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Evento do MEC celebra 23 anos da Lei de Libras
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O Ministério da Educação (MEC) dedicou a manhã desta quinta-feira, 24 de abril, para celebrar os 23 anos da promulgação da Lei nº 10.436/2002, que reconheceu a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como forma de comunicação e expressão dos surdos. O evento foi transmitido pelo Canal do MEC no YouTube e apresentado em Libras e em português.
A secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, Zara Figueiredo, fez uma saudação a toda a comunidade surda presente e destacou a importância de o ministério ter criado a Diretoria Bilíngue de Surdos. “Isso não é trivial. É preciso reafirmar ano a ano o fato de termos uma política institucionalizada como essa. Não existe política pública fora da política, e esse é um compromisso do Governo Federal e do MEC com a política bilíngue de surdos, em um país em que historicamente a educação nunca foi destinada a essas pessoas. Hoje é preciso reafirmarmos que isso é um direito de todos, não apenas das elites”, afirmou Zara.
Para a diretora de Políticas de Educação Bilíngue de Surdos do MEC, Patrícia Rezende, o ministério faz um reconhecimento a uma conquista histórica, construída com muita luta pelas comunidades surdas brasileiras. “Essa lei não nasceu de concessões, mas da resistência de um povo que se fez ouvir com as mãos, que ocupou espaços e exigiu reconhecimento. A Libras é mais do que uma língua, é o alicerce da nossa identidade, da nossa educação, da nossa cidadania. E, quando o Estado investe em política linguística, ele não apenas cumpre um dever legal, mas também reconhece o valor da diversidade linguística e cultural como pilar de uma sociedade mais equitativa. Hoje também é a reafirmação do nosso compromisso com uma política pública que respeite e fortaleça o direito de ser surdo em língua de sinais”, afirmou.
Além da passagem pelos 23 anos da Lei de Libras, o evento promovido pelo MEC teve o objetivo de dar visibilidade às comunidades surdas e à sua luta pela equidade linguística. Além de fortalecer a valorização da lei, que considera as especificidades linguísticas e culturais das pessoas surdas ao reconhecer Libras como meio legal de comunicação e expressão, possibilitando que as pessoas surdas fortaleçam sua identidade e exerçam sua cidadania.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
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MTE participa da liberação de crédito ao programa CAIXA Hospitais
O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, em evento nesta quarta-feira (03) no auditório da Caixa em Brasília com presença do vice-presidente Geraldo Alckmin; o presidente da Caixa, Carlos Vieira; o secretário de atenção especializada à Saúde, Mozart Sales; além de representantes de empresas da área filantrópica de Saúde do país participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa CAIXA Hospitais / FGTS-Saúde.
O CAIXA Hospitais é uma linha de crédito destinada às entidades sem fins lucrativos, inclusive as certificadas como entidades beneficentes de assistência social (CEBAS), e às empresas privadas não filantrópicas, conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS. Os recursos da linha devem ser aplicados de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na reestruturação financeira e em investimentos.
A resolução do FGTS que estabeleceu as diretrizes gerais do Programa FGTS-Saúde foi publicada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) em março desse ano, destinando 8,5 bilhões de recursos do Fundo para hospitais filantrópicos e entidades sem fins lucrativos vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Programa Agora Tem Especialista.
Previsto dentro do PAC Saúde, o FGTS Saúde prevê a destinação dos recursos em crédito às entidades sem fins lucrativos, com juros de até 8,66% e taxa de risco de crédito de até 3,00% ao ano, conforme a Medida Provisória (MP) nº 1.336, de 6 de fevereiro de 2026. A linha foi criada com o objetivo de oferecer condições especiais para que as instituições de saúde possam renegociar dívidas e melhorar sua gestão financeira. Segundo o agente financeiro Caixa, o crédito vai servir a estruturação de dívidas e investimentos das Santas Casas, já tendo sido executados pelo Programa cerca de R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão já contratados e outros R$ 715 milhões em fase final de contratação.
Na cerimônia de hoje foram assinados contratos com a Fundação José Silveira na Bahia (R$110 milhões), Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, no Rio (R$ 27,6 milhões), Associação de Combate ao Câncer de Goiás (15 milhões), Sistemas de Saúde Vila Nova, no Rio Grande do Sul (R$ 45 milhões), Fundo Assistencial da Paraíba (R$ 12 milhões), Instituto do Câncer de Londrina, no Paraná (R$ 53 milhões) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (R$ 300 milhões) A medida, segundo o Ministério da Saúde, busca reduzir filas, evitar o agravamento de doenças e diminuir afastamentos do trabalho, além de fortalecer a sustentabilidade financeira do setor hospitalar, intensivo em mão de obra, além de contribuir para a preservação de empregos e renda dos trabalhadores.
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