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Encontro sobre Acesso à Justiça reúne 15 países na Colômbia e promove avanço no consenso sobre Convenção Ibero-Americana
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Cartagena, 07/10/2025 – Quinze estados-membros da Conferência dos Ministros da Justiça dos países Ibero-Americanos (COMJIB) se reuniram, em Cartagena, na Colômbia, para participar do Encontro Regional sobre Acesso à Justiça. O resultado foi a aprovação da Convenção Ibero-Americana de Acesso à Justiça (CIAJ), que segue para avaliação interna dos Ministérios da Justiça e chefes de Estado. O Brasil foi representado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) durante o evento, realizado entre os dias 2 e 3 de outubro.
Para a secretária nacional de Acesso à Justiça e chefe da delegação brasileira na missão, Sheila de Carvalho, esse é um passo histórico para toda a comunidade internacional e um marco dos normativos de proteção dos direitos humanos. Ela explicou que o texto final traz como pilares temas centrais para o acesso à justiça nos novos tempos, como justiça itinerante e formas alternativas de justiça.
“O texto visa trazer comunidades e grupos em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica como sujeitos do direito internacional. Assim, consagra o empoderamento jurídico comunitário, as políticas voltadas para mulheres, pessoas negras e indígenas e a centralidade dos movimentos sociais, da sociedade civil e das instituições de justiça no fortalecimento do acesso à justiça”, completou.
De acordo com a secretária, o processo de construção da convenção é fruto de um acúmulo regional que se iniciou em 2008 com as Cem Regras de Brasília sobre o Acesso à Justiça das Pessoas em Condições de Vulnerabilidade — conjunto de diretrizes e propostas de políticas públicas, aprovadas pela Cúpula Judicial Ibero-Americana, que visam garantir o acesso efetivo à justiça para pessoas em condições de vulnerabilidade na região ibero-americana.
O processo busca ainda estabelecer um instrumento internacional vinculante em matéria de acesso à justiça.
Posição do Brasil
O Brasil atuou de forma proativa e articulada durante o encontro, defendendo que a Convenção garanta direitos efetivos e estabeleça normas internacionais que assegurem o acesso à justiça para populações vulneráveis, com atenção especial a afrodescendentes, povos indígenas, mulheres e crianças.
O País também defendeu a inclusão de mecanismos que tornem os sistemas de justiça gratuitos, itinerantes, acessíveis e igualitários, e que reconheçam o acesso à justiça como um direito humano fundamental e como pilar do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16, que trata de Paz, Justiça e Instituições Eficazes, bem como o aprimoramento de mecanismos de cooperação internacional na matéria.
A delegação brasileira contou ainda com representantes da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus) e da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi).
A Convenção
A CIAJ foi criada para atender à necessidade dos Estados Ibero-Americanos de contar com um acordo internacional que garanta direitos concretos aos cidadãos e imponha obrigações aos Estados, acompanhando a evolução do acesso à justiça nas últimas décadas. O documento busca detalhar e transformar recomendações em medidas efetivas, com o objetivo de melhorar o acesso à justiça tanto da população em geral quanto dos grupos mais vulneráveis.
A Convenção se alinha com a atuação da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju), instituída em 1º de janeiro de 2023, com o objetivo de ampliar o acesso aos direitos, colocando grupos vulneráveis — como negros, indígenas, mulheres e pessoas LGBTQIA+ — no centro das discussões. A previsão de assinatura é para 2026, na Plenária da COMJIB, que será realizada no Panamá.
BRASIL
MTE participa da liberação de crédito ao programa CAIXA Hospitais
O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, em evento nesta quarta-feira (03) no auditório da Caixa em Brasília com presença do vice-presidente Geraldo Alckmin; o presidente da Caixa, Carlos Vieira; o secretário de atenção especializada à Saúde, Mozart Sales; além de representantes de empresas da área filantrópica de Saúde do país participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa CAIXA Hospitais / FGTS-Saúde.
O CAIXA Hospitais é uma linha de crédito destinada às entidades sem fins lucrativos, inclusive as certificadas como entidades beneficentes de assistência social (CEBAS), e às empresas privadas não filantrópicas, conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS. Os recursos da linha devem ser aplicados de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na reestruturação financeira e em investimentos.
A resolução do FGTS que estabeleceu as diretrizes gerais do Programa FGTS-Saúde foi publicada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) em março desse ano, destinando 8,5 bilhões de recursos do Fundo para hospitais filantrópicos e entidades sem fins lucrativos vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Programa Agora Tem Especialista.
Previsto dentro do PAC Saúde, o FGTS Saúde prevê a destinação dos recursos em crédito às entidades sem fins lucrativos, com juros de até 8,66% e taxa de risco de crédito de até 3,00% ao ano, conforme a Medida Provisória (MP) nº 1.336, de 6 de fevereiro de 2026. A linha foi criada com o objetivo de oferecer condições especiais para que as instituições de saúde possam renegociar dívidas e melhorar sua gestão financeira. Segundo o agente financeiro Caixa, o crédito vai servir a estruturação de dívidas e investimentos das Santas Casas, já tendo sido executados pelo Programa cerca de R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão já contratados e outros R$ 715 milhões em fase final de contratação.
Na cerimônia de hoje foram assinados contratos com a Fundação José Silveira na Bahia (R$110 milhões), Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, no Rio (R$ 27,6 milhões), Associação de Combate ao Câncer de Goiás (15 milhões), Sistemas de Saúde Vila Nova, no Rio Grande do Sul (R$ 45 milhões), Fundo Assistencial da Paraíba (R$ 12 milhões), Instituto do Câncer de Londrina, no Paraná (R$ 53 milhões) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (R$ 300 milhões) A medida, segundo o Ministério da Saúde, busca reduzir filas, evitar o agravamento de doenças e diminuir afastamentos do trabalho, além de fortalecer a sustentabilidade financeira do setor hospitalar, intensivo em mão de obra, além de contribuir para a preservação de empregos e renda dos trabalhadores.
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