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Evento em Búzios (RJ) destaca novos caminhos para fortalecer Instâncias de Governança Regional do turismo

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A Segunda Rodada de Experiências das Instâncias de Governança Regionais (IGRs) do turismo, realizada até esta sexta-feira (12) na cidade de Armação dos Búzios (RJ), consolidou avanços na regionalização do turismo brasileiro. Promovido pelo Ministério do Turismo em parceria com a Secretaria de Turismo do Estado do Rio de Janeiro, a Prefeitura Municipal e a IGR Costa do Sol, o encontro reuniu gestores e lideranças de todo o país para compartilhar estratégias, boas práticas e experiências que fortalecem a atuação na área.

A programação teve a participação de artesãs de Búzios e Araruama (RJ), que levaram a identidade cultural local para o evento, reforçando a conexão entre as realidades regionais. Ao longo do dia, diversas IGRs apresentaram trabalhos e cases de sucesso, incluindo a IGR da Quarta Colônia (RS), a Câmara de Turismo Baía de Todos os Santos (BA), a Região Turística Agroecológica (GO), a Associação dos Municípios do Urucuia Grande Sertão (MG), a Sul Capixaba dos Vales e Café (ES), o Vale do Acre (AC), as Agulhas Negras (RJ), os Caminhos do Tietê (SP) e a Serra Verde Imperial (RJ).

O encontro também abordou os próximos passos da regionalização a partir do novo marco legal do setor, com foco em destinos mais competitivos e na geração de oportunidades em escala nacional. A coordenadora-geral de Definição de Áreas Estratégicas para o Desenvolvimento do Turismo do Ministério do Turismo, Ana Carla Moura, destacou a importância da iniciativa para consolidar políticas públicas alinhadas às realidades locais.

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“O que vimos aqui em Búzios foi a materialização da nossa estratégia: um Brasil que dialoga e constrói o turismo de forma conjunta. O papel do Ministério é dar suporte, criar ferramentas e garantir que o novo marco legal da regionalização se traduza em destinos mais competitivos, gerando emprego e renda na ponta. Este encontro não termina aqui, ele inicia uma nova fase de colaboração e resultados práticos para as IGRs de todo o país”, afirmou Ana Carla Moura.

O presidente da IGR anfitriã, Marco Navega, avaliou positivamente o encontro. “Nesse segundo dia, nós estamos desenhando os próximos anos da regionalização. Já temos o marco legal, a lei alterada, que prevê as IGRs dentro dos trabalhos do Ministério. Agora queremos fazer isso acontecer cada vez mais em todos os lugares. Não dá para ter só uma IGR forte e várias outras lutando para existir. Nossa proposta é o compartilhamento de sabedoria e experiência”, explicou Navega.

LEGADO – Entre os novos participantes, Eulla Emília, coordenadora de Marketing Turístico do município de Altamira (PA), destacou a relevância do aprendizado coletivo. “Participar desse encontro tem sido muito gratificante. Aprender com todos que já têm suas IGRs consolidadas e levar essa troca de experiências para a nossa realidade, ampliando a rede de contatos durante esses dois dias, será fundamental para consolidar nossa IGR no município de Altamira e na região turística do Xingu. Temos um potencial muito grande, e isso nos faz acreditar que podemos colocar em prática”, afirmou Eulla.

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O legado da Segunda Rodada de Experiências em Búzios reforça a importância da união entre gestores e instâncias regionais. Com esta base fortalecida, o turismo brasileiro avança de forma sustentável, integrada e capaz de gerar oportunidades em todas as regiões do país.

De Lívia Albernaz

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Wellington Lima destaca proteção a jornalistas e defensores de direitos humanos em homenagem a Dom Phillips e Bruno Pereira

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Brasília, 11/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou nesta quinta-feira (11), no Palácio do Itamaraty, da cerimônia de premiação do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação. A iniciativa reconheceu trabalhos jornalísticos e projetos de comunicação voltados à defesa dos direitos humanos, do meio ambiente, dos povos indígenas e das comunidades tradicionais.

Mais do que uma premiação, o concurso buscou preservar a memória do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, assassinados em junho de 2022 durante uma expedição no Vale do Javari, no Amazonas (AM). Reconhecidos pela atuação em defesa dos povos indígenas, da proteção ambiental e da liberdade de informação, os dois se tornaram símbolos da luta pelos direitos humanos e da necessidade de garantir segurança a jornalistas, comunicadores e defensores socioambientais.

Promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), com apoio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o concurso integra o Plano de Ação brasileiro para o cumprimento das medidas cautelares determinadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) após o assassinato de Phillips e Pereira. O concurso contou ainda com apoio do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

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Durante a cerimônia, Wellington Lima ressaltou a importância de preservar a memória dos jornalistas e destacou os avanços promovidos pelo Estado brasileiro para fortalecer a proteção de jornalistas, comunicadores e defensores de direitos humanos.

“Estamos aqui também para exercer o dever de memória. Bruno e Dom não devem ser lembrados apenas pela tragédia que os vitimou, mas pelo legado que construíram e pelas transformações que ainda inspiram o Brasil”, afirmou o ministro.

Segundo Wellington Lima, a atuação conjunta entre Governo e sociedade civil tem sido fundamental para a construção de respostas concretas às demandas relacionadas à proteção de direitos humanos e à liberdade de imprensa. Ele destacou a criação do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, espaço permanente de articulação que contribuiu para a elaboração do Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais.

Ao encerrar sua participação, o ministro reforçou a importância da responsabilização dos autores de crimes cometidos contra defensores de direitos humanos e profissionais da comunicação.

“Temos confiança de que as investigações e os processos judiciais desses casos devem seguir seu curso com a seriedade, a atenção e o rigor que essas situações exigem”, declarou.

Premiação reconhece iniciativas em defesa dos direitos humanos e do meio ambiente

Lançado em março deste ano, o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação recebeu 912 inscrições de todas as regiões do País. O concurso contemplou seis categorias: Reportagem em Texto, Fotojornalismo e Artes Visuais, Reportagem Audiovisual, Comunicação Indígena, Comunicação de Comunidades Tradicionais e Educação Midiática. Ao todo, foram distribuídos R$ 300 mil em premiações.

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Em cada uma das seis categorias, foram premiadas três iniciativas. Os vencedores do primeiro lugar receberam R$ 30 mil, enquanto os segundos e terceiros colocados foram contemplados com R$ 15 mil e R$ 5 mil, respectivamente. A premiação buscou valorizar produções comprometidas com a promoção dos direitos humanos, a proteção ambiental, a defesa dos povos indígenas e o fortalecimento da comunicação de interesse público.

Também participaram da solenidade o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira; o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; a ministra interina dos Direitos Humanos e da Cidadania, Caroline Dias dos Reis; o secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey; a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto; o vice-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, José Luis Caballero Ochoa; o encarregado de Negócios da Embaixada do Reino Unido, Tony Kay; o adjunto do advogado-geral da União, Júnior Divino Fideles; e o representante das organizações peticionárias, Eliésio Marubo.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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