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Etapa nacional do Parlamento Juvenil do Mercosul começa em 27/5
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O Ministério da Educação (MEC) promove, na próxima semana, de 27 a 29 de maio, em Brasília, a etapa nacional do Parlamento Juvenil do Mercosul (PJM). O projeto é voltado a estudantes do 1º e 2º anos do ensino médio de escolas públicas. Este ano, o encontro debaterá a integração regional e as mudanças climáticas.
Durante sua passagem pela capital federal, os jovens terão a oportunidade de aprender mais sobre o bloco do Mercosul e suas instâncias, além de diferentes formas de dialogar e buscar consensos e soluções para problemas comuns.
Na terça-feira, 27 de maio, os adolescentes participam de palestra no MEC, onde serão apresentadas noções do ordenamento jurídico brasileiro e do eixo de inclusão educativa. Na sequência, os estudantes visitarão o Itamaraty, onde debaterão o Mercosul, o Parlasul e o eixo de integração regional.
Na quarta-feira, 28 de maio, o palco das atividades será o Congresso Nacional, onde haverá visitação à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal, que inclui uma roda de conversas com um parlamentar que integra o Parlasul.
Na quinta-feira, 29 de maio, a comitiva estará no Campus Brasília do IFB para debater o eixo temático “jovens e trabalho”. Na sequência, no Palácio do Planalto, haverá a eleição dos representantes do grupo para a etapa internacional, escolhidos por seus pares.
Exercendo o papel de parlamentar, por dois anos, as delegações nacionais terão a função de ouvir os jovens estudantes dos países–membros do Mercosul e abrir espaço para que, juntos, possam discutir a realidade em que se inserem e buscar meios para interferir positivamente na sua escola e comunidade, compartilhando suas visões sobre o tipo de escola de ensino médio que querem, enquanto refletem sobre valores como a participação cidadã, o respeito à democracia e aos direitos humanos, a consciência social, a cultura da paz e o cuidado com o meio ambiente.
As atividades em Brasília precedem a etapa internacional do Parlamento Juvenil do Mercosul, que ocorrerá em Foz do Iguaçu (PA), entre 11 e 13 de agosto. Para este encontro, estarão presentes um representante de cada província, departamento ou estado dos países–membros do Mercosul.
Parlamento – O PJM é uma iniciativa do Setor Educacional do Mercosul (SEM). Este proporciona aos jovens estudantes de redes públicas dos países-membros e associados do bloco um espaço de encontro e diálogo que incentiva o protagonismo juvenil para a geração de propostas sobre temáticas de interesse comum. O tema desta edição do PJM é “A integração regional e as mudanças climáticas”.
O programa se propõe a ajudar os jovens a compreender o mundo, resolver problemas e atuar de forma cidadã, ética e responsável em sua comunidade e na sociedade. Além disso, os participantes desenvolvem competências e habilidades como domínio da linguagem, compreensão de fenômenos, enfrentamento de situações-problema, construção de argumentação e elaboração de propostas.
O MEC realiza a iniciativa através da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) e da Secretaria de Educação Básica (SEB), que atuam em parceria com a Assessoria de Assuntos Internacionais da pasta.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi e da SEB
Fonte: Ministério da Educação
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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino
O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.
Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade.
O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.
As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.
Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:
|
Secretarias municipais |
2024 |
2026 |
|
Índices |
Brasil |
Brasil |
|
Geral |
26,6 |
34,7 |
|
Institucionalização |
38,7 |
55,8 |
|
Formação |
20,4 |
28,7 |
|
Gestão |
26,0 |
27,0 |
|
Material Didático |
31,1 |
34,2 |
|
Financiamento |
20,6 |
39,9 |
|
Avaliação e Monitoramento |
45,0 |
60,2 |
Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).
Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.
As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.
Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação



