tem é que criar política de crédito, financiamento e ajudar na produção. Porque quando beneficia as pessoas, todo mundo ganha. E a gente salva vida”, concluiu o presidente.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Wellington Lima destaca proteção a jornalistas e defensores de direitos humanos em homenagem a Dom Phillips e Bruno Pereira

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Brasília, 11/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou nesta quinta-feira (11), no Palácio do Itamaraty, da cerimônia de premiação do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação. A iniciativa reconheceu trabalhos jornalísticos e projetos de comunicação voltados à defesa dos direitos humanos, do meio ambiente, dos povos indígenas e das comunidades tradicionais.

Mais do que uma premiação, o concurso buscou preservar a memória do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, assassinados em junho de 2022 durante uma expedição no Vale do Javari, no Amazonas (AM). Reconhecidos pela atuação em defesa dos povos indígenas, da proteção ambiental e da liberdade de informação, os dois se tornaram símbolos da luta pelos direitos humanos e da necessidade de garantir segurança a jornalistas, comunicadores e defensores socioambientais.

Promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), com apoio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o concurso integra o Plano de Ação brasileiro para o cumprimento das medidas cautelares determinadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) após o assassinato de Phillips e Pereira. O concurso contou ainda com apoio do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

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Durante a cerimônia, Wellington Lima ressaltou a importância de preservar a memória dos jornalistas e destacou os avanços promovidos pelo Estado brasileiro para fortalecer a proteção de jornalistas, comunicadores e defensores de direitos humanos.

“Estamos aqui também para exercer o dever de memória. Bruno e Dom não devem ser lembrados apenas pela tragédia que os vitimou, mas pelo legado que construíram e pelas transformações que ainda inspiram o Brasil”, afirmou o ministro.

Segundo Wellington Lima, a atuação conjunta entre Governo e sociedade civil tem sido fundamental para a construção de respostas concretas às demandas relacionadas à proteção de direitos humanos e à liberdade de imprensa. Ele destacou a criação do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, espaço permanente de articulação que contribuiu para a elaboração do Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais.

Ao encerrar sua participação, o ministro reforçou a importância da responsabilização dos autores de crimes cometidos contra defensores de direitos humanos e profissionais da comunicação.

“Temos confiança de que as investigações e os processos judiciais desses casos devem seguir seu curso com a seriedade, a atenção e o rigor que essas situações exigem”, declarou.

Premiação reconhece iniciativas em defesa dos direitos humanos e do meio ambiente

Lançado em março deste ano, o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação recebeu 912 inscrições de todas as regiões do País. O concurso contemplou seis categorias: Reportagem em Texto, Fotojornalismo e Artes Visuais, Reportagem Audiovisual, Comunicação Indígena, Comunicação de Comunidades Tradicionais e Educação Midiática. Ao todo, foram distribuídos R$ 300 mil em premiações.

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Em cada uma das seis categorias, foram premiadas três iniciativas. Os vencedores do primeiro lugar receberam R$ 30 mil, enquanto os segundos e terceiros colocados foram contemplados com R$ 15 mil e R$ 5 mil, respectivamente. A premiação buscou valorizar produções comprometidas com a promoção dos direitos humanos, a proteção ambiental, a defesa dos povos indígenas e o fortalecimento da comunicação de interesse público.

Também participaram da solenidade o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira; o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; a ministra interina dos Direitos Humanos e da Cidadania, Caroline Dias dos Reis; o secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey; a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto; o vice-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, José Luis Caballero Ochoa; o encarregado de Negócios da Embaixada do Reino Unido, Tony Kay; o adjunto do advogado-geral da União, Júnior Divino Fideles; e o representante das organizações peticionárias, Eliésio Marubo.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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