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Fundo Nacional de Segurança Pública é destaque no X Fórum Nacional das Transferências e Parcerias da União

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Brasília, 03/06/2025 – Governo Federal, executivos estaduais, distrital e municipais, órgãos de controle e sociedade civil estão reunidos, em Brasília (DF), para debater sobre como aprimorar a execução de políticas públicas e melhorar a vida do cidadão brasileiro. Esse é o foco do X Fórum Nacional das Transferências e Parcerias da União, que ocorre desta terça-feira (3) até quinta-feira (5), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

O evento é promovido pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e busca fortalecer a governança e a melhoria da gestão e do controle das parcerias e das transferências de recursos da União. O fórum é gratuito e a expectativa de público é de mais de 3 mil participantes.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) participa com um estande com ações da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) e da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). Os visitantes são apresentados ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), ao Fundo Nacional Antidrogas e ao Fundo Penitenciário Nacional (Funpen).

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Durante a palestra O Poder Transformador do Fundo Nacional de Segurança Pública, a diretora do FNSP, Camila Pintarelli, disse que é extremamente gratificante ver o quanto o tema das transferências e das parcerias se fortaleceu na área da segurança pública nos últimos anos.

“Prova disso é o destaque dado pelo MGI nesta edição do evento a toda equipe de convênios, de transferências fundo a fundo e de licitações do Fundo Nacional de Segurança Pública, que vem auxiliando muito o desenvolvimento de diversas frentes de parcerias no Governo Federal”, comentou Camila.

Painéis e oficinas

Com o tema Um Universo de Possibilidades para a Gestão Pública, a décima edição contará com mais de 200 palestras, incluídas em 12 jornadas temáticas, além de vários painéis e oficinas. Nos três dias do evento, o foco estará no debate sobre como aprimorar a execução de políticas pública voltadas para o cidadão. São elas: captação e transferências de recursos; controle e orçamento; transformação digital; gestão; compras públicas; educação; saúde; obras; assistência social; cultura; Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil; e segurança pública.

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Rede de Parcerias

O Fórum Nacional das Transferências e Parcerias da União ocorre anualmente, em uma parceria do Governo Federal com estados, Distrito Federal (DF), municípios, órgãos de controle e sociedade civil, com o objetivo de compartilhar e debater as inovações normativas e tecnológicas que envolvem o processo de parcerias e transferências da União, execução de políticas públicas nos municípios e diversos outros temas relacionados à inovação da gestão pública no Brasil.

O encontro também vai contribuir para promover a ampliação e a maior integração da Rede de Parcerias, que envolve todos os governos estaduais, ministérios, o Tribunal de Contas da União, os Tribunais de Contas estaduais, a Controladoria-Geral da União, diversas entidades municipalistas e a sociedade civil.

Veja a programação completa do fórum.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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