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Enccla promove seminário sobre gestão de ativos digitais apreendidos
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Brasília, 20/08/2025 – Autoridades e especialistas se reuniram para debater procedimentos de apreensão custódia e alienação de criptomoedas e outros ativos digitais pelo Poder Público durante seminário no Palácio da Justiça, em Brasília (DF). As discussões, nesta quarta-feira (20), integram os trabalhos da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla). O objetivo é que o grupo apresente soluções para garantir maior eficiência, segurança jurídica e transparência na administração desses bens.
O seminário Aspectos Práticos da Apreensão, Custódia e Alienação de Ativos Digitais integra os trabalhos da Ação nº 7/2025 da Enccla, que estuda o momento mais adequado para a liquidação de ativos virtuais apreendidos ou perdidos em favor da União e dos Estados. A medida avalia se a venda dos ativos digitais deve ocorrer antes ou após o trânsito em julgado.
O diretor de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, Paulo Maurício Teixeira da Costa, explicou que o seminário permite trocar experiências e aprimorar procedimentos. “A tecnologia traz novos desafios e soluções inovadoras no combate à corrupção e à lavagem de dinheiro. É essencial estarmos preparados para atuar com eficiência nesse cenário em constante transformação”, alertou.
A secretária Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado, observou que a discussão sobre ativos digitais exige olhares múltiplos. “Esse é um desafio que não é só brasileiro, mas mundial. Em outros fóruns internacionais também temos debatido como lidar com esse mercado em expansão e com o risco de sua utilização em esquemas de lavagem de dinheiro”, disse. Para ela, a Enccla se destaca por ser um fórum com pouca burocracia e diverso, com a participação dos Poderes Executivo e Judiciário, além da sociedade civil.
A mesa de abertura também contou com a presença de representantes da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe). Os magistrados federais Marcello Granado e Rodrigo Pessoa falaram sobre a cooperação entre órgãos e o fortalecimento de procedimentos que garantem segurança jurídica e efetividade no combate à corrupção e à lavagem de dinheiro.
O tema ganha importância em razão do avanço das criptomoedas e outros ativos digitais, cada vez mais utilizados em operações ilícitas. Atualmente, não há regulamentação específica que defina o momento adequado para a liquidação desses bens, o que gera riscos tanto para a União quanto para os acusados.
Programação do seminário
O seminário contou com quatro painéis temáticos:
– Painel 1 – Dados que Falam: Coleta, Investigação e Análise Avançada com o Projeto Analytics
– Painel 2 – Desafios em uma Investigação Envolvendo Ativos Digitais
– Painel 3 – Ativos Digitais – A Nova Realidade das Investigações e as Dificuldades a Serem Superadas
– Painel 4 – Riscos Inerentes à Custódia e Alienação de Ativos Digitais
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Ministro Wellington Lima apresenta ações do MJSP à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara dos Deputados
Brasília, 9/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou, nesta terça-feira (9), de audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados para apresentar iniciativas da pasta e responder a questionamentos de parlamentares sobre segurança pública.
A audiência contou com a presença de outros integrantes da gestão do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), entre os quais o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas; o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Modesto; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado; e o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.
Na reunião, o ministro mencionou a atuação integrada entre União, estados, municípios, Poder Judiciário, Ministério Público (MP) e forças de segurança para o enfrentamento da criminalidade organizada.
Segundo Wellington Lima, a formulação de políticas públicas eficazes depende da cooperação institucional e do diálogo permanente com as Casas Legislativas. “Não há segurança pública sem o Congresso Nacional. A construção de políticas públicas eficazes exige diálogo permanente com o Parlamento, com o Judiciário, com o Ministério Público e com os profissionais que estão na ponta do sistema de segurança”, afirmou.
Entre os temas abordados estiveram as estratégias de combate ao crime organizado, as ações de fortalecimento do sistema prisional, as medidas de combate ao tráfico ilícito de armas e as iniciativas voltadas à descapitalização financeira de organizações criminosas.
Ao tratar das medidas de enfrentamento às facções criminosas, Wellington Lima ressaltou a importância do enfraquecimento financeiro desses grupos.
“O primeiro eixo é exatamente a reprodução e o aperfeiçoamento dos mecanismos de asfixia financeira. É preciso tirar o oxigênio do crime organizado.”
O ministro também apresentou iniciativas voltadas ao aprimoramento da inteligência e da investigação criminal, com foco na ampliação da capacidade de esclarecimento de homicídios e das operações de repressão às organizações criminosas.
Ao abordar o sistema penitenciário, defendeu investimentos em tecnologia, inteligência e protocolos de segurança para impedir a comunicação de lideranças criminosas com grupos que atuam fora das unidades prisionais. “Esse é um problema que não poderia ser adiado de modo algum”, enfatizou.
Operações em unidades prisionais
Durante a audiência, Wellington Lima anunciou que o MJSP realizará, até o final de 2026, uma operação nacional e duas regionais por mês em unidades prisionais de todo o País.
A medida busca reforçar o controle do sistema penitenciário, combater a atuação de organizações criminosas e ampliar a integração entre as forças de segurança e as administrações penitenciárias estaduais.
Plataformas digitais
Sobre plataformas digitais, parlamentares também questionaram os decretos relacionados à atuação das plataformas digitais e às medidas de enfrentamento de crimes praticados no ambiente virtual.
O ministro explicou que as normas foram elaboradas com base em análises técnicas e dados relacionados ao crescimento de ilícitos praticados pela internet, como fraudes eletrônicas, exploração sexual de crianças e adolescentes e divulgação não autorizada de conteúdo íntimo.
“Os decretos foram elaborados a partir de evidências concretas sobre a crescente centralidade da internet na vida dos brasileiros e sobre a urgência de enfrentar o aumento de crimes, atos ilícitos e condutas abusivas que vêm se multiplicando no ambiente digital”, disse.
De acordo com Wellington Lima, as medidas buscam ampliar a capacidade de resposta do Estado diante desses crimes, sem afastar o papel do Congresso Nacional na discussão e eventual definição de regras permanentes para o setor.
“O Parlamento é sempre quem melhor legisla, mas muitas vezes a sociedade clama por alguma providência mais imediata”, completou.
A audiência integra as atividades de fiscalização e de acompanhamento das políticas públicas conduzidas pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.
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