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Encontro promove formação de professores da EJA
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As novas diretrizes operacionais para a oferta da educação de jovens e adultos (EJA), estabelecidas na Resolução CNE/CEB N° 3/2025, foram debatidas no 6º Círculo de Cultura Virtual da Formação em Serviço dos Professores da EJA. Promovida pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), em parceria com o Instituto Federal Farroupilha (IFFar), o ciclo ocorreu no dia 21 de maio, com o tema “EJA: Contexto, Políticas e Atualidade – Diretrizes Operacionais Nacionais para a EJA”. A transmissão foi realizada e segue disponível no canal do MEC no YouTube. Participaram cerca de 6 mil professores.
O Círculo de Cultura Virtual integra as iniciativas de formação docente desenvolvidas no âmbito do Programa Nacional para a docência na EJA (ProfEJA), como parte do Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Jovens e Adultos. O ProfEJA é realizado por meio da parceria entre Secadi e instituições federais de ensino superior.
O encontro contou com a presença de membros da Comissão Nacional de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos (Cnaeja), instância de assessoramento ao MEC na construção de políticas para a oferta da EJA.
Durante o evento, a conselheira do CNE, Mariana Rosa; a coordenadora dos Fóruns de EJA, Marlene Souza Silva; a representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Guelda Andrade; e integrantes da Cnaeja destacaram o amplo processo de participação na construção das novas diretrizes operacionais e apontaram a necessidade de acompanhar sua implementação nas redes de ensino.
Sobre a transição da atual oferta em educação a distância (EaD) realizada por algumas redes de ensino, para a mediação presencial, as debatedoras ressaltaram as amplas possibilidades de arranjos curriculares, de tempos e espaços presentes na Resolução nº 3/2025, que garantem a flexibilidade na composição da carga–horária, com a combinação de atividades pedagógicas presenciais e não presenciais. No mesmo sentido, lembraram que as novas diretrizes induzem à oferta da EJA em diferentes turnos.
Além disso, representantes do MEC informaram aos professores as datas e os procedimentos para adesão ao Programa Nacional do Livro Didático (PNLD)e ao Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) para a EJA. A diretora de Políticas de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos, Ana Lucia Sanches, informou que as escolas têm até esta sexta-feira, 23 de maio, para a escolha dos livros didáticos para estudantes e professores da EJA. O coordenador-geral de Equidade Educacional, Caio Callegari, apresentou o PDDE Equidade, que inclui a EJA e foi lançado recentemente. Ele destacou que as redes de ensino e escolas têm até o dia 6 de junho para adesão.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
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Brasil é destaque na OMC por avanços no Portal Único de Comércio Exterior
Durante a 2ª revisão do Acordo de Facilitação do Comércio (AFC), realizada entre 10 e 12 de junho, o país compartilhou na Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, os avanços do Portal Único de Comércio Exterior e outras iniciativas de modernização do comércio exterior brasileiro.
Durante as reuniões, os membros da OMC compartilharam experiências e discutiram formas de simplificar processos, reduzir custos e aumentar a eficiência das operações de exportação e importação.
Nesse contexto, a delegação brasileira apresentou iniciativas concretas que não apenas cumprem os compromissos do AFC, mas avançam além deles, com foco em eficiência regulatória, digitalização e redução de custos operacionais para empresas.
A participação ativa do país reforça seu papel como referência internacional em facilitação do comércio e contribui para dar visibilidade aos avanços implementados no ambiente doméstico, com impactos diretos na competitividade das empresas brasileiras.
Avanços estruturantes
Nos últimos anos, o Brasil tem promovido uma agenda consistente de modernização do comércio exterior, baseada na integração e digitalização de processos e na gestão de riscos. Essas medidas vêm reduzindo prazos, eliminando redundâncias e aumentando a previsibilidade para operadores privados.
Destaques que já fazem diferença para as empresas e foram levados ao foro multilateral como boas práticas:
• Integração dos órgãos intervenientes ao Portal Único de Comércio Exterior, permitindo a realização dos processos em um ambiente digital único, com maior coordenação, transparência e eficiência.
Atualmente há 17 órgãos intervenientes, e todos estão integrados ao Portal Único. Com isso, houve a redução da utilização de diversos sistemas por parte dos operadores. A anuência de produtos sujeitos ao controle da Anvisa, como exemplo, possuía protocolo de processo, pagamento de taxa de exercício de poder de polícia e relatório de inspeção de mercadorias efetuados em sistemas não integrados. Hoje todo o processo ocorre no Portal Único.
• Pagamento Centralizado de Comércio Exterior, simplificando a arrecadação e a quitação de taxas e tributos por meio de uma plataforma unificada. Anvisa e MAPA possuem suas taxas integradas ao módulo PCCE, com redução média de 48 horas de tempo de análise. Exército e Inmetro estão em processo de integração de suas taxas ao PCCE.
• Licenças Flex, proporcionando maior agilidade, previsibilidade e flexibilidade na gestão do tratamento administrativo das operações de comércio exterior. Com o novo tipo de licença já houve redução de 80% na quantidade de licenças emitidas pelos órgãos anuentes, quando comparado o primeiro trimestre de 2026 em relação ao ano anterior.
• Despacho antecipado de mercadorias, permitindo a conclusão dos procedimentos aduaneiros antes da chegada da carga, com significativa redução dos tempos de permanência em portos.
O Despacho sobre Águas constitui importante medida de facilitação do comércio exterior ao permitir o processamento antecipado das formalidades aduaneiras durante o trânsito marítimo da mercadoria. Levantamento realizado pela Receita Federal demonstrou redução média de cerca de 70% no tempo decorrido entre a chegada da carga e sua efetiva entrega ao importador.
• Nova modalidade de tratamento administrativo de monitoramento, com abordagem mais moderna e proporcional de controle estatal, sem intervenção direta do órgão no fluxo do comércio exterior.
Baseado em dados e gestão de riscos, o tratamento administrativo de monitoramento permite que os órgãos acompanhem as operações após seu registro, subsidiando decisões regulatórias futuras. Como resultado, a Agência Nacional de Energia Elétrica passou a atuar exclusivamente por monitoramento, enquanto o Ministério da Defesa reduziu aproximadamente 80% de suas licenças, concentrando suas exigências em um único LPCO.
Essas iniciativas se somam a esforços contínuos de integração entre órgãos governamentais, adoção de gestão de risco e simplificação normativa, criando um ambiente mais favorável ao comércio exterior.
Impactos para as empresas
Os avanços já se traduzem em benefícios concretos para o setor produtivo, incluindo:
• Redução dos custos logísticos e administrativos associados às operações de comércio exterior.
• Ampliação da previsibilidade e da segurança quanto aos prazos de liberação de mercadorias.
• Simplificação de procedimentos, com eliminação de etapas burocráticas e exigências redundantes.
• Fortalecimento da competitividade internacional das empresas brasileiras e melhoria do ambiente de negócios. O Novo Processo de Importação tem contribuído diretamente para o fortalecimento da competitividade internacional das empresas brasileiras e para a melhoria do ambiente de negócios ao reduzir custos, aumentar a previsibilidade das operações e simplificar procedimentos de comércio exterior.
Os resultados já são concretos: em fevereiro de 2026, o Portal Único de Comércio Exterior passou a processar mais da metade das importações brasileiras, proporcionando redução média de 19 horas no tempo de permanência das cargas nos portos.
Com a implementação integral do programa, estima-se uma economia superior a R$ 40 bilhões anuais para o setor privado, decorrente da diminuição de custos logísticos e administrativos, do aumento da eficiência operacional e da maior integração entre os órgãos governamentais, fatores essenciais para ampliar a inserção competitiva do Brasil no comércio internacional.
Nesse contexto, o Brasil se destaca na vanguarda da modernização do comércio exterior, implementando soluções reconhecidas internacionalmente e contribuindo para o aperfeiçoamento dos modelos de facilitação do comércio em âmbito global.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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