BRASIL
Encontro reúne entidades habilitadas para disputar oito vagas no Conatrap
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Brasília, 26/09/2025 – O encontro nacional das organizações da sociedade civil (OSC), habilitadas para a eleição do Comitê Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conatrap), reuniu os dez representantes das entidades habilitadas para participar do processo, nesta quinta-feira (25). O encontro, em formato virtual, marcou a penúltima etapa de escolha das oito entidades que irão compor o colegiado no biênio 2025-2027.
A diretora de Migrações do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Luana Medeiros, explicou que o enfrentamento ao tráfico de pessoas é uma agenda complexa que exige atuação conjunta do Estado e da sociedade civil. “Este é um momento histórico e significativo para o Conatrap, que marca a ampliação e fortalecimento da participação da sociedade civil na formulação de políticas de enfrentamento ao tráfico de pessoas”, disse.
A coordenadora-geral de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes, Marina Bernardes, destacou a importância da participação ativa da sociedade civil. “O Conatrap tem uma trajetória importante desde sua criação em 2013. A eleição amplia a presença ativa das organizações da sociedade civil no órgão colegiado. Isso é essencial para que nossas ações sejam efetivas e reflitam as necessidades reais das vítimas”, disse.
O Conatrap é um colegiado consultivo do MJSP, que é presidido pela Secretaria Nacional de Justiça (Senajus). Ele tem papel estratégico na formulação de políticas públicas de prevenção, proteção e acompanhamento de vítimas de tráfico de pessoas. A eleição reforça o compromisso do Governo Federal em ampliar a participação social, assegurando mais representatividade da sociedade civil na construção de políticas públicas.
Processo Eleitoral
Participaram do evento as 10 organizações que foram habilitadas. Na sequência, as organizações habilitadas votarão entre si. As 8 mais votadas representarão a sociedade civil no colegiado. A votação acontecerá no período de 29 de setembro a 1º de outubro, exclusivamente por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) do MJSP.
O processo segue as normas do Edital de Chamamento nº 01/2025 da Senajus, que garante transparência nas etapas. O evento reforçou o diálogo entre governo e sociedade civil, e destacou a importância da participação das OSC na proteção e na promoção dos direitos das vítimas de tráfico de pessoas.
Durante o encontro, as entidades puderam se apresentar para as demais, a fim de obterem os votos necessários para a próxima etapa do certame, esclarecer dúvidas sobre o procedimento de votação e renovar o compromisso com a pauta do enfrentamento ao tráfico de pessoas.
BRASIL
Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo
Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.
A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.
Afroturismo
Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas.
Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.
Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.
Turismo 60+
A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.
Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.
”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.
Protagonismo indígena
Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.
Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.
Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.
Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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